Palestra sobre corrida de montanha.

Corrida de montanha – de 0 a 100 milhas.

Esse é o título da palestra que Leonardo de Freitas vai ministrar no conjunto nacional em SP dia 16/7 às 19:30.

Conheci Leonardo na minha primeira prova de 80km no Chile em 2010, um bate papo antes da largada, porque depois ele voou na prova chegando entre os primeiros. Depois deixei o relato da vitória dele numa prova de 160km nos lençóis maranhenses. Incrível!! Clique para ler a crônica.

É preciso confirmar presença através do email: ferrero@freeway.tur.br

Te vejo lá.

Enzo Amato

Pontos UTMB, junte por acaso.

Será que o outro jardim é mais verde mesmo?

Reflexão muito interessante de Federico Lausique me fez compartilhar seu texto aqui no blog. Abaixo o texto na íntegra. Federico é organizador de corridas na Argentina e ao divulgar suas provas na França, durante a expo da UTMB ano passado, percebeu que todos aqui querem juntar pontos para ir até lá, enquanto que os de lá dizem ser longe demais vir até aqui. Tive o privilégio de participar de algumas provas no Brasil, Argentina e Chile e posso dizer que nossas paisagens, me refiro aos 3 países, enchem os olhos de qualquer um e nossos organizadores tiram leite de pedra para fazerem as provas acontecer e nos dar uma dose alta de aventura. Por isso divido a mesma opinião. Será que precisamos escolher só as provas que dão pontos pra poder ir na de lá? Isso é critério de escolha? Faz parecer que as daqui são de segundo nível e a verdade é que são incomparáveis, como ele diz no texto, é como comer pizza pensando no próximo churrasco. Temos tudo para aproveitarmos as provas e paisagens que temos por aqui e divulgarmos nossos países e paisagens para o mundo. 

Eu na Fiambala Desert Trail 80km – ARG 2014.
Corrida organizada por Federico.
Foto: Paolo Avila

Por Federico Lausi

Estimados/as!; Quería hacer un par de comentarios respecto a la enorme cantidad de consultas que recibí por el tema “puntaje para el UTMB de Yaboty” y a su vez, dar mi opinion como representante para Argentina del ITRA ya que ayer les envié justamente esto a los directivos pero en un inglés “indio” que me caracteriza (aunque bien frontal).

En el mundo son muchas las carreras que clasifican para el UTMB, yo fui uno de los primeros en Argentina con Yaboty en 2011 y luego Fiambala y ahora ya somos unos cuantos los que estaríamos “asociados” en esta cuestión de dar puntos para que corredores argentinos, corran en Francia el UTMB.

Al principio me pareció interesante, quizas por una cuestión de “pertenecer”, pero con el tiempo fuí cambiando mis sensaciones, porque me di cuenta que es grande el favor que les hacemos a ellos enviando a nuestra gente, que el que ellos nos hacen a nosotros ya que del viejo continente vienen a cuentagotas a correr aca (cuando estuve alla y promocionaba mi país, me decían en un inglés un poco mejor que el mío “oh no no no no… Argentina… is very far far far away…..”, osea, “es muy muy muy lejos…”). Que loco pensé, es la misma distancia para nosotros ir allá, que para ellos venir aca…. y nosotros tenemos un plus, tenemos a Cris en el poder… y asi y todo hacemos el esfuerzo y vamos. El ninguneo te hace abrir los ojos y sobretodo cuando amas a tu país, y eso fue lo que sentí allá.

Es cierto, nos llevan mucha ventaja en infraestructura…. aca hace poco una neblina dejo a varios corredores fuera de Fiambala por la suspensión de todos los vuelos a la vuelta tuve corte de ruta…, cuando estuve alla volé por LH en medio de una tormenta que sacudió el avion y el piloto aleman dijo “don´t worry…. the plane is ok”. Si si, alla tenes una diversidad de cosas que aca no hay, es muy raro un piquete o la cancelación de un vuelo por “neblina”… en fin..a lo sumo invanden un pais, entran en guerra y se matan todos pero eso hace ya varios años que no pasa… Europa es Europa…

Pero cuando pienso en aventura, pienso en Argentina, justamente porque aca tenemos los escenarios, aca tenemos la naturaleza, aca tenemos como diría mi hermano: “la papa”. Por eso deje de promocionar que mis carreras clasifican para el UTMB lo que no significa que no lo hagan…. tanto Fiambala como Yaboty, ambas dan puntos.

Sin embargo Yaboty aún no figura en la web del ITRA (estimo lo hará la semana que viene), porque los franceses querían las altimetrias y les cuesta entender que nosotros todos los años cambiamos el recorrido, y que cada recorrido es de verdadera aventura, se pasan por lotes privados donde necesitamos pedir permisos que algunos demoran meses, pasamos por parques provinciales cuyos permisos demoran aun mas, buscamos sendas, rincones, nuevos paisajes, abrimos la selva a machetazos, esto no se hace de un dia para el otro y por ende la demora.

Quería simplemente aclarar esto, para todos los que están soñando con chamonix y necesitan puntos, que tendremos no menos de 2 y 3 pts respectivamente (quizas mas) (fiambala dió 1 y 2 respectivamente y era más corta). Eso si, quienes vengan solo por los puntos, se van a perder la carrera… es como comer sushi pensando en el asado del domingo, o ir a comer pizza pensando en los ravioles de la abuela (un consejo de un humilde organizador, disfruten cada carrera como un evento único y si pueden, quedensé en Sudamerica…. que aca, aunque muchos se sigan negando, están las mejores carreras del mundo).

Federico Lausi.-

AP Trail Run Ultra do Itacolomi.

Parque Estadual do Itacolomi, ao lado de Ouro Preto – MG.

É a próxima corrida que vou conhecer, APTR Ultra do Itacolomi, dia 4 de julho. Ela faz parte de um circuito de 5 etapas em locais diferentes ao longo do ano.

Entardecer em Ouro Preto
Foto: Ricardo Bevilaqua

Conheci Ouro Preto há pouco mais de um ano e se o percurso da prova tiver as mesmas subidas escandalosamente íngremes, sem dúvida será uma corrida pra não esquecer.

Essa é uma das cidades brasileiras que todo brasileiro deveria conhecer, e com prazer. Participar de uma corrida na região vai unir o útil ao agradável.

As inscrições estão disponíveis até dia 29/6 para as 3 distâncias, 55km, 25 ou 12km. Visite o site do evento.

APTR Itacolomi 2014
Foto: Danylo Goto

Enzo Amato

Indomit Bombinhas Vila do Farol.

Praias, trilhas e morros esperam por você na Vila do Farol INDOMT Bombinhas dia 15 de agosto 2015.

A prova passará por 17 praias com largada e chegada em Bombinhas. É um belo desafio de trail. Ao mesmo tempo consegue receber atletas cascudos nos 42km individuais, e também aqueles com pouca experiência nas trilhas que podem escolher o revezamento em duplas ou os 12km individuais.

Edição de 2014
Foto: Santiago Asef

Já fiz e recomendo! Clique e leia como foi minha corrida em 2013.

Poucas provas tem o privilégio de receber atletas de 20 estados brasileiros, mais de 900 inscritos e menos de 100 vagas disponíveis. Uma verdadeira festa do trail running.

Visite o site do evento.

Tênis Skechers Go Run 3

Não me pergunte por que, apenas aproveite.

Super leve, só 198gr no tamanho 39 e 255gr. no 41. drop de 4mm com a palmilha e zero sem ela. Sola confortável projetada para induzir o toque no solo com o meio do pé (ao calçar dá a impressão do calcanhar estar mais a frente). Cabedal é firme, mas bem ventilado e muito bem acabado.

É um tênis que poderia facilmente e justificadamente custar o mesmo que seus concorrentes de marcas mais famosas, mas ele custa metade.

Skechers Go Run 3

Meu único porém é testar a durabilidade da sola, um outro modelo da marca se desgastou muito rápido, mas o Go Run 3 até agora não mostra os mesmos sinais. Vou ficar de olho aberto quanto a isso e escrevo daqui um tempo com mais quilômetros acumulados. Por enquanto tem me agradado muito.

Os muitos pontos de contato com o solo pode ter feito diferença entre esse e o outro modelo Skechers que tenho, pois esse com 40km ainda parece novo.

Só o fato de ser possível correr sem a palmilha comprova o bom acabamento, aliado ao baixíssimo peso e bom preço, na minha opinião se tornam bons motivos para testá-lo.

Preço sugerido: R$ 299,00

Enzo Amato

Ultra Fiord, vídeo e dicas para enfrentá-la.

Foi a prova mais insana que já fiz, por isso fiz questão de saber a opinião de corredores mais experientes, e eles também consideraram a Ultra Fiord bem difícil. Assim sendo todo cuidado é pouco, e necessário.

Se eu tivesse que resumir em um palavra seria, garanta-se! A primeira edição pegou muita gente desprevenida sobre a real dificuldade do percurso, e deixou mais de 40% dos inscritos nas 3 maiores distâncias sem medalha de finisher.

Tenha comida extra, roupa extra, meias, pilhas para lanterna, outro tênis e um kit de primeiros socorros. Assim você “só” precisará se preocupar em cumprir a distância sem passar apuro por causa do equipamento.

Junto com o vídeo aproveito para deixar algumas orientações para quem pretende ir ano que vem.

  • Escolha uma distância que já tenha feito, essa não é a prova para experimentar distância nova.
  • Leve outro tênis para trocar num dos pontos de apoio, os últimos 44km antes de Puerto Natales são por estrada de terra e é melhor estar com tênis e meias limpas e confortáveis.
  • Deixe um par de meias reserva em cada drop bag. Acredite, isso não é perda de tempo, nem frescura. A prova destrói seus pés aos poucos.
  • Os pontos de apoio estão longe uns dos outros, por isso tenha comida extra e um bom kit de primeiros socorros na mochila.
  • Pilhas reserva, mais de uma troca e outra lanterna com mais pilhas no drop bag. São 13 horas de escuro por dia. Lembre, garanta-se!
  • Bastões de trekking para o trecho de montanha, um ou dois.

A parte da neve foi espetacular e não foi preciso nenhum outro equipamento específico. É mais escorregadia que o barro, só isso.

Assista aos vídeos, leia atentamente o site da prova e outras crônicas para poder se preparar e separar os equipamentos corretos. Mais detalhes na minha crônica.

É uma longa jornada no mágico mundo dos fiordes.

Enzo Amato

Vulcano Ultra Trail 2015, 2º lote neste sábado.

O segundo e último lote abre neste sábado dia 13/6. O primeiro se esgotou em meia hora.

A VUT foi considerada a melhor corrida de trail do Chile em 2014.

Este ano a maior distância, 100km, dará a volta completa no vulcão Osorno. É uma das provas mais difíceis que já fiz, e olhe que em 2014 fui nos 35km e levei mais de 5hs para completar (assista ao vídeo abaixo), por isso considero os 42km um grande desafio.

É um lugar que une paisagens belíssimas para quem vai correr e também para os acompanhantes que ficarem na charmosa cidade de Puerto Varas. Não preciso escrever muito porque o vídeo se vende.

Visite o site do evento

Enzo Amato

O Ironman dos Leandros.

Por Leandro Dasler

“Hum… Meia… Quatro… Isso mesmo!!! Hum Meia Quatro Nove!” Foram com essas palavras proferidas pelo Carlos Galvão apontando para minha esposa que segurava meu número de peito do ano anterior que meu Ironman 2015 começou. Depois de ganhar uma inscrição tão cobiçada não havia outra escolha. Pois é, ganhei a inscrição de 2015 num sorteio que rolou durante o lançamento do DVD oficial em julho de 2014, nesse dia ficou sacramentado que haveria uma história para ser contada em 31 de maio de 2015. Esta história aqui.

Embarquei para Floripa na quarta-feira em três pessoas. Fabíola, esposa, co-coaching, co-nutri, co-pacer, co-médica, co-enfermeira e companheira que acompanhava dois homens. Um deles era o Leandro P3, aguardado para a prova desse ano, era o centro das minhas atenções quando calculava as previsões de prova, requisitado em todos os bate-papos com amigos, zeloso com seu equipamento e cauteloso nas perspectivas de médias para os 180km. Falava, elogiava e era elogiado. Ninguém sabia o que poderia ser feito, mas todos apostavam que Leandro P3 seria o diferencial de um Iron para o outro. De 2014 para 2015. A aposta certa para baixar o tempo de 2014 em 1 hora. A terceira pessoa foi o Leandro corredor, quieto, calado e sem holofotes, chegou no aeroporto e, somente foi útil quando precisou carregar alguma mala ou segurar alguma porta para acomodar uma bagagem ou a bike. Ficou quieto. No grupo, sempre andava um pouco para trás e sempre prestava atenção para não ser deixado pra trás. Dormimos nós três no quarto e passamos os dias juntos. Fabí, Leandro P3 e Leandro corredor.

Domingo levantei cedo. Dentro do horário e tudo previsto. Havia dormido bem e meu relógio biológico estava acostumado a acordar cedo. Tomei café e voltei pro quarto. Banho rápido e fomos para Jurerê. Haviam muitas dúvidas sobre quais as roupas para pedalar e como estaria a temperatura. As dúvidas só não eram maiores que o assédio ao Enzo para arrancar, talvez como último suspiro, algum conselho que pudesse ser útil para a prova.

Preparação feita e todos encaminhados para a largada. O clima na minha cabeça era tranquilo. Sabia que precisava somente nadar. Diferente do ano passado onde a natação era o grande desafio, esse ano sabia que nada de surpreendente nem de decepcionante poderia acontecer. Eu simplesmente nadaria e pronto. Estava tranquilo. E assim foi. Haviam ainda dois Leandros me esperando. Um lá quieto na T2, Leandro corredor, sentado em uma das cadeiras amarelas da transição aguardando sua vez. Na T1 estava quem mais me pressionava para terminar: Leandro P3 ia e vinha, conversava com um, batia foto com outro, apertava novamente os pneus, voltava, alongava, arriscava falar em 32km/h de média…

Aquele som da buzina que emana às 07:00 é um dos motivos que fazem os atletas voltarem ao Iron no ano seguinte. Ele é seguido de uma gritaria de todos os lados e uma corrida orgânica pra água. Start no Garmin! Ajeitei o óculos, afirmei a touca mais uma vez. Toquei a água: me benzi, pedi ao pai lá em cima que protegesse à mim e todos os atletas. E fui pro mar. A água não estava tão gelada quanto parecia. Mas o mar parecia mais vazio do que estava.

A organização mudou o formato da natação colocando boias intermediárias. Com isso todos os atletas ficaram afunilados e o bate-bate foi mais constante. Graças a Deus não tomei nenhuma pancada forte. Nem dei nenhuma. Fui nadando. Os primeiros 300 metros nadei exatamente ao lado do Ronaldo. Depois minha navegação me mandou pra outro lado e nos perdemos. Continuei em frente. Virei a primeira boia, contornei a segunda e parti em direção à praia. Comparado com o Iron do primeiro ano essa primeira perna demorou demais. Nadava, nadava, nadava e não chegava. Ao fazer o contorno na areia olhei no garmim: Vi o tempo mas não processei nada. Não havia perspectiva. Não sabia se estava indo bem ou se estava ruim. Olho pro lado e vejo o Bolla. ESTOUREI! Sabia que ele nadava bem e fiquei feliz. Mais feliz ainda quando ele me disse que estava 3 ou 4 minutos abaixo do que ele tinha previsto!! Vamo que vamo! Demos um abraço forte e caminhamos para a água. Partimos para a segunda perna. O mar estava mais mexido na segunda volta e os estímulos foram diferentes. Foi mais legal, pois deu uma cara de mar na natação. Quando reparei estava saindo da água. Olhei no relógio e estava 1h15min. PQP!! mais de 5 minutos abaixo do que eu previa e não havia feito esforço. Ótimo. Bora pra T1 que o Leandro P3 esperava seu momento.

Encontrei a Fabí na saída da água. Legal! Bom ela saber que está tudo bem comigo…rs Pego a sacola e corro para a tenda. LOTADA. LOTADA. Perdi uns 2 minutos com os staffs atrapalhados tentando acomodar todos. Fiz minha T1 no chão mesmo. Foram 10 minutos. Paciência. Agora era a hora!!

Leandro P3 subiu na bike e vamo que vamo! Encontrei com a Fabí ainda na Búzios novamente. Aquela força extra que faltava. No começo estava ventando um pouco e olhava atenciosamente para a média, que começava baixa. Muito baixa. Aí pegamos a estrada e foi abrindo um pouco o caminho. Já quase na beira-mar olho para alguns atletas voltando e vejo o Ale. Noto que o retorno não estava muito longe e pensei: Estou bem! A primeira volta passou muito rápido. Alimentação a cada 10 km. Tudo certinho. No retorno de Canasvieiras na primeira volta vejo o Witney bem à frente. Retorno e percebo o Ale já atrás de mim. Possivelmente eu o tenha ultrapassado quando ele fez alguma parada. Legal! Logo ele vai colar e vou ter uma boa referência. Entro em Jurerê e encontro o Enzo no mesmo ponto que o ano passado. Junto com o Dú Coimbra. Pela cara dos dois eu estava bem kkkk. Viro nos 90km e não achei a Fabí. Fiquei um pouco preocupado. Gritei para o Enzo avisar que eu já tinha passado caso encontrasse com ela.Olho no relógio e estava com 33.1km/h de média. Pensei: Pelo vento no início e a sensação de esforço que eu fiz está ótimo! Me alimentando certinho ainda e seguindo tudo como previsto.

Na segunda volta as dores que eu esperei na lombar e no pescoço não vieram. No km 140 consegui alcançar o Witney. Pedalamos juntos uns 10 minutos, batendo papo e curtindo a prova. A vontade de martelar os pedais era muito forte, mas fiquei calmo e segurando a vontade. A média foi caindo até 32km/h e eu sempre pensando que a prova estava boa e não havia necessidade de arriscar. Depois da última subida me perdi do Witney e resolvi apenas fazer um esforço para manter a média acima de 32km/h e pensar somente na maratona. Estava no km 170 e a alimentação estava 100%. Dava pra pedalar mais uns 50km fácil. Nesse Iron, assim como no ano passado, acabei pedalando próximo há alguns atletas a prova inteira. Sempre tive uma subida forte e com isso passava muita gente. Depois na descida sempre fui conservador (nas duas últimas nem clipado eu estava..rs) e era ultrapassado. Ainda brinquei com um carinha que pedalou perto de mim desde o km 10: “Vou telefonar pra Latin e pedir para colocar mais uns 60km pra ter graça! Missão cumprida” brinquei com ele.. Chegando na virada da Búzios encontro o Enzo e sinalizo que estava tudo bem. Avistei ainda a Fabí chegando e fizemos muita festa! Estava muito feliz de ter entregue a bike em primeiro da turma. Cheguei na área de desmonte sem inventar de tirar a sapatilha andando. Nada disso. Simples! Menos é mais. Pedal para 5h36min. 32.1 km/h de média. Ótimo.

Esses próximos 10 minutos de prova foram determinantes pra mim. O final da bike, os 4min59seg de T2 e os primeiros 5min da corrida. Sabia que estava bem e que chegaria inteiro pra maratona. No final da bike eu só pensava no livro No ar Rarefeito, de Jon Krakauer, reforçava que nessa hora não podemos tomar decisões e devemos seguir o que foi planejado. Pensava muito no trabalho que fiz esse ano novamente com o psicólogo Rafa Dutra, na frase “Deu duas horas vc vira e volta”. Lembrava da música que trabalhamos no último encontro: Simples Assim, do Lenine. Calma. Segura. Calma. Segura. Só que quem estava pensando nisso ainda era o Leandro P3.

Sub 11h foi sim um objetivo que apareceu depois que os treinos começaram a encaixar. Só que para isso dar certo, segundo minhas contas, eu precisava SAIR da T2 com 7 horas de prova. Faria uma fantástica maratona para sub 4h e tudo certo. Porém eu saí da T2 com 7h07min. Leandro P3 comentou: “Fiz o que pude para deixar vc inteiro! Corre bem aí e não quebra que dará 11h baixo. Só que ele não contava com uma coisa…

O Leandro corredor resolveu mostrar serviço. Lembrei de todos os treinos de pista que fiz, ainda garoto, lá no São José. Das muitas corridas que participei. Da pasta com diversos números de peito. Que correr sempre foi algo orgânico pra mim. Saí sem frescura. Garmin, tênis, comida e só. Leandro P3 ainda fazia contas para 11h15min quando o corredor falou baixinho pra ele: “Sossega o facho aí que vc ainda é garoto. Tenho umas coisinhas aqui que eu preciso te mostrar”. E o que aconteceu daqui pra frente foi algo que eu não esperava.

Encontrei com a Fabí depois de uns 500m e vi o Enzo no primeiro km. Ele foi bem enfático: “Vai assim que vai dar Sub 11h”. Os primeiros km foram por volta de 5’00” p/km. Só que meu foco estava no bpm. Sabia que não deveria passar dos 140. Então não liguei pro pace. Estava mais rápido do que eu planejei, mas o importante era o batimento. Religiosamente essa regra foi cumprida. Vagaroso nas subidas pesadas da primeira parte e constante nas retas. A meia foi fechada para 1h53min. Sabia que o Sub 11 estava garantido já. Passei pelo Dú Coimbra e as palavras dele ficaram fixas na minha cabeça: “Leandrão, tá animal meu velho!! Tá animal!!”

No retorno falei com o Enzo que estava confortável, mas que eu não iria abusar. Mantendo aquele ritmo eu trabalharia uma margem de folga do Sub 11h para algum imprevisto como um banheiro ou algo assim. Novamente eu passei pelo Enzo no km 30 e confirmei para ele: “Vou manter isso aqui para não colocar nada em risco!”. Até dá, mas eu não quero.

Foi uma maratona para 3h43min. Em nenhum momento o bpm passou de 140. Não andei nenhuma vez e não fui ao banheiro. Não tive dores nem câimbras. Nem sede nem fome (isso tem um nome e se chama Ricardo Zanuto). Nenhum problema de estômago. A única dúvida que fica é: Será que eu poderia fazer abaixo? Ainda não posso responder essa pergunta. Mas em 2014 eu disse que veria o pórtico novamente. Um dia. Esse dia chegou. Teve nome tb. 31/maio/2015. Cheguei feliz! Lembrei do Enzo falando pra curtir o tapete. Lembrei da minha esposa e do quanto ela se dedicou para que tudo isso desse certo.

Atravessei o tapete olhando para o pórtico e afirmando: “Eu vou sentir muuuita saudade. Mas valeu tudo”.

(Fabíola Gomes + Enzo Amato + Ricardo Zanuto) / 3 = Leandro Dasler

Leandro

Corridas ainda para 2015

Ainda dá pra treinar firme para encaixar uma prova em 2015 aproveitando o condicionamento conquistado no ano. Veja algumas provas legais que unem lindas paisagens, percursos desafiadores e por que não, uns dias de passeio.

  • Nacionais

Mountain Do Costão do Santinho – Florianópolis SC – 27 de junho (visite o site do evento) 42, 22 e 8km

K21 Maresias – Litoral norte de SP – 18 de julho, 21, 10 e 5km (visite o site do evento)

KTR Campos do Jordão Serra da mantiqueira SP – 8 de agosto, 42, 21 e 12km (visite o site do evento)

Indomit Vila do Farol – Bombinhas SC – 15 de agosto 42km, 2x21km e 12km (visite o site do evento)

Mountain Do Lagoa da Conceição – Florianópolis SC 3 de outubro, 70km em revezamento de 2, 4 ou 8 atletas (visite o site do evento)

Desafio Praias e Trilhas – Florianópolis SC – 17 e 18 de outubro, 84km em dois dias (visite o site do evento)

Indomit Costa Esmeralda - Bombinhas SC – 07 de novembro, 100, 80, 50, 21 e 12km (visite o site do evento)

  • Internacionais

Yaboty Ultra Marathon – Misiones – Argentina fronteira c/ Brasil, 100, 70, 42, 26 e 12km (visite o site do evento) inscrições disponíveis no MidiaSport.

Patagonian International Marathon – Puerto Natales, sul do Chile, 26 de setembro 60, 42, 21 e 10km por estradas de cascalho no Parque Nacional Torres del Paine. (visite o site do evento)

Ultra Trail Torres del Paine – Puerto Natales, sul do Chile, 3 de outubro 100, 50, 25, 10km e km vertical, por trilhas do circuito W do Parque Nacional Torres del Paine (visite o site do evento)

Vulcano Ultra Trail – Puerto Varas, Chile, 5 e 6 de dezembro 100, 73, 42, 21 e 13km ao redor do vulcão Osorno (visite o site do evento)