Clínica com as feras da corrida de montanha.

Já se imaginou nadando com Cielo ou batendo uma bolinha com Neymar? Pra quem gosta de correr foi assim.

Carlos Magno, o mais alto, Manu Vilaseca, eu, Fernanda Maciel, e Marcelo Sinoca – (Foto: Marcelo Fim)

A clínica com os corredores(as) de montanha da marca The North Face aconteceu em Cotia, na grande SP.

Meu grande motivador para participar era poder conhecer de perto a Fernanda Maciel, 4ª colocada na famosa Ultra Trail Du Mont Blanc, de 168km, e quem sabe correr um pouco ao lado dela. Esse estopim acabou me dando o grande prazer de conhecer de perto outros atletas que entraram para minha restrita lista de atletas profissionais que admiro.

Eram 5 estações com temas diferentes onde cada atleta falou sobre um deles, éramos cerca de 40 pessoas divididas nessas 5 estações, o que acabou deixando a conversa bem mais pessoal com grupos pequenos que trocavam de estação a cada meia hora mais ou menos, comecei ouvindo a Manu Vilaseca falar sobre a parte mental de enfrentar essas provas longas, a Rosália Guarischi sobre a realidade de todos nós, inclusive a deles, de encontrar tempo para treinar e trabalhar, depois o Marcelo Sinoca sobre as minúcias de escolher bem os equipamentos adequados para as condições da prova que vai enfrentar, aí passei para o Carlos Magno que falou sobre estratégias de prova e finalmente a Fernanda Maciel que contou sobre a preparação dela para arrasar na UTMB 2014 encarando outras provas duras como treino.

Suando a camisa
(Foto: Marcelo Fim)

Depois do café da manhã, e dessa parte teórica, encaramos a trilha com os atletas que deram dicas valiosas tanto para corredores experientes quanto para iniciantes, desde travar o abdômen nas descidas até como usar os bastões com agilidade nas subidas, então passamos para o almoço e mais momentos de interação com todos, inclusive fotos.

Como treinador o que pude aprender ouvindo cada um deles é que mesmo os atletas que brigam pelos primeiros lugares passam por altos e baixos motivacionais durante as corridas e que além da capacidade de correr mais rápido que a gente, eles também desenvolvem uma força mental muito grande para continuar. Pude também perceber no discurso de todos eles que o prazer de correr vem em primeiro lugar, seguido da capacidade de treinar e da força mental para contornar as dificuldades, é um processo evolutivo que podemos associar ou comparar com qualquer esfera da nossa vida, tanto na pessoal e profissional, quanto na esportiva.

Rosália, Lu que organizou o evento e eu.

Outros detalhes pessoais citados por eles servem para nos ensinar que a essência está em adaptar tudo para a nossa realidade a partir da prática, ou seja, não é necessário correr sem meias como o Carlos Magno, ou de short em provas com temperaturas negativas como o Sinoca, mas sim descobrir o que funciona para cada um de nós através da prática, dos erros e acertos, para que tudo culmine no prazer de se desafiar e nunca parar de explorar. Depois de mais de 18 anos de corrida pude aprender um pouco mais com eles, pena que estava tão embasbacado por estar tão perto deles que as perguntas que eu tinha na cabeça sumiram, mas me conforta lembrar de um professor que dizia que quando saímos de um curso com mais perguntas do que quando entramos é porque aprendemos algo.

Espero poder encontrá-los mais vezes antes da próxima clínica.

Enzo Amato

Psicologia e Corrida: As primeiras passadas!

A Corrida de Rua cresce em progressão geométrica! O número de praticantes, de provas, de revistas, de assessorias esportivas e de tudo que envolve esse universo, aumentou significativamente nos últimos anos.

Dentre todas as pessoas que vemos em cada prova, com certeza encontraremos diferentes tipos de praticantes. Desde aqueles que correm despreocupadamente, com amigos, pela curtição, passando pelos que estão sofrendo para conseguir aderir à atividade física por ordem médica, até os mais metódicos, cheios de assessórios e planilhas, disciplinados na superação de seus desafios e conquistas pessoais.

A própria Psicologia passa a fazer parte desse universo dos corredores amadores, o que antes era exclusividade dos atletas profissionais! E embora desconsiderada por muitos, a preparação psicológica, ou ao menos a atenção a este lado psicológico da corrida, é de extrema importância.

Para quem está começando a correr, acredito ser bacana começar desde cedo a dar atenção para este aspecto, afinal, ele interfere diretamente não apenas no seu desempenho, mas principalmente no prazer e na qualidade da atividade física, explorando todos os benefícios que a corrida pode trazer para a vida de cada um.

Defendo a tese de que praticar corrida pode ser um ótimo instrumento de autoconhecimento e autodesenvolvimento, e é sempre daí que partimos: do autoconhecimento. Para quem vai dar as primeiras passadas, convido a dar aquele mergulho em si mesmo, pensar em sua trajetória no mundo esportivo, nas coisas bacanas que a corrida pode trazer em sua vida, nos obstáculos que já são anunciados (e pensar como superá-los) e principalmente pensar no seu jeito de ser diante de novos projetos em sua vida, a chance de você fazer com a corrida o que faz com todo o resto é grande, e autoconhecimento é a base do sucesso para um iniciante.

A atividade física se torna um vício, e isso não é brincadeira, e lidar com isso de uma forma harmônica é indispensável. Mas até chegar nesse ponto, passar os primeiros meses e as primeiras provas, a automotivação e a disciplina são fundamentais. Muitos buscam como estratégia correr com amigos, outros preferem correr sozinhos, alguns colocam objetivos de distâncias e tempos, outros de viagens e provas em lugares diferentes, não importa, o importante é você saber o que pode fazer bem para você e investir nisso.

Não importa se você é um praticante despreocupado e quer curtição ou se você é um praticante disciplinado e metódico, o importante é que a corrida te faça bem, quem sabe ela ainda te ajuda a desenvolver novas habilidades e novas formas de ser!

Para quem vai dar as primeiras passadas, uma boa reflexão e aquela conversa de você com você mesmo é mais que bem-vinda. Se conhecer é o primeiro passo para começar suas primeiras passadas com o pé direito.

Boas passadas a todos, iniciantes ou não, afinal, tudo o que vivemos, em essência, é sempre inédito!

Forte Abraço,

Rafa Dutra

Psicólogo da Assessoria Esportiva Enzo Amato onde trabalha com corredores e triatletas amadores, colunista do MidiaSport e do Blog do Amato, e autor do Blog [Cada Prova], onde relata sua trajetória no universo da Corrida de Rua.

Homen de ferro e coração derretido.

Esta crônica foi escrita pelo amigo Edu Coimbra alguns dias depois de ter concluído seu primeiro Ironman ano passado.

Por: José Eduardo Osias Coimbra

No dia 26 de Maio de 2010,  a Angela, o Lucca e a Laura partiram para o sul do País rumo ao sonho do Papai, eu, Zé Eduardo, um atleta amador de 42 anos que iniciou no esporte aos 3 anos de idade. Durante todo o trajeto pensava na prova, no desafio, no sonho da linha de chegada. Em alguns momentos partia do banco traseiro do carro um gritinho: “Papai, você está me ouvindo? Estou falando com você!” Graaaande mancada, mais uma bronca.

Chegando em Floripa a ansiedade aumentou, a cidade respirava esporte com 36 países representados, havia mais bikes nas ruas do que carros… Fiquei morrendo de vontade de colocar minha roupa e sair para treinar, sabia que se fizesse um “quebra gelo”, um trotezinho meia boca, eu já me acalmaria. Mas não! Lembrei do meu técnico que me disse várias vezes: “Edu, o descanso é total nos três dias que antecedem a prova, você tem que acumular energia, não se impressione com o treinamento dos outros competidores etc, etc, etc”. Foi difícil, mas consegui ficar parado todos esses dias comendo basicamente macarrão, atum, queijo fresco, e geléia.

Chegou o grande dia. Consegui dormir até às 3 horas da matina, levantei e fui logo fazer a barba… queria sair bonito nas fotos, preparei minha alimentação pré-prova e mais alguns detalhes finais, e às 5 horas em ponto fui ao encontro do meu técnico e colegas. A cidade já estava muito movimentada, faróis de carros nos dois sentidos, agitação total.

Quando o local da largada foi se aproximando, meu coração ficou mais agitado. Iniciamos todo o ritual de troca de roupa e conferência dos últimos detalhes. Os alto-falantes anunciavam a contagem regressiva para a largada… fomos para a praia. Ainda estava escuro. Hino nacional e o anúncio da diretora da prova: “Senhores atletas, dentro de instantes será dada a largada do IRONMAN BRASIL 2010 e, conforme nosso contato com a natureza o Sol acaba de nascer no horizonte bem à nossa frente” Não me contive e fui às lágrimas, não acreditando que aquilo estava acontecendo. Pensei comigo: “Já vi esse filme por repetidas vezes, só que dessa eu estou fazendo parte” Nos abraçamos, amigos e treinador, e choramos. Rezei! Pedi proteção, força, sabedoria e inteligência na condução da minha prova.

Largada dada!!!!! Muita trombada, coices, tapas, etc. A impressão que dava era a de que não havia mar para tanta gente, os primeiros 20 minutos foram de paciência em buscar uma posição mais adequada e ritmo. Meu objetivo era terminar os 3800 metros de natação em 1h:20min. Tive bastante calma, economizei energia e quando sai da água e olhei para o relógio… 1h:09min. Pensei comigo: “Maravilha!!!!! Vamos para a bike! Transição feita, agora são 180km de pedal”.

Em cima da magrela passei 6 horas, pensei em tudo e todos. Ritmo encaixado, frequência cardíaca baixa, começo a cantar, isso mesmo, a cantar literalmente revendo todos os episódios que antecederam a prova. Logo na primeira grande subida comecei a chorar  lembrando das pessoas, dos treinos, das grandes subidas pelas quais passei na fase de treinamento, e continuei cantando, chorando e subindo, subindo, subindo sem me cansar… Minhas pernas estavam muito fortes. No final da primeira volta de 90km mais emoção, logo na entrada da cidade estavam lá a Angela, o Lucca e a Laura acenando e gritando: “vai Papai, força!!!! ” Que emoção!!! Meus Pais, Tios, Primos, Irmão, Cunhada, sobrinho e amigos também.

Iniciei a segunda volta de 90km, sem dores e com o espírito renovado pois havia encontrado todos os meus familiares. Hora da concentração e de executar o planejamento que inicialmente previa uma bike um pouco mais forte na segunda metade, já que a primeira tinha como objetivo me dar mais confiança e conhecimento do percurso com seus perigos. Entretanto, nesse momento, mudei minha estratégia, resolvi manter a mesma cadência da primeira volta e terminar o pedal em 6 horas, ou 30km/h de média. Eu precisava economizar energia, nunca havia feito uma maratona após 180km de bike e 3,8km de natação, e fiquei com a convicção de que minha decisão me traria boas surpresas.

Outra transição, troca de roupas e vamos para a maratona, 42km! Lembrei do meu treinador: “Edu, comece devagar, ensinando seu corpo a se acostumar com a troca de modalidade”. E assim foi, 1km, 2km… 6km e eu já estava totalmente adaptado a corrida, não sentia dores, cansaço e meu ritmo estava encaixado de forma surpreendente. Minha confiança aumentava a cada metro e a amplitude das minhas passadas também. Minha velocidade aumentou, comecei a ultrapassar outros competidores, alguns já estavam sofrendo, andando e flexionando o tronco na direção dos joelhos já evidenciando algum cansaço.  E eu seguia firme, naquela batidinha, me sentindo cada vez mais forte, tão forte, tão forte, que quando terminei a primeira volta de 21km aconteceu um dos momentos mais emocionantes da prova para mim, depois de beijar a minha Mãe,  eu parei, abracei meu Pai demoradamente e chorando disse-lhe, entre outras coisas, ao pé do ouvido: ” PAI… ACABOU, EU SOU UM IRONMAN! “. Mesmo faltando mais duas voltas de 10,5km eu já tinha a certeza que o desafio estava vencido, tamanha era minha confiança, força, fé em Deus e principalmente alegria. Quando deixei a bike eu estava na colocação 959 ( havia exatos 1626 participantes), fiz a corrida e terminei a prova na posição 717. Ultrapassei 242 atletas só na maratona! Muito bacana!

Na última volta de 10,5km a emoção foi plena, chorei quase ela todinha, cumprimentei e agradeci ao público,  a gentileza dos voluntários que trabalharam na organização do evento e segui rumo ao pórtico derradeiro.

Já era noite, clarão adiante, faltam 500m: “Cadê a Angela, o Lucca e a Laura, minhas vistas estavam embaçadas, o sacrifício maior foi deles, cadê, cadê, cadê?” Foi então que apareceu na minha frente meu filho Lucca gritando: “Papai, Papai, Papai!!!!” Noooooossssa! Entramos todos juntos na arena e nos abraçamos de joelhos após a linha final. Indescritível a emoção!

O Ironman me fez uma grande revelação, que na verdade acho que já estava no meu coração. Essa prova não foi feita para que os competidores busquem inconsequentemente seus tempos e metas como único fim, ela deve ser contemplada e degustada na mesma proporção em que é bela e mágica, não merecendo ser agredida com a dor e o sofrimento dos atletas.

Fundamentalmente estive lá com este propósito, celebrando a minha saúde e a oportunidade divina de tê-la, a minha paixão pelo esporte e o meu amor pela minha família e amigos. Esse Ironman, de forma muito intensa me possibilitou tudo isso e muito mais. NÓS VENCEMOS! E foi com esse espírito que terminei a prova. As pessoas olhavam para mim com a  impressão de que eu ainda não havia passado sequer pela linha de largada.

Fechei meu primeiro Ironman em 11h42min, mas isso pouco me importa, aprendi que o mais importante é o atleta nutrir-se da energia que ele carrega, realizando e concluindo a prova de forma FELIZ.

José Eduardo Osias Coimbra

Treinar em grupo para uma modalidade individual?

Em março finalizamos a primeira etapa da preparação psicológica com a equipe “Blog do Amato” que irá fazer o IRONMAN 2011 e agora começaremos a trabalhar diferentes temas importantes do preparo mental da equipe para a prova. Nessa primeira etapa dois objetivos eram importantes: conhecer cada um dos atletas e auxiliar no processo de formação do grupo.

Muitos podem se questionar: “formação do grupo?”. Pois é, embora seja uma modalidade individual em que na prova e em grande parte dos treinos o atleta está sozinho, pertencer a um grupo faz toda diferença.

A título de curiosidade, um dos primeiros trabalhos publicados na história da Psicologia do Esporte foi em 1895 nos Estados Unidos, em que Triplett verificou que o rendimento de ciclistas que treinavam em grupo era maior que o rendimento dos ciclistas que treinavam sozinhos.

Para aqueles que já fazem parte do universo da corrida e do triatlhon sabem que os treinos em grupo são comuns, mas uma coisa é treinar em “grupo” (com outros atletas) e outra é se sentir fazendo parte de um grupo.

Nessas primeiras semanas de trabalho foi possível perceber a evolução da relação entre os atletas da nossa equipe, e isso é indispensável, criar o vínculo, a confiança, a competição e os desafios sadios, e principalmente a troca. Uma frase já bem conhecida no mundo do esporte (e também no mundo corporativo) é:o todo é maior do que a soma das partes”. 

Eu não diria que o todo É maior, mas sim que ele PODE SER maior, e um grande desafio tanto para os psicólogos do esporte quanto para os treinadores que coordenam suas equipes é tentar fazer com que o todo efetivamente seja maior que a soma das partes, que na soma das diferenças de personalidade, estilos, desempenhos e objetivos se crie um espaço potencializador do que cada um tem de bom para que todos possam crescer enquanto atleta e enquanto grupo.

Além da questão da identidade que o grupo traz (é comum ver atletas com o nome de sua equipe gravado em suas camisetas desfilando por aí), a motivação, a disciplina, o compromisso com outras pessoas, os desafios que acontecem dentro do próprio grupo e o fato de fazer o que gosta na companhia de pessoas que gostamos faz com que a prática da atividade física seja ainda mais intensa e prazerosa, o que aumenta não apenas o desempenho das pessoas, mas principalmente o prazer em executar tal atividade.

Isso não serve apenas para os atletas profissionais ou atletas que levam a atividade física de forma mais séria do que apenas um hobby (como é o caso dessa equipe que estou trabalhando), mas também para aquelas pessoas que estão pensando em começar a caminhar, correr suas primeiras provas de 5 km, fazer suas primeiras travessias ou os primeiros biatlhons.

Lembrando que quando falamos em grupo, não falamos em 10 pessoas, muitas vezes apenas um parceiro de treino já faz uma enorme diferença. Pode parecer estranho, mas o fato de ter um grupo ou alguém para treinar com a gente faz muita diferença na condição psicológica dos atletas. É claro que isso não é uma regra, existem pessoas que optam por treinar sozinhos, e isso faz bem para elas, mas assim como Triplett verificou há 116 anos, fazer atividade física com outras pessoas deixam as coisas ainda melhores!

Forte Abraço,

Rafa Dutra

O que te motiva?

Iniciei esse mês o trabalho com a equipe Blog do Amato, que vai fazer o Ironman 2011, e uma questão que sempre gosto de fazer às pessoas que se lançam em grandes desafios é: por quê?

Por que fazer um Ironman?

O que será que leva alguém a se lançar em um desafio da magnitude de um Ironman (3,8km nadando, 180km pedalando e 42km correndo)? Ao perguntar isso a um atleta saiba que vão existir as mais diferentes respostas (e histórias): realização de um sonho, busca por superação, celebração do esporte e da vida, paixão pelos desafios, etc.

O Ironman é sim um grande desafio, muitos dizem que é um estilo de vida, e eu concordo! As pessoas que se lançam nesse desafio precisam reorganizar toda a sua vida e sua rotina para enfrentarem uma preparação intensa, e ter clareza de quais são os motivos que as levam a enfrentar isso tudo é muito importante, pois além dos motivos mais óbvios, existem muitos outros pequenos detalhes que motivam e que fazem a real diferença!

Isso não é importante apenas para quem vai participar de provas grandes, como um Ironman ou uma maratona, mas também para aquela pessoa que pensa em começar a andar, a correr, a fazer sua primeira prova de 5km, ter clareza de quais são os motivos que as levam a realizar tal desafio é indispensável para uma boa preparação psicológica.

Gosto de pensar a motivação não apenas como um estudo do que a pessoa tem nela mesma que a ajuda a enfrentar tal situação e se esforçar na realização de algo, ou o que o ambiente oferece que ajuda a pessoa a potencializar seus esforços, mas principalmente pensar a motivação pelo viés do sentido/significado que realizar determinada ação tem para cada um.

A atribuição de sentido para as coisas é algo singular, das centenas de participantes do Ironman 2011 cada um dará um sentido para aquela experiência, e se perguntar qual é o sentido/significado desse desafio é fundamental.

Muitas vezes não damos a devida atenção à questão da motivação, mesmo sabendo do papel que ela tem em tudo o que fazemos. Embora pareça algo que acontece com naturalidade, conhecer o que nos motiva e o que nos desmotiva faz toda diferença e pode ser muito útil, não apenas para enfrentar o desafio em si, mas principalmente para enfrentar a preparação que esses desafios exigem.

Estar motivado na hora da prova “é fácil” e até esperado, difícil é motivação para acordar domingo às 5h da manhã e ir pedalar 160km num clima frio e seco, ou encontrar horários no meio do dia para fazer um treino, ter menos tempo com a família ou com os amigos que não são do esporte, etc.

Sejam os candidatos ao Ironman, sejam os aspirantes a completar a primeira prova de 5km, pensar sobre o significado que isso tem em sua vida é fundamental, buscar maneiras de pensar em cada detalhe ajuda a aprender a encontrar nas situações, nas pessoas e em si mesmo, elementos motivadores que fazem toda a diferença para que a prática esportiva se torne algo agradável e prazeroso.

Você sabe o que te motiva? Pense nisso!

Forte Abraço

Rafa Dutra