Números interessantes na corrida.

Ainda engatinhamos quando o assunto é a quantidade de praticantes de corrida no Brasil. É certo que hoje ao ver um corredor pela rua não o enxergamos mais como um ET, como acontecia quando comecei a correr, em meados dos anos 90, já somos aceitos na sociedade, mas ainda somos pouquíssimos se compararmos com países evoluídos.

Em 2012 foram 70.000 concluintes nas provas de 21km no Brasil. (a mesma pessoa pode ter feito mais de uma) essa é a distância que mais cresce em números de participantes no mundo e pode até parecer muito, mas vira um grão de areia quando comparamos com os 1.850.000 que participaram nos EUA. Nesse mesmo país as corredoras representam 60% enquanto aqui não chegam a 30%.

A Meia maratona internacional do Rio, com cerca de 10.500 concluintes, é nossa maior meia, a 2ª maior é a Meia maratona Caixa do Rio com quase 6mil.

Na Europa a maior meia é a prova em Göteborg na Suécia, com 44mil concluintes seguida da Bupa Great North Run, na Grã Bretanha, com mais de 40mil, a de Paris foi a 4ª maior com quase 25mil pessoas cruzando a linha de chegada. A meia na Disney é a 6ª maior e a 2ª nos EUA com 22mil.

A maior prova que já fiz, e coincidentemente a maior do mundo, foi a City to Surf em Sydney (14km) com 68mil concluintes, isso mesmo, numa prova! (mais de 3 São Silvestre juntas).

Com todos esses números, faço só 2 perguntas:

Será que fatores econômicos e sociais nos deixam tão atrás com relação a números absolutos de corredores?

Onde estão as mulheres corredoras no Brasil?

Fonte: Revista Contra Relógio e www.runningusa.org

Aproveite o feriado para planejar sua próxima aventura.

Maior feira de esportes e turismo de aventura da América Latina, Adventure Sport Fair reúne destinos, atividades interativas, novidades em produtos, tudo para auxiliar na definição do seu roteiro.

Com cerca de 30 destinos – nacionais e internacionais – a Adventure Sport Fair é o lugar ideal para orientar sua próxima viagem de ecoturismo ou turismo de aventura. Com um dia a mais de evento na edição deste ano, os apaixonados por atividades outdoor terão tudo o que precisam para escolher o equipamento certo, montar roteiros, experimentar atividades diferentes e obter informações com aventureiros de todo o país. O evento vai de 1º a 5 de maio, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Entre os destinos já confirmados estão Mendoza, na Argentina e alguns brasileiros conhecidos pelas paisagens únicas, como Ceará, Bahia e Espírito Santo, além das cidades de Socorro, em São Paulo, e Paraty, no Rio de Janeiro.

Para garantir conforto durante toda a diversão, marcas de equipamento como Curtlo, Hi-Tec, Go Pro e outras apresentam suas novidades. São tênis impermeáveis, blusas com tecidos inteligentes para locais frios, outras com proteção solar, mochilas adequadas a cada tipo de viagem, câmeras apropriadas para registrar as aventuras e até mesmo carros modificados para suportar qualquer terreno, feitos pela MXV.

Para os interessados em se divertir, as atividades interativas foram ampliadas. Desta vez, a novidade fica por conta da pista street e a mini rampa de skate. Porém, parede de escalada, pista de snowboard, circuito de arvorismo, tanque de mergulho e tanque para caiaque e Stand Up Paddle também continuam lá, gratuitas para os visitantes.

Produzida por e para os apaixonados por aventura, a Adventure Sports Fair é referência no mercado em que atua há 15 anos. As vendas dos ingressos já estão no ar, com valor promocional de R$ 10,00 para o primeiro dia da feira e R$ 17 para os demais. Mais informações podem ser obtidas no site www.adventuresportsfair.com.br

Serviço

Evento: Adventure Sports Fair

Data: 1º a 5 de maio de 2013

Local: Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n

Horário de funcionamento: Quarta, das 10h às 21h. Quinta e Sexta, das 14h às 22h. Sábado, das 10h às 21h. Domingo, das 10h às 19h.

Minha Maratona no Deserto do Atacama!

Por Rafaela Maurina

Provas, treinos, um tornozelo torcido, problemas na tíbia, lesão por overtraining, trabalho, férias, viagens, carnaval… enfim, tudo que norteou minha preparação até meu grande desafio: Minha primeira Maratona.

Tudo começou no dia 31/05 quando o Enzo Amato, meu treinador, enviou um e-mail para seus alunos informando sobre algumas provas… e dentre elas estava o Mountain Do Deserto do Atacama… Eram 3 opções de percurso: 6, 23 ou 42km.

Em Julho de 2012, já tinha o desejo de fazer minha primeira Maratona no Rio de Janeiro, mas o Enzo na época, me convenceu que era um pouco cedo para encarar a quilometragem devido a minha pouca experiência em corrida e o risco de lesão seria muito grande. Concordei, mas fiquei com aquilo maturando na cabeça… Sabia que de 2013 não passaria… rs

No dia 15/07/2012 as inscrições foram abertas e logo me inscrevi… olhei… pensei…e não resisti… mesmo parecendo uma loucura, me inscrevi nos 42km. Era uma desafio pessoal… um teste de resistência… de descobrir os limites…

Informei ao Enzo que havia feito minha inscrição para a prova e me lembro o que ele respondeu… “Se te conheço bem, você deve ter feito para os 42km”… é… nesse momento ele já me conhecia bem… rsrsrs

Em novembro torci o tornozelo e fiquei 15 dias com o pé imobilizado, e depois sessões de fisioterapia… Em dezembro, voltei a sentir dores no joelho, sequelas de uma lesão de Condromalacia  grau 1 e grau 3, mas uma dor na lateral do joelho apareceu, procurei o ortopedista, e veio o diagnóstico: estava com uma lesão na tíbia, provocada muito possivelmente por um overtraining…. traduzindo: estava com uma lesão por excesso de treinamento!

Precisava iniciar as fisioterapias, e neste momento, o Dr. Márcio foi muito claro: se você não cuidar dessa lesão como cuida dos seus treinos, você não vai para o Atacama! Estava a apenas 4 meses da prova, e desistir do desafio, nem passava pela minha cabeça. Comecei os tratamentos, aí vieram as festas de final de ano… viajei e no dia 02/01 estava de volta a São Paulo e disposta a voltar aos treinos… a proximidade da prova me assustava cada vez mais…e pensar nos treinos longos também…

Janeiro foi um mês complicado… retorno de festas, visita da família, comemorações do meu aniversário, viagens…. Era preciso muita disciplina para conseguir tudo… Fevereiro carnaval: 10 dias na Bahia sem treino… mas subir e descer ladeira atrás do trio ajudaram no fortalecimento muscular… rsrsrs

Em Janeiro comecei na clínica de fisioterapia um trabalho de fortalecimento muscular. No dia 14/01 o Enzo enviou minha planilha de treino… e aí começamos a trajetória…

Dia 26/01 foi meu primeiro desafio nos treinos: um longo de 25km. Primeira vez que eu iria correr mais que 21km, pois esta era a distância máxima que havia feito em provas. Estava em viagem no Rio de Janeiro e as 06:30 sai do apto e fui para a orla de Copacabana para fazer o treino. Estava muito ansiosa, pois uma das minhas maiores preocupações sempre foram as dores no joelho e não fazia ideia de como o corpo iria responder a esta quilometragem…

E lá fui eu… 1,2,3,5 Km… e a temperatura subindo… quando terminei o treino o termômetro marcava 34º… um calor insuportável… foi difícil, pesado, mas tinha um lado bom: não tive dores nas lesões!! Ali tinha ganhado meu dia! Voltei para o apto onde as minhas amigas me esperavam para irmos curtir o dia na cidade Maravilhosa e quando contei do treino, não resisti… cai em lágrimas pela primeira vitória…

Uma semana depois longão de 32km… Esse sim me assustava… quebrar a barreira dos 30km. Neste primeiro longão tive a companhia de meu grande parceiro e incentivador Jeff! As 7 da matina chegamos na estrada velha de Santos e começamos o treino, o sol estava forte neste dia… Treino pesado, mas completado dentro do ritmo que estava planejado! E mais uma vez: feliz da vida!!! Liguei para minha mãe para contar e mais uma vez me emocionei… rsrsrs

Nessa altura estávamos a mais ou menos 40 dias da prova… Quando me perguntavam qual era meu objetivo na prova, a resposta era apenas uma: completar! Mas no fundo, não era só isso… a prova tinha um tempo “limite” de 6h15 para a conclusão e no fundo não queria chegar após este tempo… sendo assim, precisaria cruzar o pórtico antes das 13:45 da tarde.

No dia 14/03 ás 21:15 embarquei rumo a Santiago para fazer a conexão até Calama. Viagem longa e bastante cansativa. No voo já haviam várias pessoas que estavam indo para a prova… dentre elas, conheci algumas muito especiais… Fernanda, Sérgio e Andrea, que mal eu sabia, seria meu anjo da guarda durante os 42km de prova. Desembarcamos em Santiago a 01:15 da manhã e a conexão para Calama era só as 06:55… Ficamos por ali mesmo no aeroporto… Alguns se acomodaram nos bancos do aeroporto, outros fizeram como eu…deitaram no chão mesmo na tentativa de descansar até a partida do próximo voo… As 07:00 o voo partiu de Santiago a Calama, foram mais 2 horas de voo, pegamos o transfer até San Pedro de Atacama, cenário de nosso desafio… Lá se foi mais 1 hora de estrada, mas a paisagem compensava a viagem. Chegamos em San Pedro por volta das 11:00.

A cidade que tem aproximadamente 2.000 habitantes, recebeu para a prova por volta de 1.200 pessoas, a cidade estava repleta de corredores e suas torcidas. A energia era incrível, por onde você andava encontrava grupos de todas as partes do Brasil. Alguns exibiam suas camisetas de super provas como Ironman, Cruce de los Andes, Comrades… por várias vezes me senti um grãozinho de areia no meio desses “monstros”… Qual era minha experiência? Provas de Meia Maratona, treinos de 32Km no asfalto em ambiente de clima úmido…

No sábado 16/3, foi dia de retirar os Kits na praça central e as 10:00 tivemos uma palestra feita pelo Kiko, organizador da prova onde ele explicou um pouco sobre o percurso, dicas de hidratação etc. Neste dia fiz um trote com o Sergio, Pedro e Adriane de uns 3Km… já deu para sentir como era a dificuldade de respirar… e isso só fez valer ainda mais toda a orientação que o Enzo havia me passado de começar muito, muito devagar… nestas condições de clima, senti que meu organismo iria demorar mais para se habituar as “adversidades”, e largar forte, colocaria em risco toda a prova.

À noite ainda conversei com o Enzo para tirar as últimas dúvidas. Voltei para o quarto, deixei todas as coisas arrumadas: roupa, tênis, chip, gel, acessórios, kit de hidratação! Hora de dormir… se é que alguém conseguiria realmente relaxar nas horas que antecipavam a prova… tomei mais uma garrafa de isotônico, pois como o clima era muito seco, tínhamos que ter atenção especial na hidratação pré prova e esta foi uma das dicas da nossa palestra.

O Grande dia:

O dia nem havia amanhecido e as 05:50 o despertador tocou… a manhã estava bem fria. Fui para a cozinha do Hostel e já haviam vários atletas esperando o café. Todos ansiosos com a prova. Tomei café e por volta das 07:00 sai do Hostel para encontrar a Andrea.

A largada seria as 07:30. Chegamos na largada e muitos atletas já estavam no aquecimento… Cumprimentos, sorrisos, desejos de boa prova… tantas histórias particulares, desafios pessoais de superação… ainda tivemos tempo de tirar algumas fotos e receber aquela última dica e incentivo do Enzo.

Dada a largada, a Andrea meu grande anjo da guarda, tinha combinado que iria comigo até o KM 29, dali pra frente ela seguiria e me encontraria na chegada. Ela já era uma corredora experiente, com algumas maratonas no curriculum, enfim… tinha um preparo muito melhor que o meu. Começamos a prova… ainda estava frio, e largamos ainda com nossos agasalhos. Os 5 primeiros quilômetros eram de asfalto… saímos da pequena cidade em direção a rodovia até entrar no vale da Lua. Largamos no final da turma. Os que largaram na frente, largaram muito forte, quando chegamos na rodovia, já podíamos avistar alguns corredores muito, muito distante.

No Km 5 paramos para ir ao banheiro e quando voltamos para a prova, percebemos que éramos as últimas… ou quase as últimas…atrás de nós só víamos um casal… a mulher era a que tinha encontrado no banheiro e ele me contou que estava correndo a Maratona em homenagem ao pai e a avó que haviam falecido em Janeiro. Ela iria dedicar metade da prova para cada um…

Rafaela, de boné laranja, e Andrea na imensidão do deserto.

E lá fomos nós deserto adentro… nós e Deus no meio daquela imensidão… lugares incríveis, paisagens impressionantes.. alguns trechos, tínhamos que praticamente escalar algumas pedras para continuar o trajeto. Areia, duna, salar… passamos por tudo!

Sentia muita dificuldade para respirar e não conseguia encaixar a respiração com a passada. O KM 15 foi um dos mais difíceis, foi o trajeto que senti maior dificuldade de respirar. Neste ponto tínhamos o primeiro posto de abastecimento de gatorade. Quando tomei o primeiro copo, senti minha garganta arder. Tinha passado a semana resfriada e ainda não estava 100%. Depois disso quando tomei água, comecei a sentir gosto de sangue ao engolir. Aí veio outra preocupação, sabia que minha garganta estava machucada e não tinha ideia do quanto isso poderia me atrapalhar até o final da prova.

A hidratação era algo que me preocupava muito. Não estava com minha mochila de hidratação…recebemos junto com o kit, o cinto de hidratação que continha 2 garrafinhas de mais ou menos 250ml, quando vi aquilo pensei: vou morrer de sede! Essa água não vai dar…mas passado o primeiro posto de hidratação, percebi que este não seria um problema com que se preocupar. Enfim… continuamos deserto adentro… sempre tentando achar o ritmo certo da passada e da respiração. E a Andrea sempre do meu lado, me puxando e incentivando. Por várias vezes eu pedi que ela seguisse na prova e me esperasse na chegada, pois eu não ia desistir! Mas ela sempre me dizia: Não vou te deixar sozinha aqui! Vou com você até o final! Um dos maiores gestos de generosidade que pude ver!

Passamos 20, 25, 30 Km… fomos deixando algumas pessoas para trás… encontramos pessoas que haviam se machucado, que já estavam com os joelhos estourados, dores musculares terríveis… mas todos guerreiros, deserto adentro! Uma das minhas preocupações era a famosa grande duna de 800m! A areia não era tão fofa, mas o pé escorrega muito. Neste ponto, uma das pessoas que estava como apoio da prova, tinha até um balão de oxigênio para quem precisasse. A coisa era pesada mesmo! Começamos a caminhada pela duna… no alto estava nosso amigo Sergio, junto com o Felipe e o Pedro. A Andrea chegou primeiro e eles começaram uma torcida para mim… Foi muito legal a energia da galera gritando meu nome e torcendo…energia extra! Venci a duna!! Mal podia acreditar que tinha conseguido… e mais uma vez me emocionei! Ali eu tive certeza que iria concluir a prova, nem que fosse me arrastando. Dali pra frente foi um sobe e desce entre morros, pedreiras e muita, muita areia!!! No meio do caminho uma energia extra: uma Pepsi geladinha!!!

As placas de demarcação da quilometragem do percurso estavam diferentes do que marcava em nossos relógios, e quando estávamos no KM 39, o apoio da prova gritava: Vamos lá, só faltam 2km. Nos perguntamos 2km??? Para nós ainda eram 3… cruzamos o vale da morte e seguimos em direção a cidade… Quando entramos numa das ruas da cidade que eu pude reconhecer o lugar, mal podia acreditar que estava chegando… quando a Andrea entrou na rua que levava até a praça me falou: “Estamos chegando, olha lá a chegada!” Olhei para frente e vi o pórtico, não conseguia acreditar… na minha cabeça, ainda faltava uma volta… mas não, faltavam menos de 300 metros até o pórtico.

Muitas pessoas na rua começaram a gritar nosso nome… pude ver o Enzo ali na torcida… e não sei de onde busquei energia, mas dei um tiro na chegada… e aí cometi a maior gafe!!! rsrsrs Fui mas não levei a Andrea… estava totalmente perdida e eufórica! Quando ela grita: “Ah, agora você me deixa para trás?”… só aí me toquei da gafe…rsrsrs… parei e disse para ela continuar e cruzar o pórtico primeiro… ela não aceitou…. me disse, vamos cruzar juntas!

E lá fomos nós… cruzamos o tão desejado pórtico! Tínhamos conseguido!! Tinha me transformado numa maratonista!!! Conquistamos o Deserto!!!

Cruzei a linha de chegada com a Andrea em 6h13, exatamente as 13:43 da tarde!!! Depois disso, desabei a chorar… é impossível descrever a sensação de concluir o desafio. Faltam palavras e demora a cair a ficha do que você acabou de fazer. Foi incrível!!!!!!!

  • Obrigada San Pedro de Atacama por nos receber e nos propiciar tantas adversidades que nos fez superar nossos limites.
  • Obrigada a família pelo apoio de sempre.
  • Obrigada ao Enzo Amato por toda preparação para a prova.
  • Aos profissionais da Fisio & Quality por todo cuidado na minha preparação e recuperação das lesões.
  • A Andrea pela amizade e doação durante a prova.
  • Obrigada aos amigos pela torcida e incentivo, vocês estiveram comigo em cada quilômetro!

Claro que o próximo desafio já tem data marcada… será daqui 2 meses… Uma nova Maratona, mas agora num cenário mais “convencional”. Outros 2 grandes desafios já estão definidos também, mas esses vou deixar para contar daqui um tempo, senão corro o risco de acordar amarrada numa camisa de força pelos meus amigos…rs

Mas posso adiantar… serão incríveisss!!!!!!!

Se alguém se animar, serão bem vindos!

Procura-se parceiros para El Cruce, Patagônia Run, Comrades… rsrsrs

Meu objetivo para as provas: Vencer meu maior adversário: Eu mesma!

Qual o meu limite? Ainda não sei…e o seu?

Alguns números da prova

  • 743 inscritos no total
  • 251 inscritos para a Maratona
  • 41 mulheres inscritas na Maratona
  • Número de Peito: 1196
  • Colocação Geral Feminina – 28ª

Nike Free 5.0+, a última palavra em corrida natural

A corrida pode ter mudado ao longo dos anos, mas os pés não. Há mais de uma década, a Nike foi conferir os treinos do renomado técnico de atletismo universitário Vin Lananna e descobriu que uma das atividades era correr descalço na grama. A curiosidade foi transformada em desafio: criar um calçado que imitasse o movimento da corrida descalça e ao mesmo tempo protegesse os pés. Assim nasceu em 2004 o Nike Free, agora com a tecnologia Flywire, que garante mais apoio e leveza.

De acordo com o diretor do Laboratório de Inovações da Nike Tobie Hatfield, os pés às vezes são subestimados. “Treinamos todas as partes do corpo, mas temos a tendência de esquecer os pés, o início de todo o processo”. Eles formam a base do movimento. Quando eles estão livres a biomecânica com a qual todos nascemos faz o que tem que ser feito: o movimento natural. É exatamente isso que o Nike Free 5.0+ faz. Ele favorece, por meio da flexibilidade, o desempenho natural.

Minha opinião: Ótimo para correr na esteira e até pra fazer musculação, pois com tênis muito macio você transfere a força para amassar o tênis ao invés de levantar o peso. Evito para corridas muito longas em asfalto quente porque sinto meus pés quentes demais, mas isso é de cada um. Caso você não esteja acostumado a esse tipo de tênis ele deve ser inserido aos poucos na sua rotina. Tenho o modelo antigo há quase 2 anos e continua em ótimo estado! Enzo Amato.

Categoria: Pisada natural e minimalista

Pisada: neutra

Preço Sugerido: R$ 349,90

Peso: 239g (tamanho 40,5/masculino) e 189g (tamanho 36/feminino)

SAC 0800 703 6453

www.nikevoce.com.br

Long Distance Caioba!

Seis Irons e um destino, Long Distance Caioba!

Crônica por Witney Moriyama Jr.

Inscrições feitas, malas prontas, bikes revisadas e hotel reservado, nossa história para Caiobá 2013 começou na sexta a noite.

Nosso plano inicial seria, eu (Witney), Clodoaldo, Otávio e Gustavo ir com o novo e espaçoso carro do Clodoaldo, colocando três bikes em cima e uma dentro do porta-malas; mas na hora de instalarmos as calhas, nenhuma delas tinha as medidas compatíveis com o rack, então “reprogramamos” (lições do psicólogo Rafa Dutra) e decidimos ir com dois carros.

Os quatro mais humildes foram de carro enquanto que “as bonecas”, rsrsrsr….. Marcio e Du de avião… Saímos todos de casa no Sábado de manhã, praticamente no mesmo horário, e nós viajando de carro chegamos ao hotel nada menos que 10 minutos antes do Marcio e o Du que foram de avião…rs, é mole?

A viagem foi tranqüila, apesar da chuva o tempo todo, Gus e Tatá mandaram muito bem ao volante, garantindo uma excelente viagem. Estávamos torcendo pelo acerto da previsão de tempo, Domingo sem chuva, céu encoberto, temperatura máxima de 22°C e pouco vento, condições ideais para uma prova.

Fizemos Check-in no Praia Mansa Caioba hotel, a 500m do local da prova, nos instalamos em três apartamentos, dois atletas por quarto: os da elite Du e Marcio no 209, Tatá e Gus no 203, eu e Clodoaldo no 201. Sugeriram que o Clodoaldo ficasse no mesmo quarto que eu, sabendo que eu ronco demais, e que o Clodoaldo é surdo de um dos ouvidos…rs.

O Clodoaldo achou a sugestão legal, mas não imaginava que meu ronco era tão intenso… e no dia seguinte acordou surdo do outro ouvido também, rs.

Já instalados fomos almoçar no centro da cidade, paramos no mercado para comprar água e comida, e em seguida pegar o kit da prova. Caiobá é uma pequena cidade de veraneio muito simpática localizada no litoral paranaense que vale a pena conhecer, cidade simples, porém com um ambiente muito agradável.

De volta para o hotel, cada um foi arrumar as coisas para a prova e aproveitar para descansar um pouco. Sábado as 19h30 saímos para jantar num rodízio de massas. Estava lotado de atletas, pizzas de sobra, mas espaguete que é bom nada, a disputa entre as mesas pelo espaguete era grande. Eu e o Clodoaldo não dispensamos as batatas fritas, lasanha aos cinco queijos, pizzas etc… os mais comedidos ficaram somente nas massas.

Bem abastecidos de carboidratos e tudo mais, andamos até a praia para fazer digestão antes de dormir, aproveitamos para tirar esta inesquecível foto na praia mansa: seis Irons e um destino!

Da esq. para dir.: Eduardo Coimbra, Otávio Lazzuri, Gustavo Velozo, Marcio Bernardo, Witney Moriyama e Clodoaldo Oliveira.

Acordamos as 05h40 e em seguida fomos pro café da manhã.

Sentamos com o grande e veterano atleta Joachim Doeding e aprendemos mais uma: depois de ver o Marcio preparando o coquetel de suplementos o Joachim pergunta ao Marcio; conhece a sigla americana KIS? – O que é? - “Keep It Simple” rs.

O Joachim além de ser um grande atleta mostrou que é uma pessoa humilde.

Saímos do hotel as 06h50 e chegamos na transição as 07h00. A largada da prova seria as 08h00, mas a organização havia mudado, um dia antes, para 07h45. Porém tivemos tempo suficiente para deixar tudo arrumado para as transições, vestir a roupa de borracha e ir para largada.

O tempo estava excelente, conforme a previsão do Climatempo, temperatura entre 17 a 22°C, céu encoberto, sem chuva e sem vento.

Na praia mansa, local de largada, ficou visível que a primeira boia estava muito perto e dava impressão que o percurso seria menor. A natação foi de duas voltas, sentido anti-horário, passando por duas boias e uma pequena corrida na areia da praia entre as voltas. O mar estava calmo e a natação prometia ser legal também. Já na primeira boia o tumulto dos atletas fazendo o contorno era grande, mas na segunda volta, todos foram se espaçando e o nado foi um pouco mais tranqüilo.

O Márcio saiu na frente, seguido por mim, depois Clodoaldo, Otávio, Du e Gus

Logo na saída da Bike ainda perto da transição, um atleta se chocou comigo e quase cai, mas continuei a prova.

O animal do Clodoaldo, muito forte no pedal, logo me alcançou, tentei segui-lo por alguns minutos, mas vi que não dava e continuei no meu ritmo. O percurso da bike é um pouco menor que os tradicionais 90Km, com aproximadamente 81km. A primeira volta consegui fazer com uma média pouco superior a 36Km/h. o percurso estava fantástico, com asfalto muito limpo e quase totalmente plano, cercado de vegetação dos dois lados e com pouco vento na primeira volta. Tentei manter um bom ritmo na bike para não quebrar na corrida, porém um pedal forte o suficiente para superar meu resultado do ano anterior.

Pedalei bem a prova toda, mas sempre encaixotado no meio de pelotão, a pista é estreita e o grande número de atletas faz com que fique difícil achar espaço para pedalar respeitando os 7 metros de distância entre as bikes, como pede o regulamento da prova. Não cheguei a ser penalizado, mesmo porque seria injusto, pois eu não estava me prevalecendo de vácuo. Foi chato, mas por duas vezes o fiscal me chamou a atenção por eu estar muito perto da bike da frente. Este ano a fiscalização da prova atuou com muito rigor e segundo dados da Mundotri foram 107 penalizações com acréscimo de 8 minutos no tempo total e 51 atletas desclassificados por terem sido identificados no vácuo por mais de uma vez. Na segunda volta o vento aumentou no sentido do retorno para transição, fazendo com que minha velocidade média caísse um pouco. Já quase na transição, faltando uns 3km, escuto um grito forte… ESQUERDA, ESQUERDA…rs, era o Du chegando para me passar… Mas como sempre, “cachorro não larga o osso”, apertei também e o busquei novamente gritando para ele: ESQUERDA, ESQUERDA, rs indo assim até o final numa chegada histórica, eu e o Du entregamos a bike juntos!

O Tatá tentou me buscar na Bike, mas a distância entre nós se manteve constante e ele chegou à transição apenas alguns minutos depois.

Na transição para a corrida o Du foi mais rápido e saiu 30 segundos na minha frente.

Comecei a correr, procurando nos primeiros quilômetros, me adaptar e focar na técnica e mecânica do corpo do que com o tempo, mas o ritmo se encaixou desde o primeiro Km de maneira bastante uniforme e constante, próximo a 4’50”/Km, que mantive até o final da prova.

O Tatá não demorou a me passar na corrida logo na primeira volta, passou também o Du que se manteve na minha frente por pouco mais de um minuto e o Tatá que continuou abrindo cada vez mais, num ritmo alucinante, fechando os 21Km de corrida em 1h27. Vê se pode? Um tempo deste para quem estava com gripe, dor de garganta e febre antes de largar.

Fiquei triste e muito preocupado quando o Tatá passou por mim e disse que o Clodoaldo havia caído da Bike, mas não tinha notícias do estado dele.

Durante toda a corrida, procurei pelo Marcio, pois tinha rolado uma aposta de que ele não daria uma volta em mim, rs, quando procurei e não o encontrei, imaginei que tivesse parado, e foi isso que havia acontecido, ele teve o pneu da bike rasgado e abandonou a prova. Foi uma pena o Marcio ter abandonado, pois pelos meus cálculos ele não me pegaria desta vez…vai ficar pra próxima!

O Gus vinha logo atrás correndo muito forte, mantendo uma diferença constante entre a gente, e estava muito bem na prova.

Minha chegada foi sensacional, curti a prova toda, dei e fiz o que tinha de melhor e acabei inteiro, fazendo uma belíssima prova!

Meu melhor tempo/resultado numa prova de long distance: 4h23’25”.

  • Natação a 1min26seg/100m
  • Bike para 35,6 km/h de média
  • Meia maratona para 1h40
  • Primeira transição em 2’16” e segunda em 1’30”.

Foi só vestir a camiseta de finisher, colocar a medalha no peito e comemorar……Uhhuu!!

Parabéns a todos os amigos pela prova:

  • Animal do Tatá mesmo estando “zoado”……4h11;
  • O fortaleza Eduardo Coimbra……………………4h21;
  • Grande Gus superou o objetivo…………………4h40.

Marcio e Clodoaldo, “dois feras”, não completaram a prova desta vez, mas mostraram uma grande energia positiva a todos nós lá em Caioba.

Meu obrigado a todos,

Minha grande mulher Rosana, meus queridos filhos Heidi, Winnie e Hiro. Aos amigos e parentes. Ao Enzo Amato pelos treinos, Vanessa Pimentel pela Nutrição e Rafa Dutra pelo suporte pscicológico.

Maratona de Boston 2013 c/ atentado.

Finalmente fomos encontrados, fomos descobertos, nós corredores agora somos alvos de atentados terroristas, nas maratonas mais populares somos milhares, estamos nas ruas, e claro, somos alvos fáceis.

Charles Krupa/Associated Press

Da mesma forma que no Brasil somos responsáveis pelos governantes que temos, pela impunidade e violência diária a que nós, pessoas de bem, estamos sujeitos, outros países são responsáveis por sofrerem esse outro tipo de violência.

Uma pena vivermos nesse mundo cão, mas enquanto bombas explodem nos EUA a cada 10 anos, por aqui morremos em bicicletas no trânsito da lei do mais forte, morremos por ter uma moto, um carro ou só um celular, somos assaltados em restaurantes, morremos por causa de um motorista bêbado ou por uma chuva forte… tenho pena e medo por estar aqui, no Brasil!!!! E você, o que acha?

Enzo Amato.

Limite individual.

Nosso limite físico é individual, particular e intransferível!

Pensei nesse tema quando terminava um treino de 30km, num calor desgraçado, me sentindo o super homem por ter corrido bem, no meu limite, num clima e terreno desafiador como parte da preparação para uma maratona. Logo em seguida imaginei que um ultramaratonista me acharia um tonto, porque 30km para ele é treino fácil, já que existem várias provas de corrida com mais de 200km. O que pensaria Amyr Klink, que já viajou da África ao Brasil num barco a remo, se eu dissesse que me orgulho de um dia já ter remado 25km? Foi então que o pensamento começou a viajar e percebi que se eu pensasse dessa forma, não poderia me orgulhar de nada que já tenha feito, porque sempre existirá alguém que já fez ou conquistou mais que eu. Aí lembro do Rafa Dutra, psicólogo dos meus clientes de Ironman, que diz que nos sentimos bem quando não nos comparamos com os outros. Assim eu posso achar que 25km é bastante, e que cada um deve saber o que é um desafio pessoal ou não! Todos nós temos nosso 100% para cada atividade, nosso limite, o que varia de pessoa para pessoa é onde fica o 100% de cada um, correr 100m para o Usain Bolt pode ser chegar a 9.60, pra mim é 14seg, para o Marilson a maratona pode ser abaixo de 2h07, pra mim é abaixo de 3h07 com muito esforço nos treinos e na dieta sei que meu 100% é esse, e me animo para alcançar isso um dia. É por isso que não aparecem vários como Messi, Bolt, Da Vinci, Robert Scheidt e tantos outros talentos que se destacam ou destacaram nas suas áreas de atuação, seja ela esporte ou não. Não basta treinar para ser o melhor! É uma série de características, predisposições que aliadas ao treinamento e dedicação que selecionam os “candidatos a melhores”

Ironman 2008, feliz por chegar em 12h17, sabendo que pouco menos de 11 horas é meu limite, abaixo de 10 horas impossível, enquanto os primeiros fazem 8h15.

Basta ser espectador durante uma corrida de rua, algumas nunca chegarão a correr tão rápido quanto outras, treinando da forma que for e com quem for. É errado dizer que  você deve ser “o melhor” nisso ou naquilo, todos temos nosso 100% para cada atividade, não é fácil chegar nele, precisamos nos dedicar, nos preparar e nos orgulhar quando chegamos perto dele, mesmo que não seja impressionante para outros, dentro de nós mesmos sabemos que não foi fácil. Talvez para uns seja correr 10km abaixo de 40′ para outros 50′ e outros que querem chegar antes de 1h, todos se esforçam muito. Claro, isso é aceitável quando falamos de um hobby feito por prazer e sem cobranças, mas se no seu trabalho o desempenho é muito abaixo do esperado, talvez aquele não seja o trabalho certo pra você, seu 100% naquela área é muito fraco. Seu talento serve em outra atividade.

São comparações onde o esporte ajuda a enxergar situações da vida diária. Existem muitas modalidades esportivas e muitas áreas de trabalho, você tem um talento e espero que encontre onde ele se destaca!

Se concorda ou discorda, deixe sua opinião!

Enzo Amato

Maratona de SP 2013

É isso, a data da maratona de SP foi alterada e não se pode voltar atrás. Sei que isso pode ter causado contra tempos para os corredores que costumam programar o calendário com antecedência, viajar de outros estados para fazer parte da festa etc… Espero que os muito afetados consigam remediar a situação da melhor maneira e venham a SP para curtir a prova dia 6/10/13. Apesar de muita gente afirmar que a maratona de SP é difícil, é nela que tenho meu melhor tempo de maratona, mesmo já tendo feito percursos considerados mais rápidos, será minha 6ª vez em SP e em 2013 vou novamente tentar meu melhor, eu e todos os outros participantes teremos bastante tempo para treinar, com o clima ameno do outono e inverno, programar a evolução dos treinos com calma, sem atropelos e participar da festa com alegria e bem preparados.

Que venha a maratona de SP!

Enzo Amato

A UNIFESP recruta voluntários

A UNIFESP recruta voluntários para uma pesquisa que avaliará os efeitos das diferentes intensidades de Exercício Físico realizado na condição de altitude simulada e ao nível do mar.

Comitê Ética: 56546

Para isso os interessados devem ser:

Homens entre 18 a 35 anos

Saudáveis e fisicamente ativos

Não fumantes e não consumidores frequentes de álcool por mais de 3 vezes na semana

O voluntário ganhará:

Eletrocardiograma de esforço e repouso (avaliação cardíaca)

Exame ergoespirométrico (condicionamento físico)

Para maiores informações entrar em contato com Samile- samile.unifesp@gmail.com / Tel: 11 9 6992 3202