Volta dos Romeiros 2014

Eu já sabia!

Não esperava nada fácil, já que são os mesmos organizadores da maior corrida de aventura do país, o Ecomotion/Pro com 600km. Sabia que eles iam aprontar e caprichar tanto nos 5 e 10 como nos 21km, e não deu outra! Prova ideal para iniciantes e avançados, e não pense que pode subestimar se já faz 21km no asfalto, pois aqui precisei de 50% mais tempo que minha última meia maratona no asfalto dentro da mesma faixa de batimentos.

Foto: Marcello Fim / MidiaSport

Fiz os 21km pensando em usar como treino para uma prova mais longa do meu calendário, por isso, já que a distância não era meu desafio queria que a intensidade fosse, pensei em correr com 170 batimentos de média, que no meu caso é 25 batimentos abaixo do meu limite, é a mesma frequência que fiz a meia de SP no asfalto, mas enquanto no asfalto o determinante é a cadência de passadas e ritmo, na trilha é basicamente força, equilíbrio e agilidade, sendo que, se a força vai acabando ela compromete os outros dois. (corredores iniciantes ainda correm confortavelmente com batimentos altos, mas isso muda com a prática, para eu chegar a 170 preciso fazer força).

Foto: Marcello Fim / MidiaSport

Diferente de 2013, que choveu, esse ano o sol estava a pino e o percurso bem seco, o que deixava as pedras soltas e aumentava o risco de escorregões e quedas. A primeira metade da prova de 21km foi BEM DIFÍCIL, para os que fizeram 10km, os primeiros 2/3 foram os piores, apesar de vários trechos em estrada de terra, tinha muitas subidas que exigiam muita força, afinal o desnível acumulado era de mais de 1000 metros, do alto do morro era campo aberto e a paisagem sempre ajudava e motivava, várias descidas íngremes, single tracks, pedras, pasto sem trilha e só o último km de asfalto. Andei nas subidas mais difíceis e fui cauteloso nas descidas mais perigosas, apesar de ver corredores muito bons passando como raios nas descidas. Lá pelo km 12, numa descida até que fácil, tropecei e caí, como pode ver no vídeo, ralei um pouco o braço, mas nada que me atrasasse, continuei firme até o final com o sol castigando bastante.

Essa é daquelas provas em que o grau de esforço é medido pela duração e não pela distância, em 2015 vale escolher a sua com base no percentual que citei acima podendo facilmente variar para mais.

Concluíram 198 atletas nos 10km, 156 nos 21km e 53 nos 5km. (Veja os resultados)

As fotos estão disponíveis no MidiaSport e o vídeo que fiz enquanto corria está no ar. Clique para assistir. Consegui filmar todas as variações do percurso, o terreno e muitas paisagens bonitas.

Foto: Marcello Fim / MidiaSport

A prova tem cara, cheiro e clima de interior, Pirapora do Bom Jesus fica a 60km de SP e em 1h estava estacionando o carro no centro, sem flanelinha por perto. Se você esteve lá deixe sua opinião, ela pode ajudar outros corredores ano que vem!

A Volta do Baú 14/6 promete ser mais desafiadora, palavras da Shubi!

Enzo Amato

Foto: Marcello Fim / MidiaSport

Fiambalá Desert Trail, corrida no deserto argentino.

Meu grande desafio de 2014.

Pra quem leu o livro Nascidos para correr, onde alguns poucos ultra corredores viajam muito até chegar num lugar longe de tudo para poder correr, é impossível não relacionar com a Fiambalá Desert Trail. Basta navegar pelo site da prova, ver onde fica a cidade, como faremos para chegar e perceber que a aventura já começa por aí. É só para quem tem esse espírito.

Claro, se você leu o livro e pesquisou o site, talvez ache que eu esteja exagerando, mas o que quero dizer é que esse tipo de prova começa muito antes da largada. Tudo tem que ser pensado antes, e nas provas desafiadoras, esse tudo nos tira da zona de conforto acaba alimentando a ansiedade que tem que ser controlada com uma dose maior de auto confiança. É desse tipo de prova que gosto! Em que ritmo vou correr, o que vou comer, o que vestir…? Tudo é influenciado pela viagem que começa 3 dias antes da largada, ainda não sei nenhuma dessas respostas, mas traço alternativas para várias situações e já comecei a fazer uma lista do que preciso levar, os treinos para me deixar cada vez mais resistente e forte, o planejamento do que comer na longa viagem de ônibus no dia que o corpo mais precisa de energia, 48hs antes da prova, quais as comidas que gosto durante a prova que podem entrar no país…

Aí percebo que a prova já começou e ainda faltam mais de 2 meses. Será que as provas que não me tiram da zona de conforto conseguem me motivar dessa forma? Essa resposta eu sei, não!

Escolha uma distância razoável para seu condicionamento e curta essa aventura desde já!

Leia mais sobre o evento.

Enzo Amato

Pra guardar na memória.

Você deve ter algumas provas que guarda na memória, não tem?

Pois é, eu também, em 2013 pude participar de várias provas com paisagens legais, mas destaco duas delas, Mountain Do Atacama e Patagonian International Marathon, pela grandeza do lugar e dificuldade dos olhos e cérebro de dimensionarem a real distância e tamanho de cada montanha, pareciam tão próximas e combinando com a paisagem, mas algumas subiam a quase 3mil metros do solo e estavam há mais de 20km de distância. Algo possível de entender só estando lá.

Esses vídeos contam a história em 5min, mas os vídeos completos estão aqui no Blog. Inspire-se!

2014 venho com desafios no deserto, selva e neve no teto das Américas, clique e confira!

Mountain Do Atacama.

Patagonian International Marathon

Enzo Amato

 

Adventure Sports Fair 2014

Definidos os primeiros palestrantes da Adventure Sports Fair 2014

A Adventure Sports Fair 2014, que acontecerá entre 15 e 18 de maio no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, já tem os primeiros palestrantes de sua 16ª edição confirmados. O maior evento dedicado aos esportes e ao turismo de aventura na América Latina contará este ano com apresentações de nomes como os dos navegadores da Família Schurmann e o do biólogo, fotógrafo, cinegrafista e apresentador de TV Cristian Dimitrius, dedicado a documentar a vida selvagem e a história natural ao redor do mundo.

Além deles, já estão definidas palestras do casal Roy Rudnick e Michelle F.Weiss; do ciclista Arthur Simões; do jornalista e aventureiro Celso Cavallini; do mergulhador e cinegrafista submarino Lawrence Wahba; e da médica e alpinista Karina Oliani.

Com mais 160 mil quilômetros de estrada a bordo de um off-road, o casal Roy e Michelle percorreu 60 países nos cinco continentes e contará um pouco sobre a viagem e sua organização. Simões encerrou em 2009 uma volta ao mundo que durou três anos e dois meses a bordo de uma bicicleta. Em suas apresentações, fala sobre os desafios de sua viagem de 40 mil quilômetros, da importância de se conhecer e aprender a lidar com o medo, entre outros temas. Conhecido por reportagens de aventuras perigosas, esportes radicais, animais selvagens e treinamentos com forças militares, Cavallini traça em sua apresentação um paralelo entre suas aventuras e o dia a dia das pessoas comuns no trabalho.

Já Wahba, que tem em seu currículo mais de 3 mil mergulhos em 30 países, narrará suas aventuras entre os maiores tubarões do planeta. Por fim, Karina contará os desafios que enfrentou para se tornar a mais jovem brasileira a chegar ao cume do Monte Everest.

Devem participar ainda o árbitro de Mixed Martial Arts (MMA) e Ultimate Fighting Championship (UFC) Mário Yamasaki, que possui mais de 400 lutas no currículo, e o dublê profissional de ação André Franco.

A feira é ótima opção de enxergar novos horizontes, encontrar novos destinos e incentivar amigos e filhos a entrar no mundo da aventura, vou todos os anos e sempre encontro algo interessante e inspirador, já tenho meus palestrantes favoritos esse ano.

Enzo Amato

Fiambalá Desert Trail + informações.

A maior corrida non stop em deserto na América.

Essa é para os que querem algo diferente e relativamente próximo. Digo relativamente quando comparo com outros desertos pelo mundo, porque só para chegar em Fiambalá já será uma boa aventura, onde 100% dos corredores estarão prontos para o que der e vier.

Fiambalá fica na província argentina de Catamarca, clima e paisagem desérticos, no meio do nada, muitas horas de qualquer cidade grande, a 1360km de Buenos Aires, é aí que escolhi fazer 80km (tem também 50 ou 27km). Me chamou a atenção por ser num lugar diferente e desafiador, muita areia, dunas, montanhas, amplitude térmica e altitude.

Gosto de provas inusitadas, com pouca gente e sem dúvida a América do Sul ainda é meu lugar preferido para esse tipo de prova. Leia mais sobre a corrida.

Inscrições com desconto

O MidiaSport em parceria com a organização da Fiambalá Desert Trail disponibilizou 20 inscrições com desconto, 10 vagas para os 50k e 10 para os 80k. Fazendo a inscrição no link abaixo o interessado poderá pagar valores menores que no site oficial e em Reais.

Através do site oficial o valor é de US$ 150 para os 50k e de US$ 200 para os 80k. O valores promocionais do MidiaSport são de R$ 300 para os 50k e R$ 425 para os 80k.

Vale lembrar que nos valores de inscrição não estão inclusos os valores de transporte, traslado e hospedagem.

O link para inscrição com desconto é o seguinte: www.minhasinscricoes.com.br/fiambaladeserttrail/2014/

Como chegar:

Para nós brasileiros a melhor opção é ir de avião até Buenos Aires e de lá pegar o ônibus leito até Fiambalá pela agência oficial 360runn. Existem outros aeroportos mais próximos, porém mesmo assim você teria que fazer outra viagem de aproximadamente 300km de carro ou ônibus, passando por lugares com pouca infraestrutura, o que deixaria a viagem mais arriscada. (recomendação do organizador)

No site do evento existem opções e pacotes de transporte terrestre e hospedagem.

  • As inscrições para 80 e 50km podem ser feitas com desconto clicando aqui e para os 27km diretamente no site do evento.

Custos:

Apesar de gastar um pouco mais com a passagem aérea, por causa da Copa, compensaremos muito mais no transporte terrestre, hospedagem e alimentação por causa do câmbio, com o Peso muito desvalorizado com relação ao Real.

Passo a passo:

  1. Comprar voo até Buenos Aires*
  2. Reservar lugar no ônibus leito que vai de Buenos Aires a Fiambalá, sairemos da praça Itália, em Buenos Aires, dia 4 de junho 2014 às 19hs;
  3. Reservar hotel em Fiambalá;
  4. Reservar transfer até sua largada.
*Saída de Buenos Aires dia 4 às 19hs.
Retorno/Chegada a Buenos Aires no início da madrugada de domingo para segunda, dia 9 a 1AM.
Espero curtir muito essa aventura. Aos poucos deixo aqui no blog mais textos sobre os treinos, equipamentos, estratégias e toda preparação envolvida numa prova como essa.
Enzo Amato

RunBase Adidas

Pude participar da apresentação e inauguração da RunBase, ao lado do portão principal da USP, Rua Alvarenga, 1777. www.adidas.com.br/runbase (em breve no ar)

É um espaço de relacionamento e funcionará como um ponto de apoio ao corredor com vestiário, armários, chuveiros, contará com programação contínua  de atividades para  os corredores, também show room, experimentação de produtos, teste de pisada e não precisa ser dessa ou daquela equipe, reservar ou pagar, é só chegar.

São Paulo é a 4ª cidade no mundo a sediar uma RunBase Adidas, sinal que a marca está a todo vapor buscando inovação e promete o mesmo para suas corridas em 2014, que será anunciado em breve.

Vai atender aos corredores de segunda a sábado. É um conceito novo, apareça!

Enzo Amato

 

Fiambalá Desert Trail – Argentina

Fiambalá Desert Trail, vou subir mais um degrau nas ultras e para isso escolhi uma prova diferente e desafiadora, não só pela distância, mas pelo terreno, clima e altitude.

Existem 5 grandes corridas em deserto no mundo, em sua maioria nos grandes desertos africanos: Sahara Race (Egito), Marathon des Sables (Marrocos), 100 milhas (Namíbia), 100km Sahara (Tunísia) e Desert Race (Omã).

Fiambalá será a maior proposta acontecendo na América, dia 07 de junho 2014, na casa dos vizinhos argentinos, e uma das melhores corridas de deserto do mundo, pela beleza de suas dunas e montanhas, por suas paisagens imponentes e por ser em altitude.

Quando se pensa em deserto, o que vem na cabeça é calor e areia, porém a corrida será no inverno e a mais de 1600 m.s.n.m. por isso é muito provável que as largadas dos 80 e 50km aconteçam com temperaturas perto de zero, ou até negativas, podendo chegar até 29º a medida que vá passando o dia.

No percurso a areia será o principal obstáculo e não somente a distância ou o desnível.

3 opções de percurso:

80k: 66km areia + 10km terra + 4km asfalto
50k: 40km areia + 6km terra + 4km asfalto
27k: 23km areia + 4km asfalto

Em breve mais novidades.

Enzo Amato

Tênis Adidas Energy BOOST

Na inauguração da RunBase da Adidas recebi um modelo Energy BOOST, já testei e escrevo o que achei do tênis.

Lendo meu blog você percebeu que gosto dos modelos que tem pouco amortecimento e drop relativamente baixo, esse é meu gosto, o que escrevo abaixo é simplesmente o que achei desse modelo para que, com essa opinião, você possa reparar nas características que são relevantes para você na hora de escolher.

Corri com ele na rua e na academia, mas logo que sai de casa pisei no que um dono de cachorro resolveu deixar lá ao invés de recolher, (sabe cuidar de cachorro, mas não sabe ser gente) fiquei esfregando o pé no meio fio e acabei molhando a frente do tênis que ficou marcado, mesmo assim comecei o treino.

O tênis tem drop de 11mm (diferença de altura entre calcanhar e ante pé) é extremamente confortável, peguei um número maior do que costumo usar porque a fôrma é estreita, mas mesmo no treino de tiro não senti o menor incômodo nas laterais do cabedal, que sinceramente chegou a me preocupar quando provei porque é a parte do pé que mais tenho problemas, mas a malha é muito confortável mesmo.

A tecnologia BOOST promete absorção de impacto e ao mesmo tempo retorno de energia, não sei até que peso o corredor deve ter para sentir isso, mas eu com 57kg, realmente senti diferença pro EVA, para as pessoas mais pesadas, vale a pena comparar com a marca e tecnologia que está acostumado e sentir a diferença, acho que convence, outro ponto que gostei muito foi o grip do solado, pois mesmo com o chão molhado era bem aderente.

Nesse primeiro teste foram 7 tiros de 1km a 3’45 na esteira + 4km na rua, sucesso na academia, porque é muito bonito, aprovado pelos pés para correr, não precisa amaciar antes, mas achei um pouco difícil, de encaixar a técnica de tocar primeiro a frente do pé no solo, talvez o Supernova Glide BOOST que tem o drop um pouco menor facilite para as duas técnicas.

A marca que a água tinha deixado no início do treino havia sumido antes que eu chegasse em casa, ponto positivo também, secagem muito rápida. Gostei!

Depois dos 100km de corrida:

Muito asfalto e um pouco de esteira. O tênis continua com o solado novíssimo, mas como tem a fôrma estreita e meu pé não, ele me incomoda um pouco em treinos mais longos, acima de 2hs. Continua sem deformações e parecendo novo (sou cuidadoso).

Depois dos 300km de corrida: Está por vir…

Enzo Amato

Skechers GobionicTrail

Há uns anos atrás acreditava que as únicas inovações dos tênis de corrida seriam trocar as cores, porém para minha sorte, percebi que depois do livro “Nascidos para correr” o movimento de “simplificar” os tênis tomou muito mais forma e isso só vem me surpreendendo.

Recebi da Skechers, marca americana de calçados, o modelo da linha Gobionic Trail. Já testei e deixo aqui minha opinião.

O que me chamou atenção ao tirar da caixa:

  • É bem leve para um tênis de trilha;
  • O solado e fôrma mais largos, o que faz ter mais área de contato e distribuir melhor o peso;
  • 2 em 1, é possível correr com a palmilha e ter 4mm de drop ou também sem ela para ter drop 0mm. (drop é a diferença de altura entre o calcanhar e o ante pé);
  • O solado favorece a pisada com o meio do pé, ou pé inteiro, não existe a parte côncava no meio da sola e isso ainda favorece a aderência;
  • Os cravos tem ranhuras multidirecionais.

O que me deixou preocupado:

  • Se tivesse mais cravos aumentaria a durabilidade da sola.

Ao correr:

Corri numa trilha por 3 horas logo na estreia, não é preciso amaciar, passei por chão batido, pedras soltas e lama. Me senti muito bem com ele e a todo instante fazia comparações com meu outro tênis de trilha, mais reforçado, pensando nas características que me fazem gostar dele, e não senti diferenças consideráveis, a não ser pela leveza, 227gr. que se torna um ponto muito positivo numa prova longa. Não peguei chuva nem passei por mata fechada ou areia neste teste. Esses primeiros 30km me encantaram! O solado mostrou um pequeno sinal de desgaste nas ranhuras, mas ainda é cedo para falar sobre durabilidade, depois de uma ou duas centenas de kms volto a escrever sobre ele.

Para quem pretende começar a mudar a técnica e passar a aterrizar usando o meio e a frente do pé, esse é uma boa pedida e vale entrar na lista de comparações.

Nunca havia usado um tênis dessa marca, a primeira impressão foi ótima e usá-lo nas trilhas melhor ainda! Certamente usaria em provas importantes no meu calendário, por ser leve, confortável para meu pé, ter drop baixo mas não ter a sola dura, ser bonito e trilheiro.

Depois dos 100km de corrida:

Minha única decepção foi o rápido desgaste da sola, ela ainda vai durar, mas com 100km queria que ainda estivesse com cara de nova, tá certo que usei em trilhas difíceis, mas ele continua muito confortável no meu pé por ter a fôrma larga e sem deformações. Usei nas seguintes provas até agora:

  • 80km Fiambala Desert Trail  - Argentina 05/2014 (Leia o texto) corrida toda por areia, esse é o melhor terreno para esse modelo, por ter grande área de contato com o solo não te deixa afundar demais e perder energia.
  • 30km Kailash Trail Run – MG 03/2014 (Leia o texto) corrida mais técnica que já fiz, duríssima, e o tênis se saiu bem.

Depois dos 300km de corrida: Está por vir…

Enzo Amato

Circuito das estações, melhor tempo.

Para alcançar seu melhor tempo num determinado circuito ou distância é preciso ter em conta algumas variáveis.

Estratégia na prova:

Quando um circuito é totalmente plano, basta começar no ritmo certo e segurar até o fim, porém num percurso com constantes subidas e descidas, como o circuito das estações, pense em correr abaixo da média prevista nas descidas e acima dela nas subidas para no fim, concluir dentro do tempo médio por km que programou. Um aquecimento prévio correndo é importantíssimo, já que a largada tem logo 2km em descida e você já pode ganhar alguns segundos.

Monitore os batimentos:

Nosso corpo sempre busca um estado de equilíbrio, por isso os batimentos são importantes para todos os níveis de corredor. Para manter os batimentos estáveis será preciso acelerar nas descidas e reduzir nas subidas. Saiba qual a média de batimentos que você consegue manter numa prova forte. Nas subidas curtas, 1 quadra, não precisa se preocupar tanto, mas na subida longa, do 8º ao 10ºkm é importante manter os batimentos estáveis para não correr o risco de fazer 500m rápido e mais de 1,5km trotando até o fim.

Foto: Marcello Fim / MidiaSport

Foto: Marcello Fim / MidiaSport

Largar no pelotão com seu ritmo:

Se posicionar lá na frente para fazer mais de 40min nos 10km é quase um suicídio, o efeito manada na ponta é alucinante, você fará com que seus batimentos cheguem perto dos 100% logo de cara e não conseguirá suportar o ritmo até o fim só por causa desse abuso no início, por isso largue mais atrás conforme seu objetivo, tendo em conta que os da frente fazem abaixo de 40min e os do fundo acima de 1h. Ultrapassar os afobados ao longo da prova é mais motivador do que ser o afobado e ser ultrapassado a prova toda.

Tangenciar:

Parece óbvio, mas é enorme a quantidade de corredores que fazem as curvas “por fora” aumentando o percurso, a menor distância entre dois pontos é uma linha reta, e a distância da prova é medida por esse simples conceito, por isso não fique olhando para baixo, nem siga os outros, olhe para frente e mire seu traçado o mais reto possível, pela rua. Por exemplo, no elevado, na ida são várias curvas suaves a direita, mas vai ser fácil ver pessoas pela esquerda, claro no fim fazendo mais de 10km.

Clima:

A etapa de 16/3 inaugura o outono, mas ainda com clima de verão, por isso se o calor estiver forte no dia, é interessante ser mais conservador no seu objetivo. O clima é um dos fatores determinantes do desempenho e nem adianta lutar contra isso.

Estar disposto e com o combustível certo:

Numa prova que você vai para buscar sua melhor marca, é importante que tenha descansado ao menos 2 ou 3 dias e pelo menos no dia anterior não ter abusado de gorduras ou carnes nem tampouco pulado refeições.

Mente e corpo preparados:

Seu objetivo não pode ser um ritmo que você nunca tenha feito em treinos fracionados, por exemplo, sua meta é correr os 10km a 5’00” por km, mas desde que já tenha feito treinos de 4 ou 6km nesse ritmo, ou um treino com vários tiros de 1km mais rápido que isso. Caso contrário sua meta é muito audaciosa (ou você ainda é novato e consegue melhorar tempo em cada prova que vai).

Sua cabeça deve estar pronta para administrar o desconforto físico que uma meta audaciosa vai causar, você deve se motivar a todo instante, mesmo quando as adversidades aparecem, e elas aparecerão. Se ficar pensando que está difícil e que não vai dar, em algum momento vai acontecer.

Caso todos esses fatores combinem no mesmo dia, é provável que você alcance seu objetivo, mas o mais comum para os que já são bem treinados, é ser cada vez mais difícil baixar tempo, serão muitas tentativas até conseguir juntar tudo num dia. O importante é saber que dá, e que um dia vai acontecer.

Boa prova, nos vemos domingo!

Em breve o vídeo sobre o que acabei de escrever.

Enzo Amato