2014 do início.

Sempre considero ano novo uma oportunidade de renovação, avaliando friamente é só um feriado, um dia como qualquer outro, mas como disse, prefiro encarar como renovação, é uma boa desculpa para estipular novas metas ou reatar contato com pessoas que possam ter ficado para depois por causa da correria.

Não perca tempo, se você gosta de correr, programe sua prova principal do ano, aquela que vai te fazer treinar motivado e coloque com pequenas metas ao longo do trajeto, pode ser um objetivo audacioso seguindo a evolução que você teve em 2013, ou audacioso para voltar a velha forma que os últimos anos corroeram.

2014 tem tudo pra ser um ano perdido, com carnaval só em março, copa do mundo em junho e eleições em outubro. É bem provável que o país fique na marcha lenta, mas isso não serve pra mim, quero que meu 2014 seja cheio de desafios e novidades e para isso basta eu querer.

Já dei o primeiro passo, comecei a montar meu calendário de provas, tenho minha lista de livros, vou planejar onde serão as férias e onde vou escolher uma corrida legal e diferente. Continuo considerando a vida muito curta para o tamanho do mundo que temos para conhecer, por isso meu 2014 vai ser cheio de novidades, e o seu?

Enzo Amato

Corrida em etapas X Corrida de um dia

As corridas em etapas estão cada vez mais na mira dos corredores, talvez pelo desafio, ou simplesmente por ser diferente, sendo assim existem algumas características importantes a serem consideradas se compararmos as corridas convencionais de um dia, com as corridas realizadas em dias consecutivos. Não me refiro a provas extremas como a Jungle Marathon ou a Des Sables, escrevo para atletas amadores que querem experimentar algo diferente, treinando aproximadamente o mesmo volume que treinariam para uma maratona, com suas devidas particularidades, como é o caso do El Cruce, desafio do pateta, a 4 refúgios entre outras. Esse tipo de prova requer um corredor resistente e com boa bagagem anterior para saber lidar com as dificuldades e saber até que ponto elas são toleráveis ou não.

  1. A primeira diferença obviamente é não terminar uma etapa perto do seu limite físico, isso pode fazer com que o dia seguinte seja uma tortura com muita dor muscular por todo o percurso,. É certo que mesmo dosando o ritmo a dor muscular vai aparecer no início do trajeto, mas com o aquecimento ela deve desaparecer.
  2. Ter cuidado com os pés usando tênis adequado às condições que vai encontrar, em trilhas com pedras o solado tem que ser mais firme para não acordar no dia seguinte com dor na sola do pé, cuidar dos pontos sensíveis do pé com vaselina ou esparadrapo e usar meias de poliamida (no meu caso uso as de poliamida com outra mais grossa por cima). Nas de trilha dá pra encarar tudo com o mesmo par de tênis, mesmo molhado, numa de asfalto dá pra se dar ao luxo de trocar entre as etapas, pois não existe tanto o problema de logística em carregar a bagagem.
  3. Usar bastões de trekking, no caso das provas trilheiras, para aliviar o peso nas pernas e nas costas, no primeiro dia eles só vão atrapalhar, mas a partir do 2º viram artigo de primeira necessidade. As corridas de asfalto não costumam permitir o uso dos bastões, mas essas são sempre mais planas e isso faz com que os bastões não sejam tão imprescindíveis como nas trilhas.
  4. É muito importante que ao terminar cada etapa o atleta cuide da hidratação e alimentação imediatamente, e monitore as quantidades necessárias até a próxima largada.

Acredito que os principais detalhes sejam esses, outros podem entrar na lista de acordo com o tipo de terreno, clima, local, logística etc… mas seguramente com o andamento dos treinos específicos você notará algo mais que é importante pra você.

Se lembrou de algo que eu tenha deixado passar, por favor compartilhe com outros corredores e deixe um comentário abaixo. Valeu e bons treinos!

Enzo Amato

+ Livros inspiradores.

No primeiro texto sobre livros coloquei vários que me agradaram, agora deixo alguns que me acompanharam em 2013 que valem a recomendação e servem também de presente de natal.

Infiel – Ayaan Hirsi Ali. História da mulher que foi criada como muçulmana, mas ao longo da vida se colocou a questionar, a conhecer e reavaliar valores. Esse é o livro que qualquer pessoa que respeita as mulheres deveria ler para entender um pouco como o mundo do século 21 ainda é bem atrasado em alguns lugares.

A expedição Kon-Tiki – Thor Heyerdahl. Palavras de Amyr Klink na orelha do livro “Obra prima de reconstituição pré-histórica, A expedição Kon-Tiki transformou-se em um dos maiores clássicos das ‘aventuras científicas’ e no mais expressivo exemplo de que o homem moderno ainda subestima o talento de seus antepassados.”

No teto do mundo – Rodrigo Raineri com Diogo Schelp. Conta as aventuras e principalmente as tentativas de cume no Everest e a perda do amigo Vitor Negrete para a montanha. Muitos desafios, perseverança e superação.

O Leão da Toscana – Aili e Andres McConnon. A vida de um dos maiores ciclistas da história e todas as dificuldades de viver durante a guerra, emocionante e viciante.

Vida nômade – Robison Portioli. Um jovem que resolveu conhecer a América do Sul na sua moto 250cc, ao longo da história ele conta passagens da sua infância onde viveu por mais de 3 anos com a família num motorhome conhecendo o Brasil.

Sempre convido a ler a orelha do livro que é sempre mais informativa e completa, as linhas que coloquei acima são apenas minhas opiniões.

Se tiver alguma sugestão de leitura basta deixar um comentário que é muito bem vindo.

Enzo Amato