Ironman Cozumel. Si se puede!

Si se puede! Animo! Andale! Era isso que os (as) atletas mais ouviram pelas ruas de Cozumel dia 27/11/2011.
Dentro do Brasil, considero o Ironman a prova mais bem organizada, esse foi meu primeiro Ironman fora e altamente recomendavel.
Os mexicanos incentivam a todos os atletas durante o dia todo, a chuva caiu forte em Cozumel durante boa parte da corrida e mesmo assim as pessoas estavam nas ruas, foi uma expêriencia incrível como qualquer Ironman, mas alguns detalhes chamam mais a atenção. Outro ponto marcante foi ver quantas mulheres fazem Ironman, no Brasil elas chegam a 10% do total de inscritos, aqui, ainda sem os números em mãos, mas certamente muito mais.
Como sempre digo, cada prova tem sua história, e a desse Ironman quero contar com detalhes, quando voltar para o Brasil.
Obrigado pela torcida de todos, nos falamos em breve.
Enzo Amato.

Fabricante da pulseira Power Balance pede ‘concordata’ nos EUA

A empresa americana Power Balance, fabricante da pulseira que virou moda entre atletas e celebridades do mundo todo, entrou com pedido de proteção contra falência nos EUA nesta terça-feira (22), após um processo judicial milionário movido por consumidores insatisfeitos. A empresa, no entanto, avisou pelo microblog Twitter que não deve deixar o mundo dos negócios. As informações são da imprensa norte-americana.

O pedido de proteção contra falência é similar à recuperação judicial nos termos brasileiros –a antiga concordata.

A pulseira de silicone com um holograma se dizia capaz de oferecer mais flexibilidade, força e equilíbrio a seus usuários.

No começo deste ano, a empresa admitiu publicamente não ter nenhum fundamento científico que comprove o funcionamento de seu produto -ao contrário do que tinha anunciado antes.

A companhia teria chegado a um acordo judicial de US$ 57,4 milhões para compensar os clientes que se sentiram lesados, segundo o site TMZ.

HTTP://www.uol.com.br

Fonte:UOL 23/11/2011

Avaliando a preparação para Cozumel

Há um ditado italiano que diz, é fácil saber porque o barco afundou, depois dele já ter afundado. Por isso deixo uma avaliação do que senti durante a minha preparação. Sinto que fiz o que era necessário, se eu estiver certo, vou fazer uma boa prova, se estiver errado só vou descobrir lá, mas mesmo assim tentar fazer uma boa prova.

Cheguei ao final de mais uma preparação de Ironman, desta vez treinei diferente, li alguns artigos interessantes que me estimularam a treinar menos do que já vinha fazendo, e olha que já costumo treinar menos do que a maioria dos atletas de Ironman que conheço, essa era a oportunidade para testar isso, a monotonia de estar sem o grupo que costuma treinar comigo para a etapa aqui do Brasil também fez com que eu reduzisse o volume de treinos. Já imaginava isso, mas agora senti na pele que treinar sem a galera é muito chato. Fiz o que considerei necessário para ficar condicionado. Foi diferente das outras 5 vezes, e vou acreditando que dará certo, e mesmo que não dê, vai servir de aprendizado e me ajudar na preparação do ano que vem de qualquer forma.

É difícil dar palpite sobre o tempo final, numa prova que começa quando o sol nasce, e no meu caso, só termina quando o sol já se pôs, muita coisa pode acontecer e qualquer uma delas pode interferir no resultado, e justamente por esses inúmeros motivos é que vou pensando em ver, ouvir, sentir, cheirar e provar tudo o que o Ironman Cozumel pode me oferecer, seguirei minha percepção de esforço, vou no meu limite e não quero saber do relógio. Vou nadar sobre os corais em água cristalina e visibilidade de muitos metros, depois vou pedalar ao redor da ilha e boa parte do percurso com vista para o mar, será que eu preciso mesmo me preocupar com o relógio? Só pretendo usá-lo durante a corrida para calcular o ritmo, o tempo que aparecer no pórtico de chegada terá sido resultado de uma prova que considero uma experiência de vida. Quero cruzar a linha mais uma vez e não importa se 1 minuto mais rápido ou 2 horas depois, quero chegar!

Espero que tenha gostado da sequência de 8 textos onde tentei explicar como minhas semanas se passavam e como a preparação evoluía. Mas ainda não acabou, quero enviar fotos e comentários de tudo o que rola no evento e depois poder contar com detalhes como foi. Na listagem o número 381 será apenas mais um número, mas atrás dele terá toda uma história.

Até breve.

Enzo Amato

A caminho do Ironman em Cozumel (parte 8, de 14 a 20/11)

Chegou, falta só uma semana!!

Até que passou rápido, treinei o que deu e o que achei que devia, só saberei se fiz algo errado durante ou depois da prova. Vou chegar na linha de largada confiante e determinado a concluir mais esse desafio. Costumo dizer, por já ter sentido na pele, que numa prova que dura mais de 10 horas, no meu caso, e que você fica no limite o tempo todo, uma simples indisposição ou enjoo, pode fazer toda diferença. Os treinos e cuidados com a alimentação visam me fazer chegar bem para executar a prova, e é dessa forma que eu vou.

Segunda foi descanso, era emenda de feriado para muitos e o dia estava horrível, minha única preocupação foi me preparar psicologicamente para correr na chuva no dia seguinte, já não bastassem as 4 horas que pedalei na chuva no dia anterior (ler parte 7) ainda teria que encarar mais um dia pra lavar a alma.

Terça, feriado da proclamação da República, amanheceu chovendo pra valer, longe de ser tempestade, mas também não era garoa, tomei café, esperei para ver se a chuva diminuía, e nada. Fiz alguns exercícios de musculação para me aquecer e não sentir a chuva gelada logo de cara, desci os 15 andares de escada e a partir daí foi só chuva. Corri 15km abaixo de 4’30” por km com os batimentos confortavelmente a 155. Durante um Ironman corro a 5’25” para conseguir ficar nos mesmos 155, culpa do cansaço e desidratação, mas enfim, fiquei contente por conseguir correr forte com essa média de batimentos, espero que o cansaço, a desidratação e o sol em Cozumel me deixem correr a pelo menos 5′ por km. Ficaria muito contente com esse ritmo. Terminei o treino e fui direto para o banho quente. Aquecer antes, correr na chuva e tomar um banho quente antes que o corpo esfrie é a rotina certa para não correr o risco de ficar resfriado no dia seguinte.

Quarta ainda amanheceu chovendo e não fui trabalhar de bike, praticamente não fiz atividade física.

Quinta, ainda sem sol, mas pelo menos sem chuva, fiz o pedal matinal para o trabalho e a tarde, na academia, uma musculação bem curta, só 2×10 para peito, costas, abdominal e 3 exercícios de perna, praticamente 20 minutos de treino, e fui para a ergométrica onde fiquei mais 20 minutos com prioridade para a técnica e giro. Até aí procurei apenas dar os estímulos aos músculos, em seguida fui para a piscina, onde queria fazer um treino mais longo, já que em toda preparação acabei escapando desse tipo de treino na piscina. Rodei 2200m em mais ou menos 45min. Intercalei 500m completo e 500m com flutuador para tentar escapar do tédio. Não é a melhor estratégia de treino já que estou bem perto da prova e de acordo com o que acredito estaria fazendo tiros curtos com intervalos sem me preocupar com rodagem, mas a realidade dessa preparação foi outra, e o que me falta ainda é um treino onde os braços giram por muito tempo, por isso dei prioridade a isso. Vale lembrar que 2200m, para quem nada, ou faz Ironman é treino curto, mas quem acompanha meus textos sabe que se minha prova de natação vai durar por volta de 1h, rodar por 45min é considerado treino longo, mesmo que tenha feito pouco mais da metade da distância da prova, o que importa é o tempo que os braços ficaram girando. Sigo o mesmo princípio nas outras modalidades.

Sexta acordei meia hora antes do despertador, primeiro sinal de ansiedade, fui pedalando de manhã para o trabalho e resolvi começar a preparar as tralhas, coloquei os pneus de competição na magrela, comprei os ingredientes para começar a dieta de supercompensação no dia seguinte e o dia passou super rápido.

Sábado comecei a dieta diferenciada para a semana da prova, basicamente consiste em gastar as reservas de carboidrato por 3 dias fazendo treinos longos, depois dar um boom de carbo nos próximos 3 dias e treinando pouquíssimo, que resultarão numa reserva maior de glicogênio. Como se faz? Minha nutricionista que fez os cálculos e preparou, de acordo com vários dados que ela tem sobre mim, dividiu as 2700 calorias diárias assim:

-                             Carboidrato   Proteína   Gordura

  • Sáb/Dom/Seg    32%                23%           45%
  • Ter / Qua           48%                23%           29%
  • Qui / Sex            74%                15%           11%
  • Sáb                      78%                11%            11%

Importante nessa tabela é ver a alteração entre carbo e gorduras ao longo dos dias e mais do que isso, saber que foi uma dieta feita para as minhas condições físicas atuais, rotina e histórico de saúde e que certamente outros números sairiam se fosse outra pessoa ou mesmo outra época.

Além da dieta, sábado fui para a estrada velha e resolvi correr antes de pedalar, pois o asfalto estava molhado, corri 10km confortavelmente em pouco menos de 1 hora enquanto o chão secava, pedalei cerca de 1h20 também em ritmo confortável e logo voltei para casa para me encontrar com o Otavio e seguir para Pirassununga onde vários atletas e amigos fariam o triathlon por lá.

Domingo, depois de ter acompanhado a largada e o início do ciclismo, saí para correr, fiz 1h20 confortavelmente e dando uma força para o pessoal que participava do triathlon e ainda pedalavam para completar os 90km do percurso. O sol estava forte, o tempo seco, mas o vento ajudava minha corrida na mesma proporção que atrapalhava o ciclismo dos atletas, mas enfim, só podia ajudá-los incentivando.

Fiquei animado com o desempenho de todos, a organização foi muito boa e minha vontade de correr em Cozumel semana que vem só aumentou. Agora falta pouco!

Até semana que vem.

Enzo Amato.

A caminho do Ironman em Cozumel (parte 7, de 7 a 13/11)

Segunda comecei a semana diferente, já que o fim de semana havia sido light, (ler parte 6) fui trabalhar de bike pela manhã e me sentia bem, sinal de que poderia fazer os treinos de velocidade que pretendia durante a semana.

Terça fiz de tudo um pouco em ritmo forte, comecei pela musculação, treino para o corpo todo, tronco e braços 3×15 pernas 3×10. Pedalei na ergométrica por 30 minutos entre 100 e 110 giros por minuto com média de batimentos a 165, mais do que costumo manter em provas longas. Normalmente para alguém bem condicionado os batimentos na bike não chegam ao que pode chegar na corrida, o número é por volta de 15% menor e outros 15% menos na natação, ou seja num treino forte de natação os batimentos nunca chegarão ao mesmo número de batimentos de um treino forte de corrida. Rapidamente segui para a esteira e corri 4km forte com 171 batimentos de média, também mais forte do que pretendo fazer no Ironman. Depois ainda fui para a piscina nadar por volta de 15 minutos, mas desta vez não forcei por já estar cansado. Sabia que não conseguiria fazer muito forte pelo acumulado das outras modalidades, mas nesse dia minha intenção era apenas não descondicionar na natação. Um estímulo curto já resolveu.

Quarta a única atividade física foi ir de bike para minha aula da manhã, 7km pra ir e 7 para voltar.

Na quinta fiz um repeteco da terça, mas com mais ênfase na corrida e na natação. Comecei com uma musculação rápida, pedalei 30min, corri 4km em menos de 17min e na natação fiz um tiro de 400m a 5:56, bem acima do que consegui semana passada, mas nem todos os dias estamos bem para tudo, talvez já estivesse cansado por ter feito todo o resto antes.

Sexta fui trabalhar de bike novamente, sábado não pude fazer o longão de bike por causa do batizado do filho de um grande amigo, acordei cedo e corri 10km abaixo dos 42min, considerei um ótimo treino, mas confesso que bem diferente do que costumo fazer para um Ironman, se me sentir bem na prova vou estabelecer um novo parâmetro para usar com meus atletas ano que vem, já que considero o bem estar pessoal e a família mais importantes que os treinos. Proporcionar um bom rendimento atlético e ao mesmo tempo fazê-los abdicar menos dos outros compromissos, é meu diferencial e não abro mão de poder oferecer isso e pensar mais além.

Domingo acordei cedo e fui para a estrada velha, só lá estava chovendo, esperei e pensei uns 15 minutos dentro do carro, naquela hora já estava há 15 dias sem um longão de bike e se voltasse pra casa chegaria na prova completando 1 mês sem o longo de bike, pois não encaixaria nenhum outro dia na minha agenda. Reparei que não havia neblina e resolvi encarar, sorte que no último momento antes de sair de casa peguei o corta vento, pedalei as 4 horas com ele e talvez não conseguisse sem ele, a chuva não me deu folga por um minuto, a neblina as vezes aparecia de leve, as vezes mais forte, mas num ponto do percurso que não me impedia de dar meia volta e continuar, assim o fiz por algumas vezes, a média de velocidade foi super baixa, mas minha intenção era apenas ficar montado na magrela pelo tempo aproximado que vou ficar no dia da prova, mas quando completei 4 horas a neblina tomou conta de todo o percurso e para minha segurança resolvi encerrar o treino, gostaria de ter feito mais 1h ou 1h30, mas pra quem quase voltou pra casa antes do treino, ter ficado 4 horas até que não foi mal.

Agora é hora de levar a bike para a última revisão antes da prova para ainda ter tempo de fazer um pequeno teste, colocar os pneus de competição e organizar os equipamentos e acessórios para não esquecer nada, mas isso conto com mais detalhes na semana que vem.

Enzo Amato.

Momentos indescritíveis.

O feriado de finados não podia ter sido mais vivo.

Comecei o dia com um treino de 30km de corrida, tudo bem, almocei rápido e segui com a Paula para a mostra internacional de cinema de São Paulo, foi nosso 3º filme da mostra, esse sobre a contaminação que as mineiras causam na província onde a Paula nasceu, uma rede de pessoas corrompidas que detonam as riquezas naturais do país, colocam em risco a água para a população da província, que nem sequer recebe algo em troca por toda essa exploração. Revolta e provoca indignação por sermos tão maleáveis, aqui no Brasil a construção da usina de Belo Monte é outro exemplo parecido, um bom trecho do rio será desviado ceifando a forma de sustento de várias comunidades além de causar desequilíbrio populacional, mais desemprego a longo prazo, e pasmem, a energia produzida não será utilizada pela região.

O dia terminaria com uma palestra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Sala São Paulo. Como tenho uma namorada que manda bem sobre política ela ganhou os ingressos respondendo a uma pergunta pelo Facebook. Íamos conhecer a Sala São Paulo e ouvir o FHC falar, estávamos animados por isso. Por volta de 300 pessoas, a grande maioria acima dos 50 e 60 anos. O nome do evento era “Fronteiras do pensamento” ele falaria, a partir do seu ponto de vista, um pouco sobre as mudanças pelas quais o Brasil vem passando num mundo globalizado. Logo no início mostrou seu humor afinado, apenas entrou e foi aplaudido por mais de 1 minuto e sua primeira frase foi  ”tenho medo quando me aplaudem no início porque não sei o que será no final” falou de alguns livros que escreveu há mais de 30 anos, que naquela época eram relevantes, mas que lidos agora não descreveriam a realidade. Engraçado como podemos traçar um paralelo, por exemplo, na minha área de atuação faço rotinas diferentes das que fazia há apenas 5 anos atrás, outras até diferentes das que fazia há 6 meses atrás, e talvez daqui alguns anos com mais conhecimento e aprendizado me arrependa das que esteja fazendo agora, por outro lado vejo pessoas aplicando rotinas de mais de 40 anos, é impressionante como todas as áreas tem muito a evoluir e sempre se transformam, basta estarmos abertos e dispostos a enxergar ao nosso redor e admitir que em determinado momento da história era isso que era possível, mas que sempre podemos repensar. Aprendi muito sobre o passado do país, do futuro otimista que ele enxerga, democracia, mas chama a atenção a fluência com que ele fala, emendando as informações, não se esquecendo do ponto principal, falou por volta de 50min olhando nos olhos das pessoas, sem precisar ou ter um papel para ler. Me lembro que durante seu mandato sempre dava atenção às suas entrevistas, nesse dia pude ouvi-lo por quase uma hora, depois ainda foi entrevistado por mais meia hora falando um pouco sobre os bastidores do poder, do lado pessoal durante o mandato etc…

Terminada a palestra uma pequena aglomeração se formou no momento em que ele desceu as escadas, enquanto todos saíam em direção ao estacionamento ele foi para o outro lado, nessa hora sugeri à Paula que fôssemos atrás para tentar uma foto com ele.

FHC e Enzo

Momentos indescritíveis

Sem seguranças, sem policiais, apenas com poucas pessoas por perto, e supostamente esperando por um táxi, a Paula lhe perguntou diretamente se podiam fazer uma foto juntos, logo de cara ele percebeu que ela era Argentina, depois foi minha vez, aperto de mão, sorriso no rosto, foto batida e uma sensação indescritível que poucas pessoas poderiam proporcionar. Saímos felizes e admirados, por ter ouvido, e por posar ao lado de uma pessoa que fez diferença na história do país.

A caminho do Ironman em Cozumel (parte 6, de 31/10 a 06/11)

Já estamos no mês da prova!

Comecei a semana com um pouco de insegurança por causa dos treinos do último fim de semana, (ler parte 5) que a essa altura, considero “treinos de confiança” são treinos longos como quaisquer outros, mas que influencia diretamente no meu estado mental para encarar essa reta final até o grande dia. Tive que me reorganizar, avaliar os parâmetros e trabalhar o que aprendi com o Rafa Dutra, nosso psicólogo das edições do Ironman aqui no Brasil. Lembrei dos meus melhores treinos dos últimos meses e com eles procurei recobrar a confiança, ainda sabendo que precisaria tirar a teima com um treino longo bem executado.

Segunda descansei, como sempre, já na terça, mesmo imaginando fazer um treino longo na quarta que era feriado, forcei na musculação trabalhando o corpo todo e nadei cerca de 25min.

Quarta acordei cedo, sem falhas, e saí para correr bastante, fiz mais ou menos 30km em quase 3 horas (a bateria do relógio acabou) ritmo mais lento que o pretendido na prova com a intenção de me recuperar logo. Corri bem, me senti bem e a confiança começou a voltar.

Quinta me sentiria cansado se tivesse que fazer outro treino para pernas, mas não para tocar o dia. Fui para a academia e fiz um treino curto de musculação, só para o tronco, e logo fui para a piscina, queria nadar bem, aqueci e marquei 2 tiros de 400 com intervalo de 2min entre eles. O primeiro em 5’52” e o segundo em 5’44”. Um dos meus parâmetros para a natação havia sido batido, fazer 400m abaixo de 6min, nadei até completar 45min e saí contente da piscina, a confiança subiu um pouco mais.

Sexta fui trabalhar de bike pela manhã, me sentia disposto, mas sabia que não estava 100%, se tivesse que fazer um treino longo talvez sofreria depois da metade dele, mas também, havia feito dois treinos longos nos últimos dias e uma corrida de 30km 48hs antes, era óbvio que não estaria de tanque cheio para algo muito exigente, mas o dia de trabalho seguiu normalmente.

Sábado saí para pedalar, fiz apenas 50km em 1h30 e corri 2km. A essa altura da preparação 1h30 de ciclismo não é nada, pedalei forte , e como foi curto estaria preparado para treinar velocidade durante a semana seguinte.

Domingo acordei tarde, dormi depois do almoço e resumindo, fiquei de pernas pro ar.

O objetivo de não ter feito um treino longo no fim de semana foi para não me cansar demais e precisar de vários dias de recuperação, começarei a semana bem disposto para fazer treinos curtos e forte, melhorando minha velocidade e deixando o último treino longo de bike para ser feito 15 dias antes da prova.

Que venha a próxima semana!

Enzo Amato