Suplementos, você precisa mesmo?

A ANVISA proibiu alguns lotes de várias marcas de suplemento, mas será que você realmente precisa deles?

Só de olhar os potes e rótulos na loja você já sente que ficou mais forte, são bonitos, grandes, pesados…

Eu tenho minha opinião sobre os suplementos e talvez consiga, com esse embasamento, convencer mais alguém ao menos a se preguntar, se isso realmente é necessário ou não para sua rotina atual.

Primeiro veja os números abaixo e faça suas contas.

Absorção de proteína pelo corpo

  • Um sedentário precisa de 0,8g de proteína por kg de peso corporal, por dia.
  • Atletas de endurance que treinam acima de 70% do VO2 max. entre 1,1 e 1,4g /kg /dia, aos que treinam abaixo disso a recomendação continua 0,8g.
  • Aos que fazem exercícios de resistência, musculação, é em torno de 1,5 a 1,8g /kg /dia. (Bassit R.)

Foto: Shutterstock

Com base nesses números é fácil perceber que uma dieta balanceada durante o dia já é capaz de suprir as necessidades de qualquer praticante que você vê na sua academia, mas já conheço as desculpas, dizer que não come direito, trabalha na rua, é trabalhoso fazer os lanches da tarde, esquece…os 3 pilares do treinamento são, treino físico, alimentação e sono, mas muitos só se preocupam com o primeiro. É como andar de bicicleta com os pneus furados, até vai, mas não como poderia.

Mesmo com dados científicos você não se convenceu de que não precisa dos suplementos, afinal o professor da academia disse que toma, e ele é forte, até recomendou qual você deveria tomar.

Tudo bem, gosto de fazer comparações também. Imagine a rotina de treinos de um atleta olímpico, por exemplo o maratonista Marilson, que pode chegar a correr 220km numa semana, gastando algo em torno de 11mil calorias, pense nos ciclistas no Tour de France que percorrem 3800km em 3 semanas. Consomem horas de esforço por dias consecutivos, imagine quanto arroz e feijão eles teriam que comer para repor a quantidade de calorias gastas nessas rotinas? Suplemento para esses atletas faz sentido, servem para completar a alimentação, que só o alimento não seria capaz de suprir. Será que para alguém que faz sua série de musculação na academia, como muito 1h por dia, precisa tomar algo? Uma boa dieta balanceada durante o dia não seria mais barato e saudável, já que os suplementos proibidos vendiam gato por lebre? Não pense que o importado é diferente, por lei eles também podem variar a quantidade mostrada no rótulo. Certo, você percebeu que eu citei caras de esportes de endurance e seu negócio é musculação. Quem faz musculação séria (atleta) sabe que precisa se alimentar direito, pois toda refeição faz parte do treino e interfere negativamente se for deixada de lado. Se você é amador, tem sua vida normal, com happy hours, churrascos e gosta de fazer musculação sugiro o seguinte.

O ideal:

Um nutricionista verá quanto de energia seu corpo precisa para ficar vivo (metabolismo basal) quanto mais para executar sua rotina diária de trabalho, quanto ela aumenta em dias de treino, que tipos de alimento você mais gosta e como conduz a alimentação no seu dia a dia. Com base nisso vai direcionar sua dieta para seu objetivo e rotina. O investimento mensal é bem menor e certeiro do que comprar os suplementos que o cara da loja ou o professor indicou. Se o próprio nutricionista recomendar, é outra história, o que não é certo é pular essa etapa.

Preocupe-se em comer corretamente isso está diretamente ligado ao treino.

Enzo Amato

Meia Internacional de SP 2014

 

Considero a meia maratona internacional de São Paulo a prova certa para conhecer a cidade.

São Paulo não é como o Rio onde as atrações estão a mostra, São Paulo tem que ser descoberta e nessa corrida o turista consegue ter ideia dos contrastes, que bem ou mal, revelam a maior cidade da América Latina. Estacionar na rua por R$20, largar do estádio mais charmoso da cidade, passar pelo elevado com asfalto novo e prédios velhos e pichados, a beleza das estações da Luz e Julio Prestes contrastam com moradores de rua, o cheiro, e o turista nem nota que passa pela cracolândia, hoje espalhada, a Rua José Paulino, que nos dias de semana recebe mulheres comprando roupas no atacado para espalhar pelo país em seus comércios, só com corredores, cruzar a Santa Efigênia e outras ruas do centro e do Brás, o trem, a balada com pessoas que ainda curtiam o sábado, o memorial da América Latina que poderia ter um pouco menos de Niemeyer e um pouco mais de Burle Marx, viadutos, trânsito travado, alguns quilômetros a mais e todos de volta ao bairro nobre do Pacaembu, que além de dar o apelido ao estádio abriga também o museu do futebol. Isso levou pouco mais de 1h para alguns e pouco mais de 2h para outros.

É, você pode ter feito apenas mais uma corrida, mas pode ter entendido um pouco mais da minha cidade, contrastante e incompreensível, que só seu tamanho já poderia servir de argumento para toda sua complexidade. Se você reparou em outros detalhes ou não concorda comigo, deixe sua opinião. Se nunca fez essa prova, deixo o convite, 2015 está logo aí, e imagine como ela será diferente com toda prosperidade que a copa do mundo vai trazer.

Enzo Amato

Foto: Ronaldo Milagres / MBraga Comunicação

Foto: Ronaldo Milagres / MBraga Comunicação

Indomit Costa Esmeralda Ultra Trail

Em 2013 participei de outro evento organizado pelo Bombinhas adventure runners e pra quem não gosta de percurso fácil, valeu a pena, muito técnico que exigia a cabeça no lugar para não ficar pelo caminho sem energia e com a paisagem incansável.

Agora, como precursores aqui no Brasil de algo que é sucesso no exterior, eles lançaram uma ultra com várias distâncias respeitáveis. A Indomit Costa Esmeralda Ultra Trail é para todos os gostos e pernas, 6 provas diferentes no mesmo dia, 17 de maio, de 10 a 100km.

Para os mais audaciosos o treino já deve estar em andamento porque não vai ser fácil. Musculação e longos de corrida já devem estar adaptados à rotina. Quando me lembro do que fiz ano passado, tento imaginar o que eles preparam para 2014, muitas subidas, muitas descidas, muita areia da praia… a prova passará por 3 municípios, Bombinhas, Porto Belo e Itapema, todos em SC aproximadamente 70km de Florianópolis. Estou ansioso para um bom desafio e principalmente curtir todo aquele visual. Nos vemos lá!

Visite o site do evento e seja indomável!

Enzo Amato

Para mais dicas sobre esse evento curta minha página!

Mitos da musculação, usar tênis fofo.


Mito de verdade era o outro texto sobre o agachamento, esse talvez seja só pela moda, aparência, falta de conhecimento, enfim. Me refiro às pessoas com um grau e consciência de treino elevados, com muito tempo de prática, levantando peso pesado e teoricamente sabendo o que estão fazendo para melhorar o desempenho. Só escrevo textos assim depois de levar em conta todas as possibilidades que poderiam justificar o que vejo de errado, pois bem, essas pessoas experientes, que devem adotar toda e qualquer estratégia de treino, de alimentação, rotina… para melhorar o desempenho, fazem agachamento e afundo, com os modelos de tênis mais macios do mercado, o que acaba sendo discrepante.

Para a musculação, que exige que você levante pesos, o ideal é usar tênis baixos, com pouquíssimo amortecimento, para que toda sua força seja transferida para levantar o peso e não para amassar o tênis.

Sei que o que conta nas academias caras, ou na nossa sociedade, são as aparências, é usar o tênis mais caro, mas pelo menos nos dias que for pra levantar peso com os pés no chão, opte pelos mais baixos. Há vários modelos de tênis no mercado, além de caros e bonitos, repare se são eficazes para o que você faz.

Enzo Amato

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Triathlon Internacional de Santos 2014

Foi o 23º ano de uma prova muito legal, mas o mau tempo exigiu que os organizadores tivessem pulso mais firme para ir logo ao plano B, porém…

Estava lá assistindo, torcendo pelos amigos e alunos. O mar estava muito agitado. A largada atrasou quase 1h, e quando as primeiras mulheres começaram a sair da água meu relógio marcava só 16min, achei que as boias não estivessem no lugar certo por causa do mar ainda estar muito agitado, segui para ver o início do ciclismo, quando me deparo com algo inusitado, as mulheres não podiam sair da transição para pedalar, elas começaram a se amontoar, espectadores e atletas gritavam e perguntavam o que estava acontecendo. Ninguém sabia porque estava lá parado, talvez nem mesmo os fiscais de prova, passaram-se alguns bons minutos, e numa manada elas foram liberadas. Depois ouvi que algumas não haviam passado a arrebentação, outras nem nadaram e por isso seguraram todas por alguns minutos antes da bike…

A chuva era incessante e o mar continuava um risco desnecessário, atletas das 2 últimas largadas não nadaram, fizeram-os correr da largada direto para as bikes e outra manada chegou a transição. Eu imaginava o quanto o ciclismo ficaria mais perigoso com a chuva e centenas de atletas grudados, nessa hora vi muitos pegarem suas sacolas e bikes para ir embora.

Enfim, qualquer coisa que eu escreva aqui, é só a minha opinião, baseada no que vi naquele momento do local de onde estava.

O que não entendi foram as escolhas que a organização fez. Talvez a primeira delas tenha levado a erros consecutivos. A prova poderia ter sido duathlon, tão logo eles vissem que o mar oferecia risco acima do normal, esse é o plano B. Deixaria todos os atletas no mesmo patamar, sem o risco do mar perigoso, mais espaçados no ciclismo e com suas classificações fidedignas numa prova igual para todos, mas falar porque o navio afundou depois dele ter afundado é fácil, como citei, talvez a primeira escolha errada, pensando em agradar aos atletas, levou a vários outros erros. As decisões da organização devem visar a segurança dos atletas, alguns sempre reclamam, mas acredito que não teria visto tantas desistências como vi e não teria ficado tão preocupado com o que poderia ter acontecido de mais grave com super pelotões.

Aguardo seu comentário e opinião.

Enzo  Amato

10 Reasons NOT to Run an Ultramarathon

Tinha que compartilhar, li um texto no site de uma revista com o título “10 razões para NÃO correr uma ultra maratona”. Se te convencer é melhor nem se inscrever. Vai em inglês mesmo porque esse calor me deu preguiça. Boa leitura, é divertido!

Site: Trailrunner Magazine

Texto de Kristyn Bacon

Moldy Camelbaks, mud-stained shoes and the endless questions about why someone would ever choose to run for hours on end

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Photo by Flickr user NickP // Creative Commons

1.  It’s dirty.
You have to use the bathroom in the trails or, if you’re unfortunate enough to do an ultra in the street, on the side of the road. Your Camelbak will never be clean, no matter what kind of bleach or organic cleaning product you use. You will eat with your hands. If it’s raining, your calves and butt will look exactly like the trail. Whatever color your shoes are now, forget it, because they’ll soon be brown.

2.  Your feet will look like aliens.
No pedicure can save them. They will be calloused and blistered and your skin will never grow back the same way again. Your feet will swell and shrink. You will lose your toenails. First the pinky, and then, depending on the length of your race, every single one.

3. It’s expensive.
You’ll have to find a way to cover your grocery bill, which grows every time you move up to a new training bracket. You’ll have to buy a new wardrobe once your clothes stop fitting. You’ll need to buy rain gear and snow gear and first-aid kits, and then you have to pay for the race. You have to buy trail shoes. Then you have to buy new shoes after yours wear out.

4. You have to travel.
Where do you live?  There’s a better ultramarathon two hours away. If you don’t live near the mountains or the hills, there’s no option except in the next time zone. The race goes from the fifth to the sixth and then you have to drive and acclimate and meet new people. You have to take pictures. Sometimes you’ll have to learn a new language.  Then you have to run in a new language. Impossible.

5. Planning your social and running calendar becomes a science project.
It’s easier to get new friends who train, or just stop having friends.

6. Explanations.
Nobody knows what an ultra is and then once they do know, they don’t understand why you’re doing it. They sometimes don’t know what kilometers are and then you have to convert. They’ve never seen a hydration pack before. You have to explain how to eat while running, and you must defend your food choices. They don’t know what calories mean in an ultra.

7. It’s unhealthy.
It is absolutely impossible and preposterous for someone to run 100 miles in a day without stopping. It has NEVER been done before. You don’t know what you’re talking about. You will be crippled. Ask your doctor. Your knees will lock up forever. The last step you ever take will be across the finish line and then you are DONE. People don’t even like driving 100 miles! Don’t do it. You’ll probably die.

8. It’s too hot.
It’s also too cold.  It’s also too windy and rainy and it might snow. Ice? It’s everywhere.  You’ll get a sunburn. Sometimes it hails here. What if it rains?

9. You will spend way too much time with yourself.
You are not that interesting. You will probably be bored after two miles. The songs you have stuck in your head? You will hate them by the end of the race. There is no scenery to look at. The lakes that you pass will be ugly. The ocean is so loud. As for the mountains—you think you’ll have fun running for 17 hours in the mountains?  Anyway, you’re going to be in so much pain you won’t be able to think. Nobody is going to talk to you; after all, it’s a race.

10. Somehow, you have to get in the best shape of your life.
You have to train in the morning and do your yoga at night and swim to keep your hips together and do push-ups. You have to run up stairs and up hills; you have to run them forwards and backwards to work all of your muscle groups. If you don’t have defined abs, you have to get them. At the end of the race when you’re skinnier and older, you won’t be able to walk and you’ll realize with mixed emotions that you’re in the worst shape of your life. Then you have to rest for days. Good luck.


Kristyn Bacon
 is a freelance writer, with a focus on creative fiction and sports writing.  She is an ultramarathon runner as well as a competitive and adventure cyclist living in Berlin, Germany.

Tênis de corrida, dos minimalistas aos não minimalistas.

Foto: Shutterstock

Em 2010 o best seller Nascidos para correr, de Christopher McDougall, deu um chacoalhão e um tapa na cara dos fabricantes de tênis, a partir daí surgiu o movimento do minimalismo, tênis super finos, leves, sem “amortecimento” e drop reduzido (drop é a diferença de altura entre o calcanhar e ante pé). Após gerar inúmeras discussões, polêmica, opiniões controversas e principalmente estudos científicos, hoje os vários tipos de tênis convivem no mundo das corridas.

Agora surgiu a fase do “não minimalismo”, movimento inverso, com tênis exageradamente altos e prometendo grande amortecimento.

Não consegui ser imparcial até agora e não estou convencido sobre os mega tênis, mas consigo enxergar situações onde cada um deles pode ser interessante e a partir daí é questão de gosto, que não se discute.

Apesar da sola ter mais área de contato com o solo, não consigo imaginar uma corrida em trilha com um tênis tão alto, quem já correu em trilha pode imaginar, torções de tornozelo sem muito esforço. Por outro lado ele deve ser bem confortável para iniciantes pesados, e estável para quem usa bastante a esteira.

Os minimalistas são mais sofridos para acostumar os pés, ainda mais em trilhas, porém a sola mais dura te força a aterrizar de forma mais natural, sem bater o calcanhar antes, deixando com que os músculos amorteçam o impacto, já com tênis mais confortáveis não dá pra perceber incômodo na aterrizagem incorreta e toda a mecânica do movimento vai pro espaço.

Fatos:

  • O homem chegou a América do Sul há mais de 12mil anos atrás;
  • As Olimpíadas da era moderna começaram em 1896;
  • Os tênis específicos de corrida surgiram a partir de 1979;
  • A corrida por lazer e saúde a partir de 1972 pelo Dr. Cooper, em alguns países virou moda bem mais tarde;
  • Mesmo que a propaganda diga que um modelo ou marca é específico de corrida, as lesões nunca deixaram de existir.

Conclusão:

Um ou outro tênis pode deixar seu pé mais confortável, mas quem amortece impacto são seus músculos, preocupe-se com eles e com o descanso entre cada treino!

Só quis deixar minha opinião, não sou patrocinado por nenhuma marca, gosto de vários tipos de tênis, uso diferentes modelos em diferentes situações, e minha intenção com este texto é abrir discussões e trocar conhecimento.

Escolha seu caminho!

Enzo Amato