Indomit Costa Esmeralda Ultra Trail 100km. (+ vídeo)

1ª prova brasileira de 100km.

Meu palpite é que ano que vem já será a prova nacional mais internacional que teremos. A Bombinhas Runners chamou simplesmente o organizador da Patagonia Run acostumado a organizar provas nos mesmos moldes lá na Argentina, para ser o diretor geral da Indomit Costa Esmeralda e não menos importante o ultra atleta Manuel Lago como diretor técnico, entre outros profissionais que fizeram o evento ser um sucesso.

Desde os informativos detalhados no site bem antes da prova, passando pela preocupação ambiental, até a premiação, tudo rolou como os corredores esperavam, bastava correr.

2 minutos para a largada dos 100km no Pier de Porto Belo. Foto: Mario Sérgio

A prova principal teve um circuito, em volta única, de 100km que largou pontualmente a meia noite, de 17/05/2014 e passava por 3 municípios de SC, Itapema, Porto Belo e Bombinhas. As outras distâncias largaram de pontos diferentes do percurso de forma que todas terminassem no mesmo local.

Além dos 100km, haviam também 84, 65, 50, 21 e 12km. Destaco o grande número de atletas nas distâncias de 100km e 50km, mostrando claramente que a demanda por desafios maiores era grande aqui no Brasil, mas que ainda assim estamos longe do que já acontece na Europa e Estados Unidos, que sediam várias provas de 160km, acredito que estamos no caminho certo começando com bons eventos em lugares espetaculares.

Foto: Mario Sérgio

Escolhi participar dos 65km, tenho a intenção de chegar a correr 100km um dia e para isso venho me preparando com distâncias respeitáveis intermediárias. Larguei com outros 50 atletas às 6 da manhã, ônibus da organização nos esperavam em locais pré determinados nas 3 cidades para nos levar até a largada, e isso para todas as distâncias, tudo muito bem explicado no site, emails e no congresso técnico. Começamos em estrada de terra, ainda com iluminação dos postes, sabia que em pouco tempo estaria claro, mas ainda assim usei a lanterna por cerca de meia hora na trilha, esse primeiro trecho de trilha foi meio travado, a mochila estava pesada e eu ainda tentava entrar mentalmente e fisicamente na prova, foi um início lento e com batimentos baixos, o que é muito bom para amadores em provas longas. Depois da primeira trilha estava novamente em estrada de terra com paisagem de interior, passando por casinhas simples de campo com cerca de arame farpado beirando a estrada e o verde ainda escuro misturado com névoa da primeira hora da manhã, em 2h cheguei ao ponto de largada dos 50km, que também era um ponto de abastecimento, aproveitei para recarregar a mochila e comer algo, em poucos minutos estava na estrada novamente, às 8 da manhã já fazia 20º, quente para quem está correndo e o que era campo passou a ser cidade do interior, ruas de terra, casas, até cruzarmos a BR-101, sabia que logo a paisagem passaria a ser praiana, mas antes tínhamos a trilha mais difícil para quem fez 50km ou mais, subidas íngremes, descidas com terreno erodido, muito suor e força, passada essa parte o percurso se tornou uma variação entre areia de muitas praias, trilhas e um pouco de asfalto, ainda com algumas subidas e descidas desafiadoras para quem já estava com certa quilometragem nas pernas.

Foto: Mario Sérgio

O sol estava ótimo para quem queria ficar estirado na praia, mas apimentando a corrida alheia, calor e céu azul o dia todo, isso nos desidrata mais rapidamente e o correto é estabelecer novos parâmetros e diminuir a velocidade para manter os batimentos perto do ritmo confortável de corrida e cuidar muito bem da hidratação, um pequeno descuido pode gerar reações em cadeia difíceis de remediar na hora, como câimbras, batimentos acelerados por já estar muito desidratado, pressão baixa, moleza, cansaço generalizado e por aí vai…

Fui sempre cauteloso e confiante, mas depois dos 50km passei a sentir dor no joelho e resolvi economizar, não deixar meu corpo chegar até o fundo do poço porque sabia que levaria mais tempo para voltar, e como tenho outra corrida importante em breve, segui alternando corrida com caminhada, me sentia muito bem fisicamente, e sei que essa dor foi causada por um certo exagero de minha parte nos últimos treinos longos com curto período de recuperação entre eles, mas enfim, tinha que me virar ali, na hora, e segui da melhor forma ponderando todas as variáveis, queria desfrutar toda aquela prova e aquele lugar, e naquele momento teria que ser caminhando bastante, e assim o fiz. Completei meus 65km em 9h32, consegui gravar imagens maravilhosas (vídeo abaixo) e participei da primeira edição de uma prova que vai colher bons frutos nos próximos anos por toda preocupação e cuidado que mostrou para com os atletas.

Eu e o campeão dos 100km, Iazaldir Feitoza logo após a premiação, dele.

O percurso é rápido, o campeão dos 100km, Iazaldir Feitoza completou em 10h11, mas caso queira se arriscar, aí vai um número mais concreto, dos 84 concluintes nos 100km, 44 conseguiram terminar antes das 18hs enquanto os outros 40 fizeram entre 18 e 22hs, ou seja, praticamente metade leva mais de 18hs. É uma distância que exige muito treino longo para adquirir prática de como se vestir, o que comer, beber e claro, preparar o físico e a mente porque são muitas horas de esforço e momentos de altos e baixos emocionais. As outras distâncias são grandes desafios e merecem ser provadas.

Ano que vem tem mais, até lá!

Enzo Amato

Ironman, dica pré prova nº5.

Cuidado com o Cyborg!!!!!

Por Edu Coimbra

A prova é muito grande e a preparação não poderia ser diferente.
Todos nós estamos bem treinados, supercompensados no carboidrato, com o tanque cheio de energia, estoques 100% de glicogênio muscular e com fome de asfalto. A cabeça já está empurrando!

Até o km 90 da bike todo mundo é Ironman… até quem não treinou direito chega lá.

O perigo dessa fase é você exagerar na intensidade, é você achar que o cyborg que existe dentro de você (fruto da sua preparação) lá permanecerá até o fim. O erro capital é você dimensionar a pegada pelo “aqui e agora” e começar a fazer o que nunca fez.Se o seu horizonte for apenas o “aqui e agora” você poderá imaginar o seguinte: ” nossa, como estou bem… vou ganhar um tempinho”… campo minado!!!

Bom, a grande sacada em uma prova como essa é o exercício constante da sabedoria. É não limitar-se em avaliar a condição de momento, mas sim em como prorrogar ao máximo uma condição boa (ou como melhorar uma ruim). Em miúdos… é ter a consciência de que, “não basta eu estar bem” mas sim “o que eu tenho que fazer para permanecer bem!”

Se você dimensionar a intensidade  da prova no “aqui e agora” poderá ser o começo do fim, principalmente até a primeira metade.

Portanto, a dica de hoje é a seguinte: utilize sua sabedoria para prorrogar ao máximo sua boa condição física desde o inicio da prova, não caia na empolgação do cyborg que largou junto com você as 7 da matina, ele te deixará na mão quando mais você precisar.

Ironman, dica pré prova nº4.

Certeza que dá para (se) ajudar!

Por Edu Coimbra

Se tem “algo” que respeito no Ironman é a sempre espetacular participação dos voluntários.

É muito bacana o envolvimento e o compromisso que eles têm com o que estão fazendo. São atenciosos, e muito prestativos, estão lá por vários motivos, já fizeram a prova, sonham em fazer um dia, tem amigos fazendo, gostam do esporte e principalmente porque gostam de ajudar pessoas. Todos os postos de abastecimento no Ironman tem alto astral e se você demonstrar carinho eles retribuem em dobro.

Em contraste infelizmente, há atletas que acham que a prova e tudo que faz parte dela existe porque ele existe. Pensando assim eles tratam os voluntários com muita falta de respeito, arrogância e ignorância. E o que é pior… vê-se essa extrema falta de educação com uma frequência muito grande.

Por tudo isso é que respeito ainda mais o voluntariado… procuro retribuir ao máximo a atenção por eles dispensada.

Uma forma bastante eficiente de otimizar a contribuição deles é bem simples.

Na natação:

Assim que você sair da água e for procurar ajuda para tirar sua roupa de borracha não deixe os voluntários confusos… aponte o dedo indicador para um deles e diga firme: “VOCÊ!!!!!”   A partir daí ele terá total atenção direcionada para você e a “operação” como um todo terá mais sucesso e será mais eficaz.

Sobe a ladeira rindo quem vai pra curtir a prova. Enzo e Edu no Ironman BRA 2011 lá pelo km 60.

Na bike:

Ao se aproximar de um ponto de transição você verá uns 10 voluntários olhando pra você esperando um pequeno sinal para poder atendê-lo da melhor forma possível, pois bem… quanto mais tempo você demorar, mais complicada vai ficando a situação para os dois lados.
Defina previamente sua necessidade e repita o procedimento da saída da natação… aponte para um voluntário e diga firme “VOCÊ ÁGUA!!!!” ou “VOCÊ GATORADE!!!”.

O bacana disso é o seguinte… sem definir um voluntário todos estão mais ou menos concentrados em você. Na medida em que você define uma pessoa a atenção deste passa a ser 100% sua e você libera os outros 9 voluntários para atenderem os demais atletas. Simples e eficaz!!!!

Na corrida:

Repita o procedimento, mas com uma diferença, como a velocidade é menor do que a da bike, dá tempo de você agradecer e retribuir um pouco da gentileza e carinho dispensados.

Acredite, agradecer aos voluntários (staff) vai te motivar muito na prova, faça o teste e me conte depois.

Galera Show, nos vemos logo mais!!!!

Edu Coimbra

Leia também as outras dicas:

 

Musculação, agachar até 90º ou completo?

Descer tudo ou só até 90º no agachamento? Que dúvida.

Gera muita dúvida porque como tudo na musculação, depende de quem vai fazer o exercício, e a melhor pessoa para ponderar todas as variáveis envolvidas, tanto da pessoa quanto do exercício, é o professor! Ainda não inventaram relógio, aplicativo, programa ou o que for, que seja capaz de ponderar todas as variáveis possíveis, porque pasmem, os seres humanos são diferentes e até um mesmo indivíduo vive momentos diferentes no ano, na semana ou no dia, e tudo isso faz diferença na hora de executar o exercício.

Depois dessa breve explicação de que um personal trainer serve para isso e não para montar o aparelho, deixo a explicação de algumas dessas variáveis.

No agachamento se trabalha o quadríceps (parte anterior da coxa) e glúteo. O posterior da coxa não. Por isso, depois do agachamento faça a mesma quantidade de séries na flexora.

Descer até 80 ou 85º tem a melhor relação custo benefício para a maioria do público de academia que tem menos de 2 anos de prática regular e vigorosa, nessa angulação as fibras são bastante recrutadas com menor pressão sobre a patela, se comparado com o agachamento completo. A diferença entre o meio agachamento (descer até 90º) e o agachamento completo, é que no segundo, percentualmente algumas poucas fibras a mais serão recrutadas, mas com um preço mais caro para os joelhos e outras estruturas, que podem não estar adaptadas. Essas poucas fibras a mais fazem diferença no treino de alguém experiente, mas nenhuma vantagem significativa para a maioria.

Outra variável relevante é saber que maior amplitude de movimento, mesmo que feito com menos peso, resulta em maior força e hipertrofia do que movimentos curtos.

Outra vez, a melhor pessoa para avaliar essas e outras variáveis é o professor, em diferentes momentos da sua preparação uma ou a outra pode ser a estratégia mais interessante. Esse assunto renderia muito mais linhas se eu tentasse explicar o que seria melhor em cada combinação das variáveis, mas começando pelo básico, que citei acima, você já sai na frente.

As explicações acima foram resumidas por mim, com base nos estudos científicos apresentados pelos professores, que admiro pelo conhecimento, durante o último congresso que fui sobre musculação.

Enzo Amato

Ironman, dica pré prova nº3.

Amole bem seu machado!

Por Edu Coimbra

Daqui para frente a preocupação não deve ser exclusivamente com o corpo. Nossa cabeça está a milhão podendo facilmente entrar em colapso.

Essa tensão existe e é inevitável, porém podemos facilmente aliviá-la. A dica é: amolar bem o machado!
Como assim?

Se tenho três dias para cortar uma árvore, passarei dois deles amolando meu machado… Essa é a máxima!

Num evento tão grande como esse não dá para abrir mão de um bom planejamento. Tente elencar todos os eventos que envolvem a prova. Família, estadia, traslado, alimentação, equipamentos, acessórios, pessoas, trabalho, dinheiro etc, etc, etc. Desmembre cada em desses eventos em sub-eventos até chegar ao menor nível possível. Daí para frente separe esses micro eventos em dois times: variáveis controláveis e variáveis não controláveis. 

As variáveis controláveis dependem quase que exclusivamente de você: revisão da bike, compra da suplementação da prova, contratação do taxista, itens de reserva, pagamento da estadia, quem vai ficar com o cachorro, quem vai tratar do periquito, fardamento se frio, fardamento se calor, simulação de transição, simulação de troca de pneu etc.
As variáveis não controláveis são aquelas que não dependem de você: condições climáticas, trânsito, atraso do vôo etc. Para essas você tem que ter um bom plano de contingência.

Por quê essa papagaiada?

Simples: uma variável controlável negligenciada e que aparece na hora errada estraga tudo! Frita sua cabeça e você entra em parafuso, portanto, livre-se de todas elas na medida do possível.

Lembro de um exemplo que aconteceu em 2011: o horário em que chegamos para a largada da prova é uma variável controlável, depende de nós. É nosso hábito chegarmos 1h30 adiantado (alguns preferem chegar atrasados). Assim que chegamos na transição e fomos abastecer as bikes o Prunonosa gritou: “kct… meu pneu furou!” Correria geral…” kd mecânico?”…” tiro tudo da bolsinha ou não?”… “quem tem bomba?” E o locutor dizendo: a transição fechará em 20min… 15min… 10min… 5min… Socorro!!!!!

Resumo: Se você negligenciar a hora de chegada para a largada não há problema… desde que não ocorra nenhum problema…Mas se Deus cochilar ou não conseguir acudir todos ao mesmo tempo tua vaca vai pro brejo com chifre e tudo. Ah… e nenhum amigo vai poder te ajudar porque ele também está no “salve-se quem puder” 

Amole bem seu machado antes de cortar a árvore!!!!!! Livre-se das variáveis controláveis o quanto antes possível e estabeleça um bom plano de contingência para as incontroláveis!!!!!

Edu Coimbra

Leia também as outras 4 dicas do Edu.

Ironman, dica pré prova nº2.

Acabou antes de começar.

Por Edu Coimbra

Agora não é mais físico, faltando duas semanas a atenção deve ser redobrada… Atenção com o corpo e a mente.

Mais fácil do que chegar inteiro para a prova é chegar quebrado, cansado física e emocionalmente.

Descanse para chegar bem disposto e de tanque cheio.

No atual momento pouca coisa pode ser feita para melhorar o seu desempenho na prova, um bom descanso, p.ex, pode ajudar bastante, mas menos coisas ainda poderão ser feitas para arruinar com tudo… p.ex. errar na intensidade ou no volume de um único treino daqui para frente não será mais perdoado, nem dará para ser consertado… pagarás a conta na prova… certeza absoluta!

Na dica 1 falei do cansaço emocional… livre-se das variáveis controláveis.  Hoje estou falando do cansaço físico… obedeça seu treinador e compartilhe com ele a sua percepção sobre si mesmo.

Eu uso a estratégia de quase sempre treinar sozinho… não tenho referências  dos colegas… não tenho motivação para acelerar… não tenho uma competiçãozinha caseira para vencer… não tenho parâmetros técnicos, fisiológicos e principalmente emocionais que possam me desmotivar ou me levar ao cansaço.

Na dúvida tenha uma certeza: o descanso te fará melhor proporcionalmente do que treino errado.

Portanto, NÃO DEIXE SUA PROVA ACABAR ANTES DE COMEÇAR, DESCANSE!!!!!

Edu Coimbra

Leia também as outras 4 dicas do Edu.

Ironman, dica pré prova nº1.

Tive a oportunidade de poder treinar o Edu para seus primeiros 3 Ironman. Para muitos o Ironman é um desafio individual, mas se feito em grupo sob uma certa perspectiva ele se torna uma experiência de vida, o Edu sabe colocar as palavras melhor do que eu pude fazer nesses 7 anos ligado à essa prova, e gentilmente se ofereceu para dar dicas ao meu grupo de atletas que vai debutar em 2014, essas dicas foram pingando no grupo do Whatsapp, mas de tão úteis e bem descritas não podia deixá-las ali, para um pequeno grupo de pessoas, por isso vou dividi-las com vocês, espero que gostem tanto quanto eu.

 

Qual é sua VIBE?

Por Edu Coimbra

Faltando 2 semanas a “tensão” aumenta. Esse estresse é muito diferente daqueles do dia-a-dia. É especial paca… mas traiçoeiro paca. Todo o circo é motivador, faz parte, é muito gostoso, deve ser curtido e degustado e acima de tudo deve te fortalecer, entretanto, se não for domado pode ter o efeito contrário.
É muito fácil você ficar nervoso e qualquer detalhezinho te deixar muito pilhado.
Uma simples publicação de um treino fantasioso, um texto de jornal ou revista, uma projeção climática, uma piadinha de mal gosto dos amigos, um sarrinho da turma do trampo, uma mentirinha de outro atleta etc, podem te deixar a mil…
Chegando em Floripa essa situação é multiplicada por 100. Aquilo respira esporte, respira triathlon. Os pelos ficam de pé. Todas as bikes parecem ser melhores do que a sua, todos os atletas (com roupinhas de marca) parecem estar mais treinados e fortes do que você. Bate um sentimento de inferioridade catastrófico.  Alguns nadando, outros correndo e muitos pedalando e ostentando suas “poderosas” magrelas.
De fato… uma pequena parte disso acontece,  mas uma parte gigantesca é fantasia, emerge da sua cabeça,  das suas fraquezas internas… e nesse momento se alguém te fala algo, se você vê ou lê algo… a pilhagem vem a milhão!
O que fazer então nessas duas semanas?
Simples… para que você não caia nessa pilha desvairada, em primeiro lugar você tem que definir sua VIBE, o que você está procurando nessa prova… o que nela te deixará feliz… e o que você deve fazer pra que tudo saia conforme planejado.
Ao definir bem a sua VIBE você começa a perceber que cada um dos atletas que lá estão têm as suas. Da elite é: tudo ou nada, ganhar, ou no mínimo chegar no pódio… parar no meio da prova (se poupar para próxima se não for possível atingir o objetivo).
Dos amadores… aí tem de tudo: vaga pra Kona, recorde pessoal ou, simplesmente, chegar.
Quando fiz meu primeiro Iron eu defini meus objetivos… meu tesão era chegar feliz, inteiro, curtir e celebrar minha saúde,  minha família, meus amigos e minha relação de 35 anos com o esporte. E para isso minha bike era perfeita, minha dieta perfeita, minha roupinha sem marca perfeita, minha  Nutricionista, Coach e Psicólogo perfeitos. Foquei, blindei e domei  as emoções com foco na minha VIBE. Me senti o cara mais forte do mundo… Minha prova foi MARAVILHOSA!!!
Tudo deu perfeitamente certo… mas eu ainda tinha uma bala na agulha, mas não precisei usar… a prova é muito longa e muitos imprevistos podem acontecer… e nessa hora seu arsenal de contenção é indispensável para que você se mantenha motivado e com foco no seu resultado. 
Portanto… a primeira dica é simples, mas ao mesmo tempo muito delicada:
NÃO SE DEIXE PILHAR ALÉM DAQUILO QUE É “SAUDÁVEL” E MOTIVADOR. UMA BOA ESTRATÉGIA É DEFINIR CLARAMENTE SUA VIBE E ENTENDER QUE CADA UM TEM A SUA. FOQUE NO SEU RESULTADO E DEFINA UM ABRANGENTE ARSENAL DE CONTENÇÃO.  ENTENDA TODO O RESTANTE COMO SENDO UM GRANDE CENÁRIO ARMADO PARA A CELEBRAÇÃO DA SUA VITÓRIA.

Ótima prova!!!!!!

Edu Coimbra

Leia também as outras 4 dicas do Edu.

Adventure Sports Fair de 15 a 18 de maio.

Começa no próximo dia 15 de maio a 16ª edição da Adventure Sports Fair – o maior evento de esportes e turismo de aventura da América Latina, que acontece até 18 de maio no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Os ingressos têm valor promocional de R$ 10,00 para o primeiro dia e R$ 20 para os demais.

Os participantes do evento poderão elevar o nível de adrenalina com um simulador de queda livre, parede de escalada, tanque de mergulho, tanque de remada (para caiaque e stand-up paddle), pista de test drive de veículo 4×4,circuito de skate, arvorismo, tirolesa, pista de snowboard e esqui, slackline e highline, além de um espaço kids, com áreas de recreação e educação ambiental. Para os amantes dos possantes, a MXV, única no segmento de projetos personalizados para veículos, vai exibir uma Toyota Hilux equipada e camuflada.

Na área de artigos esportivos, uma das atrações será o estande da Salomon, especializada em calçados e acessórios para montanhismo. Entre as novidades estarão os lançamentos da coleção 2014, com venda direta no estande. Marcas consagradas de aventura, como Columbia, Thule, Kailash e as câmeras para esportes de ação X-TRAX também têm presenças confirmadas. Outro expositor que participará da feira é a King Brasil, mostrando sua extensa linha de roupas para pesca e aventura.

O evento contará também com a presença de personalidades que se destacam nas áreas do esporte e da aventura. Dentre eles estão a multiesportista, apresentadora de TV e médica Karina Oliani, a brasileira mais jovem ao chegar ao topo do Everest; o cinegrafista e fotógrafo Cristian Dimitrus, que tem no currículo produções para a BBC, Discovery Channel e National Geographic; Luah e Danilo, do projeto Walk and Talk, que percorreu 28 países nos cinco continentes; David Schurmann, da família que viajou o mundo em um veleiro; André Franco, um dos grandes dublês da América do Sul; e Renato Castanho, criador da Expedição Filmes, que produzdocumentários de natureza, aventura, esportes e vida animal.

A feira é uma grande oportunidade de conhecer novos destinos, novos esportes, grandes aventureiros nas palestras e apresentar um mundo diferente para a criançada, despertar novos interesses etc… Estarei lá mais uma vez!

Enzo Amato

Vídeo KTR

Vídeo da Kailash Trail Run, KTR – Refúgio Serra Fina em Passa Quatro – MG

O relato de como foi está aqui. Uma pena não ter conseguido imagens noturnas com a câmera, mas o vídeo mostra muito a variaçao do terreno, a inclinaçao e o visual do lugar, que é para poucos. Foi o mais puxado treino de quadríceps e glúteo que já fiz, subidas muito exigentes!

Espero que goste!

Enzo Amato