Á civilização, é pra onde quero ir.

Hoje, dia 31/01/2014, São Paulo, século XXI, uma briga de trânsito resultou na morte a facadas de um dos envolvidos. Pouco antes nesse mesmo dia, uma ouvinte da rádio que ouço reclamava de um ciclista que, por estar na via obrigou um ônibus a desviar dele, provavelmente atrapalhando o caminho da ouvinte.

Não me conformo com o absurdo a que estamos nos acostumando, a vida não vale nada e dessa forma maluca o trânsito continuará a ser uma selva, dividindo caça e caçador ao invés de sermos todos seres humanos. No caso de hoje as pessoas estavam em carro e caminhão.

Será que o problema é do veículo que se usa ou das pessoas?

Tenho carro, moto e bicicleta e uso-os de acordo com minha conveniência, posso opinar com clareza e sem dividir veículos em gangues.

  • Na bike, me sinto as vezes invisível e as vezes a caça.
  • Na moto, me sinto ágil e passo por onde posso, como qualquer carro faria.
  • No carro, me sinto confortável e lento, se pudesse ser ágil como a moto, seria!

Existem idiotas dirigindo todos os veículos. Ninguém é mais respeitador por dirigir um ou outro veículo.

Pequenas decisões podem gerar grandes consequências, essa é a rotina do trânsito em países “em desenvolvimento”. Que pena!

Tenho medo de pedalar porque posso ser desrespeitado, roubado ou morto, de moto também e de carro também, pergunto outra vez, o problema é o veículo ou as pessoas?

Treinos na esteira (2) para iniciantes!

No primeiro texto, além de alguns treinos, expliquei que a esteira deve ser encarada como uma ferramenta de treino, e que se usada da forma correta nos trará bons resultados na corrida e sem monotonia.

Neste texto me dirijo às pessoas que ainda estão experimentando a esteira, querem começar a correr e saber algumas alternativas efetivas para usá-la.

Sempre digo que a diferença de um treino avançado para um treino iniciante é a intensidade de cada um, por isso sugiro que leia o primeiro texto e adeque à sua realidade, pois esse texto é para quem vai começar agora.

Treininho básico para se sentir fisicamente ativo:

  • 5min caminhada leve para aquecer, em torno de 4,5km/h
  • 30min caminhada vigorosa, entre 5,5 e 6km/h
  • Entre 2 e 5 minutos para voltar a calma.
depois é só alongar e ir pra casa, ou partir para musculação ou alguma aula deixando o alongamento para o fim de tudo. A esteira pode ser feita antes ou depois da musculação.
Saiba que quanto mais intenso o treino, mais calorias se gasta, portanto aquela história que você já ouviu mil vezes na academia, que tem que ir no ritmo dentro da faixa de queima de gordura, só vale se você vai ficar na esteira mais de 2 horas, se for para um treino normal entre 30min e 1 hora, é melhor ir mais rápido!
Treino básico para iniciar a correr:
  • 10min caminhando para aquecer (aquecimento é sempre fácil)
  • Correr a 7km/h até sentir cansaço ou falta de fôlego e voltar a caminhar.
  • Repetir até completar 30 ou 40min.
Se o tempo de cada corrida passar de 5min, pode aumentar a velocidade. Já se seu tempo de corrida não passou de 1min, repita esse treino dia sim dia não até chegar aos 5min e só então, comece a aumentar a velocidade.
Outro treino para experimentar: 
  • 5min aquecimento caminhando
  • 5min correndo bem leve a 7km/h
  • 1min corrida + rápida a 8km/h plano
  • 1min corrida = aquecimento a 7km/h plano
  • 1min corrida a 7km/h com inclinação 4.0%
  • 1min corrida a 7km/h plano
  • Repetir a série em negrito 5x (20min)
  • 5min caminhada para terminar
Se não der pra correr direto, caminhe nas partes planas mais fáceis e tente correr na + rápida e na inclinação.
Lembro que é impossível orientar uma velocidade ideal sem conhecer a pessoa, só coloquei nesse texto para servir e parâmetro, portanto se pareceu fácil demais, basta aumentar e seguir a ideia principal de cada treino.
Se ficou alguma dúvida é só escrever. Bons treinos!
Enzo Amato

Das maratonas para as ultras.

É verdade que a maratona é um baita desafio, uma experiência de vida, um sonho no mundo esportivo, mas como o ser humano sempre busca seus limites, as ultras, distâncias já bem conhecidas na Europa e Estados Unidos, estão chegando ao Brasil. Elas podem variar entre 50 e 235km atualmente, já existe um circuito de provas, ainda em experimento, de 300km, mas isso ainda é para muito poucos.

Aos que já experimentaram algumas maratonas e querem passar para o próximo nível, sugiro que escolha provas entre 50 e 80km com algumas metas entre elas, para isso algumas características devem ser consideradas e aqui deixo minha singela opinião do que pude perceber até agora para essas distâncias.

Características para encarar as ultras:

  • Ter feito algumas maratonas sem sofrimento;
  • Ter corrido sua primeira maratona há alguns anos, a bagagem adquirida é muito importante para as ultras;
  • Estar dentro do peso que considera ideal;

 Como devem ser os treinos?

É comum ouvir que um bom treino longo para a maratona é fazer mais de 30km, ou seja, perto da distância da prova. Isso funciona bem para maratona, provas de 50km e até Ironman, mas para treinar para uma prova de 80km ou mais, essa talvez, e muito provavelmente não seja a melhor estratégia.

É mais conveniente dividir um treino bem longo em dois, e fazer em dias seguidos. Essa forma de treino já é bem difundida no exterior, mas isso não quer dizer que os livros de fisiologia sustentem essa estratégia, o condicionamento físico ainda tem muito a ser comprovado, principalmente nas grandes distâncias, e por esse e outros motivos, várias formas de treinamento funcionam para uns e não funcionam para outros. A sensibilidade e conhecimento do treinador farão toda diferença na hora de escolher a melhor estratégia para cada pessoa e objetivo.

O que comer?

Depois de vários anos de corrida e várias maratonas resolvi encarar umas ultras e pareceu que estava começando um esporte novo, tive que aprender muitas coisas, a comida que resolvia na maratona começava a empapuçar depois de um certo tempo de prova e tive que encontrar outras fontes de energia, no meu caso, lanches e batatas cozidas resolveram, é importante que seja do seu gosto e fácil de carregar, pois é bem provável que não dê pra ficar só no gel. Os treinos longos da preparação vão te ensinar o que funciona e o que não funciona, isso é muito individual e tem que ser praticado, mesmo assim o que desce fácil com 20km pode não ser tão fácil com 60km, por isso senti que estava começando um esporte novo, tive que penar e aprender na prática.

 Que ritmo correr?

É parecido com o ritmo que se faz a maratona confortavelmente, estabelecer parâmetros de batimentos nos treinos longos é uma boa ferramenta e estratégia para seguir na prova.

Acredito que poucas pessoas hoje, que fazem parte do mundo das corridas, são capazes de fazer provas de mais de 80km, a seleção natural vai ser severa se esse não for seu lugar agora. Diria que só após enfrentar bem uma distância, é hora de partir para outra. É uma estrada que deve ser construída aos poucos. Dos 42 para os 50km não existem grandes diferenças, mas dos 42 para 80km sim, e é necessário passar pelos degraus intermediários para se adaptar e aprender, uma corrida de 80km pode passar facilmente de 10hs de prova e não posso dizer que isso seja legal ou honroso se você não estiver preparado fisicamente e mentalmente para isso.

Esse texto é só para matar curiosidade e para gerar mais perguntas e discussões, pois uma preparação para ultra maratona envolve informações individuais e acompanhamento de treinador e nutricionista.

Enzo Amato

Caminho de Santiago de Compostela, trecho português (254 Km)

Meu caminho, por Vívian Lemos

Trecho português realizado a partir de Porto (254 Km)

“Ser peregrino é acreditar na realização dos sonhos…

Encontrar os limites…e superá-los…

Dar um passo de cada vez…”                                             Beatriz de Abreu

Difícil começar a escrever sobre algo tão profundo que aconteceu comigo, mas acho importante fazê-lo até para não esquecer os detalhes que o tempo, invariavelmente, vai apagando. O caminho começou três anos antes de realizá-lo de fato e não parou até hoje… Depois de muito tempo completamente sedentária, resolvi começar a correr,aqui em BH. Da corrida, veio a natação e da natação foi um pulo para começar a pedalar. Grandes amigos me ajudaram a conhecer o mundo do esporte que, até então, não fazia a menor ideia de como realizar os treinos. No entanto, não tinha tempo o suficiente para todas as modalidades e as provas foram me deixando frustrada por não conseguir um desempenho razoável. Até que, as corridas em trilha me encantaram. Fui descobrindo em mim mesma a coragem para correr nelas completamente sozinha. Nesta época, já havia lido alguma coisa sobre Caminho de Santiago e vi que era algo possível de ser realizado por mim, até então, caminhando. As provas de montanha e de aventura não me chamavam tanto a atenção quanto percorrer um trecho longo por vários dias do jeito que mais adorava! Procurei uma assessoria esportiva, que topasse treinar-me para este desafio pessoal que aos poucos fui desenhando, juntamente com todos os outros desafios que apareceram para mim neste mesmo período. Um ano antes, defini qual trecho seria possível realizar. Enquanto me preparava nos treinos, fui buscando mapas da região, conhecendo a Associação de Peregrinos do Brasil e fazendo amigos também peregrinos que me questionavam o real motivo de realizar, ao invés de caminhando, correndo os 254 km.

Sentia-me pouco preparada para tamanha quilometragem. Um mês antes recebi minha vieira e a credencial na Associação de Peregrinos… meu coração quase parou tamanha emoção..Agora sim! Eu e minha mochila de 7 kg.

Saí dia 04/10/2013 do Brasil, tinha apenas 8 dias para ir, correr e voltar para os filhos e para o trabalho. Cheguei a Porto dia 05/10 bem cedo e, mesmo muito cansada, resolvi fazer uma caminhada pela cidade, comprar um guia e conhecer o início do caminho.

A cidade do Porto é linda e me sentia em casa. População muito agradável e receptiva. Buscava informações para o dia seguinte que já estava determinada em começar “meu caminho”. Saí do Brasil apenas com meu mapa de altimetrias e as paradas que iria fazer em seis dias. Pelas poucas referências que tinha os primeiros 20 km seriam pela rodovia até chegar às trilhas do caminho propriamente ditas. Decidi, então, pegar o metrô até Povoa de Vazim e aí sim iniciar o trajeto. Preparei a mochila na noite anterior com o que precisaria por seis dias: duas peças de roupas, 2 pares de meias, roupas íntimas, kit com material para cuidar dos pés (micropore, tesoura estéril, agulha, iodo, antiinflamatório, vaselina, hidratante, corticoide e material de higiene, inclusive sabão para lavar roupa), bloco de anotações,carregadores de dois GPS e celular.

1º dia (Porto- Barcelos 60 km): Pela manhã, um delicioso café da manhã sem muita pressa. Peguei o metrô e embarquei para Povoa de Vazim 20 estações à frente. Lá pela sexta, entrou um senhor que identifiquei como peregrino pela mesma vieira que eu tinha fixada na minha mochila. Esperei mais duas estações e resolvi perguntar se faria o Caminho de Santiago português. Não só me respondeu como me deu todo caminho com novas dicas e paradas que desconhecia. Deveria parar em Vila do Conde e aí sim pegar as “setas amarelas”. Agradeci… ele desceu…e eu agradeci a Deus pelo anjo que me mandou… Vila do Conde é apenas uma igreja na beira da estação de metrô. Procurei as setas e segui em frente até São Pedro dos Rates. Correndo como proposto, a mochila começou a fazer parte do meu corpo. Sentia dores nos ombros, mas sabia que seria um período de adaptação. Parei para um breve almoço com outros peregrinos que me questionavam o tempo todo porque seguia correndo… ”não pode… não dá tempo de pensar”, diziam com as experiências de mais dois caminhos realizados anteriormente. Bem, mas meu tempo era muito pouco e o caminho ia se revelando. O trecho português é bem sinalizado e ora em trilhas, ora em vinhedos com parreiras que fazem sombras de descanso para os peregrinos e suas uvas como delicioso alimento. Este dia totalizei 60k até a cidade de Barcelos. Como minha opção foi realizar o caminho sozinha, preferi utilizar hostels ou pousadas aos albergues de peregrinos. Precisava dormir, então procurava sempre no início do caminho do dia seguinte para não me perder. Como peregrina, sempre tinha um desconto e tratada com muito respeito. Tomei um banho, lavei roupa e procurei um lugar para uma refeição. Tudo muito em conta, afinal estava começando a jornada. Tinha uma rotina com os pés antes de dormir… sabia que eles sofreriam no final.

2º dia (Barcelos- Ponte de Lima 37 km): O café da manhã era a refeição que eu tinha certeza ter de forma completa. Logo depois, saí seguindo as setas amarelas rumo Ponte de Lima. Foram 37 km percorridos neste dia. Correndo grande parte, a mochila se fez presente deixando meus ombros muito doloridos. O clima quente como o nosso, lembrava-me os meus treinos em um enorme calor. Peguei meu primeiro trecho de subida entre as ruas de uma cidade chamada Portela e logo depois descida… Cidades lindas com pontos de parada para uma reflexão e agradecimento pelos olhos! Não queria almoçar… Fiz um lanche com os amigos que pelo caminho apareciam. O mais interessante é que a língua não é um empecilho… no caminho ela é única. As bolhas apareceram e tive que parar em Ponte de Lima mesmo. Escolhi a Pousada da Juventude próxima ao Rio Lima. Seguindo a rotina de cuidados e fui dar uma volta… um espetáculo de paisagem e beleza na cidade mais antiga de Portugal. Jantei a beirada do Rio Lima e me permiti tomar uma taça de vinho prometendo a mim mesma voltar naquele lugar com mais tempo.

3º dia (Ponte de Lima – Valença 38 km): Parti cedo para Valença. Seriam 38km até a última cidade no território português. Trecho muito íngreme até Portela Grande, mas que ficaria na minha memória para sempre como aquele que define o “ser peregrino”. Subida em meio uma floresta densa e muitas pedras… enormes! Pernas fortes até o alto onde encontrei um monumento aos peregrinos formado por pedras deixadas ali e vários pertences como prova do desapego. Deixei o meu e desci rapidamente porque o trecho ainda era grande sem uma parada longa para almoçar. Lanchei com dois amigos e continuei… as bolhas doíam demais mesmo cuidando e retirando a pele, elas formavam novamente. Procurei superar pensando no caminho como era riquíssimo. Cheguei em Valença anoitecendo. Não tive dificuldades em achar um lugar para dormir; então, pude desfrutar de um jantar em castelo encantador por onde passaria no dia seguinte seguindo as setas amarelas.

4º dia (Valença – Redondela 32 km): Levantei mais cedo que consegui e estava frio… ventando. Aproveitei para caminhar e não correr. Os pés doíam e começaram a inchar. Passei a tomar os anti-inflamatórios que tinha e mantive o ritmo até Redondela (32km). Durante o percurso, percebi que as setas foram substituídas pelas conchas amarelas com a abertura voltada para o caminho. Trecho com mais asfalto e sem as trilhas que tanto me fazia bem. Parei várias vezes, chorei mais ainda de dor…pensei em parar. Foi o dia onde não conseguia manter meu foco e minha vontade de ir mais longe. Fui acompanhada por um peregrino espanhol que notou minha dificuldade e tentou me distrair…em vão! Cheguei em Redondela e me sentia muito mal. Cidade hostil da Espanha…cinza mesmo. Um lugar para dormir qualquer que fosse; nem lavar roupas eu consegui. Joguei fora alguma coisa e pedi a Deus que me tirasse daquela cidade o mais rápido que conseguisse.

5º dia (Redondela – Calda de Reis 41km): Às 5 horas estava pronta. Tomei apenas água, coloquei minha lanterna na cabeça e fui embora correndo pela cidade a fora. Um medo enorme me bateu e enfrentei a escuridão para chegar o mais rápido na luz do sol. Amanheci no alto de um bosque lindíssimo e via Rio de Vigo lá embaixo… agradeci pela força que tive e meus olhos pela beleza…esqueci a dor e desci pela trilha sem dó dos pés. Dos 41 km até Caldas de Reis, só consegui correr os primeiros 21 km da manhã. Parei para tentar comer alguma coisa melhor e deixar a dor dos pés passar. Em Padron, achei um restaurante espanhol típico da Galízia, Mesa de Pedra. O espanhol que me atendeu falava rápido demais e não entendia que queria um suco de limão e um sanduíche. Achou um absurdo eu não experimentar a cerveja da Galízia! Ri muito com outros peregrinos que ali estavam e esqueci-me do que incomodava. Segui caminhando e refletindo muito… Cheguei à noite e peguei o primeiro hotel que achei no caminho. Precisava comer melhor e descansar cedo. Na manhã seguinte, seria meus últimos 46 km até Santiago de Compostela.

6º dia (Calda de Reis – Santiago de Compostela 46km): Dormi muito mal pelas dores nos pés e pela ansiedade de ser o último dia. Queria aproveitar o máximo do caminho que começava a ficar mais movimentado de peregrinos à medida que aproximava de Santiago. Percebi que uma das bolhas havia infeccionado… não tinha o que fazer a não ser tomar os remédios que tinha e enfiar os pés no tênis. Foi um dia marcado pela superação o tempo todo. Comecei bem cedo e procurei caminhar rápido até esquentar um pouco. Trecho pelas rodovias a maior parte. Lembrava-me de um grande amigo no Brasil também peregrino e procurava ter ânimo! Procurei me distrair com os peregrinos conhecidos que já me conheciam pela corredora do caminho. Tudo em vão pela imensa dor que agora chegava no tornozelo. Cheguei aos últimos 10 km às 17horas e encontrei um senhor com um cajado que me questionou se iria chegar a Santiago ainda naquele dia. Alertou-me que teria somente subida! Falei que só o cajado, então, para me ajudar e ele disse em um espanhol difícil de entender que fizesse o meu com o que tinha na natureza. É assim, o fiz…e foi o que me ajudou a chegar depois de 3 horas arrastando. Cheguei a Santiago às 20:30h…terminava a missa dos peregrinos e não acreditava no que tinha alcançado. Recebi minhas bênçãos… entreguei meu coração e resgatei minha alma após 254 km. Depois de dormir por 8 horas sem mudar de lado, levantei para o café. Fazia muito frio em Santiago com um vento de doer! Fui encontrar com os peregrinos que vinham de outros caminhos na praça central da Catedral e pegar a compostela. Esta é recebida em um setor ao lado da catedral depois de ser conferida a credencial. Durante o percurso, todo peregrino deve carimbar sua credencial nos estabelecimentos sendo que no território português o mínimo é de um carimbo por dia e no território espanhol dois. Somente assim, é possível receber o certificado que é belíssimo! Retornei ao hotel, peguei a mochila e voltei de ônibus para Porto com a certeza que tinha me preparado para o caminho sim, mas que o tempo foi muito pouco para tamanha beleza e luz daquele lugar.

Bom caminho!

Vívian Lemos

e-mail: consultorioplastica@hotmail.com

vivianlemos40@gmail.com

Ed. Física escolar é tão importante quanto…

Li na revista do CREF o ótimo investimento que o município de Hortolândia – SP fez, investiu em dobrar o número de aulas semanais de Educação Física escolar (para 100min) na rede municipal para o ensino fundamental e 12 mil estudantes serão beneficiados.

Não pude deixar de associar a matéria com uma viagem que fiz recentemente para a Chapada Diamantina. Entre as inúmeras atrações do parque, várias exigiam alguma caminhada em trilhas e pedras, nada de outro mundo, mas fiquei impressionado com a quantidade de pessoas, adultas, que não eram capazes de caminhar nas pedras sem ter que, a cada passo precisar se apoiar e parar para pensar antes de dar outro passo. Simplesmente por falta de equilíbrio e coordenação motora, algo básico e lúdico que se aprende na escola e na rua quando criança. Criança não vai na aula de Educação Física para emagrecer ou virar atleta, é para aprender o básico, ter consciência corporal, da mesma forma que a criança não está na escola para aprender a administrar uma empresa, é para aprender o básico, deixá-la preparada para seguir a vida partindo de um determinado ponto.

Desenvolver o físico não atrapalha o desenvolvimento do cérebro, pelo contrário! Ainda é uma pena ter que comemorar só porque uma cidade resolveu investir em algo que deveria ser senso comum, educação de qualidade é um direito, tanto a intelectual quanto a física.

Enzo Amato

Enxergar uma prova longa como experiência de vida. IRONMAN BRASIL 2014.

Sendo 98% das pessoas que participam de um Ironman amadores, é fácil encontrar treinadores e atletas nos principais locais de treino e que são unânimes no discurso de que essa prova envolve superação física, mental etc… Porém acabei descobrindo que meu diferencial como treinador foi consequência de algo que acredito e pratico, que é transformar uma prova em experiência de vida, e cuidar para que os atletas a vejam assim, por isso incluo na preparação, desde 2010, encontros em grupo com o psicólogo Rafa Dutra.

Será meu 8º ano de preparação, e nesse tempo percebi que qualquer pessoa persistente e disciplinada pode completar um Ironman por isso me preocupo tanto com o que se pode aprender e levar para a vida pessoal depois que esses 5 meses de preparação e a linha de chegada ficam pra trás. O que deve ser feito desde já para saber o que vem depois do título “você é um Ironman”?

Se essa forma de enxergar uma prova longa lhe interessou.

Convido você a participar de um café da manhã onde o Rafa e eu explicaremos sobre a preparação física e psicológica do grupo que vai para o Ironman de 2014. Veja os vídeos de edições anteriores.

Será dia 19/01/2014, às 9 horas.

Rua General Osório 494 – São Caetano do Sul (travessa da Av. Goiás)

Fácil estacionamento

Término previsto para as 10:30hs.

Poucas vagas, favor confirmar presença.

Para mais informações, entre em contato comigo:

Enzo Amato (11) 99647-8166

Tênis Spira Stinger 2, barulho.

No primeiro texto que fiz sobre o tênis havia deixado só elogios, minha surpresa foi que, mais tarde, com aproximadamente 100km de uso, as molas começaram a fazer barulho como se estivessem rangendo, fiquei desapontado com aquilo porque realmente havia gostado do tênis, passado algum tempo, resolvi esguichar um pouquinho de WD-40 (desengripante a base de água) nas molas, e logo na primeira corrida o barulho desapareceu. Voltei a usar meu Spira Stinger 2 com regularidade e percebi que quando corro na chuva o barulho volta, mas é só espirrar WD que resolve.

Voltei a ter só elogios por ele!

Enzo Amato