Ironman Brasil 2012, aí vamos nós!

É isso aí, pela 7ª vez vou encarar um Ironman, desta vez ao lado de outros 9 clientes, que em Maio chamarei de amigos, por conta dos 4 meses que passaremos treinando juntos todos os finais de semana e principalmente pelo fato de fazermos um trabalho psicológico em grupo, que transforma o triathlon num esporte coletivo e o Ironman numa experiência de vida.

Nesse período vou contar sobre nossos treinos, incluindo detalhes importantes sobre treinamento e contar um pouco sobre cada um.

Os treinos são direcionados a esportistas amadores, que trabalham durante a semana e tem família, ou seja, pessoas normais. Não é porque o Ironman é uma prova enorme que os treinos serão a única preocupação da semana. Entre 1 e 2 horas por dia durante a semana com a intensidade correta, somado as manhãs nos finais de semana já serão suficientes para preparar-nos para esse grande desafio sem que haja necessidade de fazer mais do que o necessário para a melhora do desempenho, e esse é um paradigma que costumo quebrar. Persistência, força de vontade e comprometimento são ingredientes que não faltam nas pessoas que se propõem a fazer o Ironman. Minha preocupação como treinador será controlar a vontade de treinar sempre e equilibrar o estímulo com o tempo de descanso correto, além de transformar essa prova numa experiência de vida para todos nós. Por isso na nossa preparação incluímos 1 encontro semanal com nosso Psicólogo Rafa Dutra, enquanto a parte alimentar e física são cuidadosamente controladas pela nossa nutricionista Vanessa Pimentel, e o fisioterapeuta Paulo Paszko.

Espero poder contar grandes histórias ao longo dos próximos 4 meses e fechar com chave de ouro, fazendo-os curtir a prova como uma grande festa que celebra o fechamento dos treinos.

A Corrida Vertical e meus 10 dias de treino.

Foram apenas 10 dias, não por dar pouco valor a prova, mas porque estive de férias e minha inscrição foi confirmada faltando 10 dias para o evento.

Cheguei de viagem, abri os emails e lá estava a confirmação da minha inscrição. Tive que me virar e pensar em como fazer a melhor estratégia para conseguir me condicionar nesses 10 dias.

Fiz os treinos aqui nas escadas do meu prédio, que tem 15 andares. A princípio pensei em treinar um pouco todos os dias em intensidade bem alta, e os resultados foram os seguintes:

15 jan. Subi 3x com os tempos de 1:40, 1:30 e 1:27 + 30 agachamentos com carga (25% do meu peso corporal).

16 jan. 2km aquecimento na rua e 3 subidas 1:44, 1:40 e 1:30 + 30 agachamentos.

17 jan. 3 subidas em 1:38, 1:27 e 1:27 + 30 agachamentos.

18 jan. 2 subidas 2:20 com a cachorra e 1:29, ao perceber que o tempo não tem diminuído, resolvi descansar e tentar fazer mais forte outro dia.

19 jan. Percebi que não estava melhorando os tempos e resolvi não subir hoje. Fiz musculação e pedalei um pouco, subi as escadas devagar apenas para chegar em casa e acostumar a mente.

20 jan. 4 subidas 1:40, 1:29, 1:12 com outra técnica e 1:19. Consegui eliminar algumas passadas nos cantos de cada andar e assim distribuí melhor a carga em cada perna e fui bem melhor, pois antes tinha que cansar a direita, depois cansar a esquerda e assim por diante. Agora equilibrei melhor e ganhei tempo, além do descanso de ontem ter valido a pena.

21 jan. Treino de ciclismo. Posterior da coxa um pouco dolorido pelas escadas.

22 jan. Descanso total.

23 jan. 3 subidas 1:25, 1:30 e 1:35 bem ritmado e sem exagerar.

24 jan. Musculação só para tronco e braços.

Largada rumo ao topo, no 30º andar, do Novo Edifício Abril

25 jan. Dia da corrida. A etapa brasileira passou a fazer parte do calendário da corrida em arranha-céus – “Vertical World Circuit” – e está integrado a países como Itália, Estados Unidos, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Austrália, Taiwan, Espanha e Cingapura, e já se consolida como um dos principais eventos internacionais da cidade de São Paulo. Desta vez participei como elite, que largava em duplas, e subia 30 andares, os amadores subiram 24, subi bem, usei o corrimão e procurei fazer meu melhor. Até este momento não tenho o resultado oficial, mas pelo meu relógio fiz em 4:07. Fiquei contente com o resultado frente as minhas longas férias. A subida é tão intensa, que por alguns instantes, você até esquece de prestar atenção no visual impressionante lá do heliporto. O alemão Thomas Dold e a italiana Valentina Belotti  foram os campeões do Vertical Running mundial. No Brasil subiram em 3’01″ e 3’53″ respectivamente e somadas as etapas, levaram o título do circuito.

Algo que me surpreendeu um pouco foi que quando cheguei, bem depois do horário previsto, por ter enfrentado muito trânsito por conta do World bike tour, muitas pessoas não haviam retirado seus kits. Só faltava as largadas da elite, todos estavam lá e muitos kits também, ou seja, nem deram as caras. O evento era gratuito, conhecia muitas pessoas que queriam participar, mas perderam o período de pré-inscrição, enquanto os que conseguiram suas inscrições não compareceram. Confesso que ter ficado 1h30 no carro em pleno feriado foi bem desestimulante, mas o evento é diferente e vale a pena encarar novas experiências.

Depois de subir correndo, descer pelo elevador é fácil.

O kit era composto por camiseta numerada, barrinhas e chip. Havia água a vontade, estacionamento gratuito e coberto e o único inconveniente foi ficar debaixo do sol enquanto esperávamos, ainda bem que não choveu.

Se você não foi, perdeu!

Dicas para a corrida vertical 2012

Nesta edição a corrida será no Edifício Abril, na Marginal Pinheiros, o sexto maior de São Paulo. Serão 25 andares para os amadores e 28 andares para a elite, respectivamente 552 e 649 degraus.

Em 2010, na última edição, pude participar e obtive o melhor tempo entre os amadores, desta vez me convidaram a participar na categoria elite.

Em 2010 pude reparar que várias pessoas estavam realmente perdidas, imaginavam que demorariam meia hora para subir, outros com suporte de água na cintura etc… Por isso desta vez deixo algumas dicas de como encarar esse desafio diferente na selva de pedra.

  1. Suba leve, sem acessórios nem água. Os primeiros farão em 3min, eu talvez em 4min e os últimos talvez em 15min. Você precisa de força para erguer seu próprio peso 276 vezes caso suba de 1 em 1, ou 138 vezes se subir de 2 em 2. Carregar peso extra não vai te ajudar em nada;
  2. Aqueça por uns 10min e inclua uns tirinhos de 20 passos para expandir os pulmões, aquecer e estimular os músculos.
  3. Descanse outros 10min antes de largar para iniciar com os músculos 100%.
  4. Peça ajuda ao corrimão na hora de erguer o corpo, não é proibido, enquanto a outra mão apoia na coxa perto do joelho. Isso ajuda a aliviar o peso nas pernas fazendo com que outros músculos e alavancas ajudem na subida.
  5. Os batimentos ficarão no limite suportável, o fator limitante nessa prova é a força. Se você treinou em escadas e fez musculação, basta acertar o ritmo, e chegar bem ao topo.
  6. Não alongue! Em caso de provas que exigem muita força o alongamento em excesso prejudica a velocidade de contração e relaxamento do músculo. Priorize a corrida como aquecimento e não o alongamento.
  7. Se puder escolher, vá com seu tênis mais duro e baixo. Você não quer perder parte da sua força fazendo o pé amassar o tênis, toda a força gerada deve ser transferida para o chão fazendo você subir.

Se ficou alguma dúvida me escreva. Boa corrida, nos vemos lá!

Enzo Amato.

Fui ao Rally Dakar!

Sempre passo as festas de fim de ano com a família da Paula, que é daqui da Argentina, mais exatamente em San Juan, cidade de 500mil habitantes com paisagem árida e temperaturas extremas no verão e inverno, foi esse o local da chegada da 3ª etapa do Rally Dakar 2012.

Caminhões de apoio monstruosos de mais de 10 toneladas chegando

Pegamos o carro e 15km depois estávamos nos arredores do autódromo, com mais de 40° e umidade bem baixa, lá onde todo o circo do rally passaria a noite, (pilotos nos hotéis da cidade) o público só podia ficar nos arredores enquanto os carros, motos, caminhões, quadriciclos e carros de apoio chegavam para entrar no autódromo. Muita gente simples prestigiando o evento, fazendo churrasco e montando acampamento para ver o pessoal passar.

Pude fotografar a moto 89 de Denisio do Nascimento e o carro da equipe brasileira Petrobras Lubrax entre uma centena de fotos que consegui fazer.

Piloto brasileiro terminando a 3ª etapa

Foi uma pena que depois que a organização resolveu não realizar o rally na Africa, o Brasil não conseguiu sediar esta competição, que este ano, trouxe pilotos e equipes de 50 países e 1800 jornalistas de todo o mundo.

Outro ponto interessante que pude perceber, é que vários canais de TV falam  por bastante tempo sobre o evento, que certamente movimenta a economia no país. No Brasil provavelmente uma emissora pagaria pelos direitos de transmissão e nos mostrariam uma nota durante um dos noticiários. Como acontece com o Rally dos sertões. Um esporte disputado em etapas tem que mostrar detalhes a cada dia, caso contrário não tem a menor graça.

Este ano o Dakar passará por 3 países, a maior parte na Argentina, depois Chile, terminando no Peru.

As motos tem 450cc, pesam cerca de 140kg, são enormes, confortáveis e deixam o piloto praticamente em pé.

Para 2013 ouvi dizer que não será maioritariamente na Argentina, quem sabe o Brasil consegue atrair esse grande show e continuar mostrando as muitas caras do país para o mundo, pois nem todos os turistas gostam de carnaval e multidões, alguns se encantam por se sujar de terra, passar calor e rodar pelo país sozinhos em seus veículos. Cada louco com sua mania! Só quem pratica algum esporte consegue entender a paixão e loucura do outro. Não importa o esporte que você pratique, a paixão por ele é o que faz cada esportista entender o outro e não se importar com o preço que pagam por concretizá-lo.

Compartilho mais algumas fotos com vocês.

Carros modificados para suportar a exigência do percurso a toda velocidade

 

 

 

 

 

 

Apesar de preferir as motos, os quadriciclos marcam presença, e não tem vida fácil

 

 

 

 

 

 

 

 

No caminho de volta para a cidade, encontrávamos alguns carros, que ainda eram saudados por trabalhadores

Caminhões das equipes de apoio eram gigantes.

A montanha tem vida!

A montanha tem vida e escolhe quem a sobe. É uma das muitas coisas que pude aprender nesses 3 dias que estive fazendo trekking a 80km da cidade de Mendoza, na Argentina, na região montanhosa chamada de Cordón del Plata.

Comprei 3 dias de passeio guiado com acomodação em refúgio, um albergue com quartos compartidos, chuveiro quente, café e jantar, um luxo pra quem está no meio da montanha. A maioria dos turistas faz passeio de um dia, sem precisar dormir, saem de Mendoza a 700m e em 1h30 chegam ao refúgio a 2600m, nesse caso fazem uma caminhada de mais ou menos 5 horas até chegar a 3300m. No caminho fazemos algumas paradas para tomar água, e no topo da montanha escolhida comemos nosso lanche (almoço). No caminho para chegar aos 3300m já é possível sentir a altitude, a respiração e a digestão fica mais lenta, uma das recomendações era não comer até se empanturrar, outra recomendação, muito importante, era tomar cerca de 4 litros de água por dia. Os guias me alertaram que isso era muito importante para nenhum inconveniente me surpreender na altitude e me obrigar a descer, como dor de cabeça, enjoo, tontura, vômito… Ao imaginar tomar 4 litros num lugar frio, cheguei a pensar que não conseguiria, mas de alguma forma a desidratação é mais rápida e feroz na altitude. Tomei muita água sem sentir que era demais, realmente não sabia nada sobre altitude e se estivesse sem guia poderia me complicar. Segui as recomendações e me sentia muito bem. Meu itinerário era me aclimatar a altitude, subindo montanhas de 3300m durante o dia e dormindo mais abaixo a 2600m para no último dia subir o Cerro San Bernardo a 4200m, que muitos consideram ser a iniciação ao montanhismo.

Subida ao Cerro Arenales, a neblina não deixou ver muito, mas deu pra sentir que é preciso respeitar a montanha. O frio e a chuva podem te pegar a qualquer momento.

Fazia 35° em Mendoza, parecia uma loucura eu ter na mochila várias roupas de frio e chuva, já que raramente chove por aqui, mas aprendi que a montanha tem seu próprio micro clima, enquanto em São Paulo dizemos que você pode passar pelas 4 estações do ano em um dia, na montanha isso pode ocorrer em apenas uma hora, e foi o que aconteceu no meu primeiro dia, vestia calça, camiseta e uma blusa, na minha mochila de trilha levava protetor solar, boné, outra blusa, um corta vento impermeável e o lanche de marcha oferecido por eles. Começamos a caminhar e logo tirei o agasalho ficando só de camiseta, estava suando, a caminhada era morro acima o tempo todo e o guia nos dava um ritmo bem confortável, apesar de uma das 5 pessoas do grupo ficar um pouco mais para trás o tempo todo, quanto mais caminhávamos mais perto chegávamos do local coberto por uma neblina espessa, e de repente entramos na neblina, uma pausa para tomar água e vestir novamente a blusa, em outros poucos minutos uma chuva fina começou a cair, baixando mais a sensação térmica, parei mais uma vez para vestir meu corta vento porque nesse momento a chuva apertou de vez. As pessoas que iam para o passeio de um dia chegavam bem despreparadas para o trekking, sem as roupas necessárias, nesse dia um sueco fazia parte do grupo, e usava tênis de corrida, short e camiseta de algodão, ficou todo molhado e mesmo assim não parecia ter frio, durante as horas de subida nos contou que uma de suas brincadeiras de adolescente era sair da sauna descalço e correr por 5 minutos sobre a neve com seus amigos, pra ver quem era mais corajoso, ou mais idiota, como ele mesmo disse, nada diferente de qualquer adolescente.

Frio e muita neblina não nos deixava ver a paisagem, mas estava no topo, 3500m

Nesse primeiro dia chegamos ao cume do Cerro Arenales, com 3500m, já sem chuva, mas molhados, e alguns com muito frio, apesar do Luciano, nosso guia, nos contar o que havia nos arredores, não conseguíamos ver mais além do que 50m. Comemos nossos lanches, batemos algumas fotos e não mais do que 15 minutos depois começamos a descer, apesar de serem pedras soltas, não escorregávamos e a descida foi tranquila, ao retornar ao refúgio, por volta das 17 horas, o grupo voltou para Mendoza e eu fiquei ali, minha mochila grande com todas as roupas me esperava lá, tomei um banho quente, me agasalhei e fiquei até as 21 horas, horário que escurece no verão, contemplando a natureza e o silêncio, algo impossível em São Paulo, só se podia escutar a água descendo a montanha pelo pequeno riacho, o mesmo riacho que enchia minha garrafinha d’água e me mantinha hidratado. Logo depois jantei um belo prato de spaghetti e um pedaço de rocambole com doce de leite para sobremesa, na montanha o cardápio não é muito variado, mas depois de uma caminhada estava delicioso. Comecei um livro novo e o sono não tardou em chegar, dormi das 23 até as 8:30.

Minha primeira pergunta do dia foi, na altitude se dorme mais do que o normal? A Sole, guia do segundo dia, que também trabalhava no refúgio durante a temporada me disse que normalmente sim, mas que depende do organismo de cada um. Tomei o café da manhã, bem parecido com o nosso, pão, manteiga e café com leite.

Aridez comun, nossa guia Sole comandando o grupo do dia, a direita o Cerro Lomas Blancas e ao centro, encoberto pelas nuvens, o San Bernardo que não pude chegar este ano.

Pouco depois das 9 estava pronto para meu segundo dia de trekking, mas era muito cedo, peguei meu livro, me sentei ao sol e ali fiquei por um bom tempo, a van chegou com o novo grupo e lá pelas 11:30 começamos nossa caminhada, dessa vez seguimos o tempo todo ao lado do riacho, a recomendação era ir ao “banheiro” longe dele para não contaminá-lo.

A sensação vale muito mais que o que se pode ver na foto, 3235m não é tão alto, mas a recompensa do visualvale mais.

Chegamos ao ponto chamado Las Veguitas a 3235m, local onde escaladores acampam para se aclimatar e subir a outros cerros mais altos, dessa vez o tempo ajudou, pudemos comer com calma e apreciar a vista, o ritmo ainda era tão rápido quanto o ritmo do mais lento do grupo e enquanto descíamos uma chuva de granizo nos fazia de alvos, o que é muito comum nessa época do ano, faltando meia hora para chegar ao destino, tivemos que nos abrigar num outro refúgio privado, de um senhor que tocava seu violão e nos fez entrar, parece existir um código na montanha onde um ajuda o outro, não importa o que aconteça. Ficamos por um tempo e assim que a chuva passou voltamos para nosso refúgio, outra vez o grupo foi embora e eu fiquei lá curtindo o sossego. Dolce far niente! Antes do jantar fui surpreendido pela notícia de que não poderia subir até o cume do Cerro San Bernardo por questões climáticas, realmente vi nos dois dias que o clima não estava ajudando, as montanhas mais baixas estavam sempre encobertas por mal tempo e uma das minhas primeiras regras que estipulei antes de começar minha viagem era, fazer tudo o que os guias me mandassem fazer. Perguntei qual seria nossa outra opção e me disseram que chegar ao cume do Lomas Blancas a 3850m seria a alternativa, aceitei prontamente.

Jantei batatas e frango ao forno, na Argentina os pedaços de carne são generosos e realmente senti a digestão mais lenta após o jantar, não dormi feito uma pedra como na noite anterior, mas mesmo assim acordei bem disposto para fazer o trekking, que desta vez seríamos só o guia e eu. Para minha surpresa era uma guia, chamada Yessi, uma chilena casga grossa que corria provas longas de aventura, lá no início desse esporte em 99, quando o mundial ainda se chamava Eco Challenge.

Disse que apesar de fazer o que ela achasse melhor, queria um pouco de desafio físico para esse dia, já que nos outros dois tive que seguir no ritmo do grupo, ela me sugeriu que subíssemos sem muitos desvios e dessa forma ela praticamente traçou uma linha reta e subimos, no caminho enchi a Yessi de perguntas sobre o curso de guias de montanha, é um curso de quase 3 anos com muito aprendizado técnico e prático, onde menos de 30% consegue concluir.

A caminho do Cº Lomas Blancas

Metade da subida concluída na pista de esqui desativada pela falta de neve dos últimos anos.

A prova final do segundo ano foi subir um cerro de 4500m duas vezes sem parar e não podendo fazer em mais de 7 horas, que não é nada fácil, dos 70 que começaram ela foi uma das 10 primeiras. Além de me explicar tudo com muitos detalhes pude perceber nos 3 dias que os guias eram diferenciados. São praticamente super atletas preparados para qualquer emergência, isso dava uma sensação de tranquilidade durante as caminhadas, me deixando livre apenas para bater fotos e apreciar a paisagem, mas por mais que eu filmasse, ou fotografasse, o que meus olhos podiam ver ficará apenas na minha memória, não dá para colocar numa foto o prazer de estar lá. Subimos dos 2600m até 3850m em 2h30 num ritmo muito bom, apesar da neblina nos últimos 100m aproveitei todo o trajeto, a volta foi mais tranquila, de vez em quando parava para fazer uma foto ou simplesmente parar de olhar o chão e olhar para frente.

A pessoa que alcança o cume deixa uma prova para que a próxima pessoa desça e comprove que subiu. Como não levei nada para deixar em troca, só bati uma foto.

Completamos esse dia em 5h30, estava muito contente por não ter sentido nenhum sintoma da altitude e não estar esgotado, tinha gás para subir mais e encerrei o terceiro dia de trekking com gostinho de quero mais, decidido a encarar um cerro acima dos 4000m. O próximo verão promete!!

Foram realmente 3 dias mágicos que não vou me esquecer. Recomendo a qualquer pessoa que faça caminhadas regularmente, e caso tenha alguma pergunta ou planeje fazer o mesmo, é só me escrever.

Abraço. Enzo Amato.

Fotos do trekking no Cordón del Plata na Argentina.

Foram tantas fotos que optei por anexar mais algumas.

Refúgio San Antonio a 2600m, paz e tranquilidade entre os trekkings de cada dia.

Recepção a esquerda e quadro com altura e nomes dos vários Cerros mais próximos.

 

 

 

 

 

 

 

No 1º dia a neblina o encobria, lhes apresento o Cerro Arenales, reparem na cruz no topo e a paisagem que o Luciano nos relatava naquele dia.

Os cachorros Luna (preto) e Lobo (branco) que nos acompanharam por toda a subida, simplesmente pelo prazer da companhia.

 

 

 

 

 

 

 

Guanaco que venceu a timidez e deixou serfotografado.

Condores também marcam presença, mas em voo é muito difícil fotografar por um amador com uma máquina de amador.

 

 

 

 

 

Pirca, ou homem de pedra.

Em locais onde a neblina é constante e visualizar o caminho é quase impossível, é comum encontrarmos as pircas, pequenas pedras colocadas uma em cima da outra que indicam que você está na trilha correta para o cume. Os suíços chamam de homem de pedra e a constroem com o formato de um homem. Cabeça, tórax (2), cintura e as pernas.

Espero que tenha gostado, um abraço, Enzo Amato.