Corrida da Independência, mas sem hino!!!

Dia 07 de Setembro é o feriado que comemora o dia da independência. A Paula, que é argentina, e muito ligada às datas históricas dos dois países, dá mais importância a ela do que muitos brasileiros, e fez questão de escolher sua primeira corrida de 5km nos arredores do museu do Ipiranga  porque acha o local muito bonito e porque imaginava que iria ouvir o hino tocado por uma banda e cantado pelos corredores.

A prova foi bem organizada no início, fácil de estacionar, espaço de sobra para pegar kit, para largar etc. Mas um detalhe, que ao meu ver não é tão pequeno assim, não tocaram o hino nacional. Era 7 de Setembro, dia da independência, com largada e chegada perto do monumento à independência e faltou o hino nacional, talvez exigir uma banda seja exagero da nossa parte, mas nem um CD, e não era por falta de equipamento de som, pois havia música antes da largada para agitar o pessoal, mas tenho certeza que nenhuma conseguiu ser tão emocionante e arrepiante como o hino nacional. Não é a toa que nos incomodamos quando atletas que representam o país, diante de milhões de espectadores, não saibam cantar o hino e só mexam a boca, ou male male só sabem a primeira metade. No verão passado cansei de ouvir em todo lugar “quero não posso não…” no retrasado o rebolation é que não saía da boca do povo, enquanto nosso hino se mantém cada vez mais esquecido. Reflita sobre isso caro corredor, e antes que você ou seus filhos decorem o hit do próximo verão questione-se se já tem decorado o hino nacional.

Enfim, a Paula correu bem e terminou em 30minutos os 5km.

5km Troféu da Independência

Paula nos 5km Troféu da Independência com museu do Ipiranga ao fundo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixo a letra do hino nacional brasileiro logo abaixo para que nunca deixemos de praticar:

I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Composição: Francisco Manuel da Silva / Joaquim Osório Duque Estrada

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