Tênis Nike Free RN Distance, revisão.

Ao criar o Free RN Distance, a Nike uniu a leveza e mobilidade do modelo Free com o solado macio Lunarlon.

Sou fã da linha free, que sempre teve sola mais firme, mas agora, com esse “casamento” ficou mais confortável para corridas mais longas e para ganhar novos adeptos.

É um modelo novo que juntou características de dois modelos. O cabedal é super macio e respirável, feito em mesh com tecnologia Flywire na amarração. Corri na esteira, na rua, usei para trabalhar e passear.

Para saber se um tênis é confortável, uso por um dia inteiro, e sentir dor, ou alívio ao descalçar não seria bom sinal. O RN Distance é bem confortável. Gostei da combinação de cores e do estilo.

Ele fica justo no pé, não sei se combina com treinos muito longos para quem tem o pé muito largo. No meu caso não incomodou, nem nos treinos velozes nem nos longos. Mas vale experimentar meio número maior antes de decidir.

O calcanhar não é firme, por isso quem pisa torto vai continuar a pisar (na verdade isso é mais um desvio do tornozelo do que do calcanhar, por isso o tênis pouco tem a ver).

Tem drop de 4mm e mesmo com a sola mais macia e um pouco mais alta que os Free antecessores, ele passa uma ótima sensação de estabilidade, o que é bom para quem tem tornozelos mais frágeis (quem já torceu o pé algumas vezes) e para quem gosta de sentir os pés mais próximos ao chão, como eu.

A sola parece pouco durável, mas o meu já tem mais de 150km e o desgaste é imperceptível.

É um ótimo tênis de corrida, muito leve, versátil para outras atividades e com bom preço.

Enzo Amato

Tênis do futuro. Adidas e Parley for the oceans.

Adidas e Parley for the Oceans apresentaram durante o Parley Talks na COP21 em Paris, um novo tênis conceito com entressola impressa em 3D e produzida com resíduos plásticos retirados do oceano.

Durante a COP21, adidas e Parley for the Oceans exibem nova estratégia de sustentabilidade para a indústria

O tênis conceito consiste em uma parte superior feita com plástico retirado do oceano e uma entressola impressa em 3D usando poliéster reciclado e redes retiradas do oceano.

“Nós queremos levar todos os membros da indústria para o debate, possibilitando criar soluções sustentáveis para os grandes problemas globais”. Diz Eric Liedtke, membro da adidas Group Executive Board responsável pela área de Global Brands.

Futurecraft – Adidas Primeknit
3D-Printed Ocean Plastic

O modelo ainda está em fase de desenvolvimento e não tem previsão de chegar ao Brasil.

Relógio Tomtom, revisão.

Com GPS e frequencímetro, sem precisar da fita peitoral.

Acumulei 10hs de teste com o relógio TomTom Runner Cardio que me foi emprestado pela Ogilvy, assessoria de imprensa da TomTom. Se você já teve outro relógio com GPS vai perceber que é bem fácil de mexer, muito intuitivo. 

O que achei muito bom:

  • Não ter fita peitoral para mostrar os batimentos. Ele controla as mudanças no fluxo sanguíneo com uma luz emitida através da pele. Foi bem preciso nos treinos, desde que esteja bem firme no punho.
  • Também não precisa molhar antes.
  • Pulseira cambiável, uma de pulso, outra para encaixar no guidon da bike.
  • Fácil utilização.
  • 3 dados aparecem na tela, você escolhe todos, sendo os dois menores constantemente, e com o botão você pode mudar o terceiro entre velocidade atual, vel. média, bpm atual e médio, distância percorrida, tempo, calorias…
  • Um marcador da carga da bateria aparece depois de algum tempo de uso.
  • Compatibilidade  e conexão com plataformas on-line e aplicativos (TomTom MySports, MapMyFitness, RunKeeper, TrainingPeaks e Strava).
  • Valores sugeridos variam de R$ 899 a R$ 1799 dependendo do modelo. Até que é justo para quem vai correr maratonas ou menos, pois te dá as informações que outros concorrentes mais caros dariam.
  • Opção de correr na esteira, ao final ele pede para colocar a metragem que você correu e com isso te dá os números finais como média de vel., de bpm, calorias…

O que não gostei:

  • Duração da bateria. Vai bem para quem vai correr até os 42km, ou pedalar na estrada até uns 150km, pois dura pouco mais de 5hs com GPS e frequencímetro funcionando. (apesar de divulgarem 8hs)
  • Se o relógio começar a mexer no braço o marcador de batimentos desregula até que você o fixe novamente. Isso influencia a média total do treino, mas ao fixar, ele retorna rapidamente a marcação correta.
  • Para marcar voltas é preciso selecionar esse tipo de treino antes de começar a correr. Questão de acostumar…
Enfim, é mais uma opção no mundo dos relógios que juntam frequencímetro com GPS. Deve entrar na sua pesquisa quando estiver procurando por um. A característica mais relevante, na minha opinião, é a de não precisar da fita peitoral.

Como treinador, considero o acompanhamento pelo bpm uma ferramenta importantíssima, pois é a maneira de identificar a intensidade que o treino foi realizado. Pode parecer óbvio em treinos extremos, mas num treino de ritmo entre L1 e L2, o resultado pode ser mais cansaço, num corredor já cansado, ou melhora efetiva de desempenho se feito próximo ao L2 (a sensação pode ser a mesma). No fim das contas, quanto mais subjetivo o treino, mais subjetivo o resultado. Quanto mais acompanhamento e parâmetros, melhor direcionado pode ser o treino. Um bom relógio e um bom treinador trabalham juntos.

Se você já tem e quer deixar sua opinião, ela é muito bem vinda.

Enzo Amato

Tênis Asics Gel – Fuji Attack 4

Foi o melhor tênis de trilha que testei até hoje.

Considerei várias características, e no fim das contas o Asics Gel – Fuji Attack 4 teve nota alta no meu conceito por unir leveza, robustez e conforto. De quebra ainda tem preço melhor que seus concorrentes.

Usei na minha última viagem a Patagônia onde fiz 3 provas em 9 dias.

Patagonian International Marathon, 60km por estrada de cascalho. (foto abaixo) O conforto do solado foi determinante para preservar os pés durante as 7h de prova.

Pés intactos mesmo depois de 7h pisando em pedrinhas.

Uma semana depois fiz a Ultra Trail Torres del Paine 50km por trilhas, pedras, terra e muito sobe e desce. A variação do terreno faz com que cada passada seja diferente da outra, com isso os pés roçam dentro do tênis podendo causar bolhas, principalmente nas descidas. A experiência do corredor ao proteger os pés com esparadrapo, vaselina, emplastro etc… e também uma boa amarração do cadarço reduz bastante o risco de bolhas. Foram mais de 8h e passei ileso pelos 2400m de desnível positivo.

Quase no fim dos 50km
Foto: Graciela Zanitti

Precisava estar inteiro pois no dia seguinte tinha o km vertical que era ascender mil metros numa prova de até 5km. A inclinação severa e o piso de pedras fazia com que o agarre da sola fosse extremamente importante, com ou sem chuva. Comecei por uma trilha entre árvores até que o terreno mudou e tudo ao meu redor passou a ser pedras soltas montanha acima. Num terreno desse as pedras estragam o cabedal com pequenos roces, mas não foi o caso com o Fuji Attack 4 por ter o material certo nas laterais.

Km vertical. Inclinação feroz, mas sem escorregões.
Foto: Solo Running

Durante a Ultra Fiord em abril escolhi um tênis confortável que rasgou em 4 lugares por causa da dificuldade de progressão do terreno e da fragilidade do material nas laterais do cabedal. Foi a primeira característica que observei no Asics antes de resolver usá-lo nas 3 provas e desta vez acertei na escolha.

Asics Gel-Fuji Attack 4
Depois de 17h de uso, 115km e mais de 4400m de desnível positivo. Tênis e pés zerados.

Só faltou cruzar rios e correr com os pés molhados, mas levando em conta todos os pontos positivos citados acima. Pelos testes de muitas horas em diferentes condições, escolheria ele sem dúvida para uma prova importante e cascuda. Por isso vou usá-lo na Ultra Fiord 2016!

Não sei se quem tem o pé muito largo vai gostar, é importante experimentar e comparar com o modelo que já usa. No meu caso me dei muito bem com ele.

Preço sugerido: R$399,90

*Recebi o tênis da mkt mix assessoria de comunicação da Asics Brasil.

Enzo Amato

Tênis Skechers Go Run 3

Não me pergunte por que, apenas aproveite.

Super leve, só 198gr no tamanho 39 e 255gr. no 41. drop de 4mm com a palmilha e zero sem ela. Sola confortável projetada para induzir o toque no solo com o meio do pé (ao calçar dá a impressão do calcanhar estar mais a frente). Cabedal é firme, mas bem ventilado e muito bem acabado.

É um tênis que poderia facilmente e justificadamente custar o mesmo que seus concorrentes de marcas mais famosas, mas ele custa metade.

Skechers Go Run 3

Meu único porém é testar a durabilidade da sola, um outro modelo da marca se desgastou muito rápido, mas o Go Run 3 até agora não mostra os mesmos sinais. Vou ficar de olho aberto quanto a isso e escrevo daqui um tempo com mais quilômetros acumulados. Por enquanto tem me agradado muito.

Os muitos pontos de contato com o solo pode ter feito diferença entre esse e o outro modelo Skechers que tenho, pois esse com 40km ainda parece novo.

Só o fato de ser possível correr sem a palmilha comprova o bom acabamento, aliado ao baixíssimo peso e bom preço, na minha opinião se tornam bons motivos para testá-lo.

Preço sugerido: R$ 299,00

Enzo Amato

Tênis The North Face Ultra Trail, novo, mas fora de combate.

E se?

Nunca me passou pela cabeça que numa corrida eu poderia ser forçado a desistir por causa de equipamento.

Já havia pensado nisso em várias provas de Ironman que fiz, e se a bike quebrar? Nas mesmas provas bastava eu calçar os tênis e logo pensava pronto, agora só depende de mim!

Sim, você consegue ver o outro lado!

Aconteceu na Ultra Fiord, minha primeira corrida de três dígitos, o percurso foi extremamente difícil, com muita lama e pedras. Quando ainda faltavam longos 60km percebi que meu tênis estava rasgado, e além do desgaste físico isso aumentou meu desgaste mental. Me perguntava, e se o tênis me deixar descalço e sem possibilidade de usá-lo?

E se eu tivesse que abandonar por causa do tênis?

Os pontos de abastecimento ficavam longe uns dos outros e seria um tremendo mal bocado acontecer isso. Fiquei p…, com esse pensamento por horas, mas continuei, finalmente o percurso aliviou quando faltavam 44km, o rasgo parou de aumentar e pude chegar.

Antes da largada estava muito confiante com o calçado pelo conforto que ele me daria na prova mais longa que fiz até hoje. Clique e leia o que achei dele assim que usei a primeira vez.

Seja de R$100, ou mil reais, nenhum tênis é feito para rasgar. Essa foi a 3ª prova dele, uma de 7 horas na primeira, outra de 5 horas e agora, depois de umas 14 horas percebi o rasgo, me faltavam 14 para terminar a prova, ou seja 26 horas de uso em provas de trilha, solado ainda novo e tênis no lixo. Pensamentos ruins por horas num local inóspito e socorro longe. Justo com um modelo batizado de Ultra Trail?!?!?!?

O cabedal precisa urgentemente de novos ajustes para que isso não ocorra mais. Pode influenciar um pouco no peso, mas vale a pena, o modelo é muito bom para que uma falha no cabedal o deixe com a imagem na lama, ou me desclassifique de uma prova importante.

Enzo Amato.

Revisão do Puma Ignite

A Puma é a marca que mais consegue aliar corrida com um estilo casual, ele resolve na hora de correr e ainda vai bem com jeans.

Puma Ignite (abril 2015)

A primeira impressão é que é um pouco mais duro que seus concorrentes, mas nada que alguns quilômetros para amaciar a parte que os dedos estendem não resolvam. Se o seu uso abrange corrida, musculação e também passeios casuais os modelos da Puma sempre tem que ser levados em conta. Gostei mais do vermelho do que esse que o Bolt usa no vídeo.

Reparou no vídeo que ele aterriza com o pé inteiro?

Ter o drop de 12mm me faz chegar nos 10km com as panturrilhas mais cansadas, mas isso é pessoal pois acostumei com drop mais baixo e na verdade o que incomoda é a troca de um baixo para um alto e vice versa. Os tênis de corrida mais populares do mercado tem esse drop. Um detalhe interessante é que todo o solado tem contato com o solo, não deixaram o arco do pé elevado e mais contato significa mais aderência, além de dissipar melhor a força nos pontos de contato.

A parte interna não tem nenhuma costura ou “juntas” que possam facilitar uma bolha, o calcanhar é firme bem como toda a dianteira do cabedal, o que o torna menos arejado, em contrapartida vai ser difícil um corredor pesado deformar o calçado mantendo o visual por mais tempo.

A língua é feita de 2 texturas diferentes uma igual a do tênis, e outra mais fina que acabou manchando minha meia branca nos primeiros treinos, melhor usar uma meia escura. Apesar dos poucos quilômetros rodados ele vem agradando até agora.

Peso: A marca divulga 258gr o tamanho 40.

Preço sugerido R$499

Como escolher seu tênis de corrida! (1)

Existem características importantes na hora de escolher um tênis.

São elas, preço, drop, peso, altura, conforto, beleza, uso e tamanho.

Vou citar o que cada uma tem isoladamente, sempre lembrando que elas se inter-relacionam. Quando uma é demais, provavelmente as outras são de menos, mas é você que vai ponderar e fazer a escolha.

Preço: No Brasil é caríssimo principalmente os lançamentos e os que tem propaganda nos meios de comunicação, mas não são necessariamente os melhores. Tendem a ser mais generalistas, servindo bem para fazer um pouco de tudo, desde passeios até musculação e corrida.

Drop: É a diferença de altura do calcanhar para o ante pé, vai de zero a 14mm, quanto menor o drop, mais paralelo ao solo seu pé está, o que favorece muito quem corre com boa técnica aterrizando com o ante pé. Quem está acostumado a aterrizar com o calcanhar, que ainda é a maioria dos corredores, não sentirá diferença significativa nessa característica, porém passar de um alto para um baixo ou vice versa vai causar desconforto, mudar a técnica exige o cuidado e orientação de um professor.

Peso: Se você costuma usar sapatos, até o tênis mais pesado vai parecer leve, mas comparando tênis com tênis, tamanho 40, entre 240 e 350gr. são aqueles mais generalistas e caros, que servem bem pra fazer tudo, já os que tem menos de 220gr considero bom para desempenho, porém tem vida útil mais curta. Essa é a característica que sozinha não diz muita coisa, mas quando associada com as outras, pode fazer toda diferença na hora da escolha.

Altura: Por acharem que não nos importamos, as marcas não divulgam esse item importante para quem corre sério. Já imaginou quanto se perde de estabilidade no tornozelo correndo de plataforma? Quanto mais alto seu pé estiver do solo, menos estabilidade terá, provavelmente agregue mais em conforto, mas nada que justifique alguns modelos altíssimos, dá pra encontrar tênis mais baixos e confortáveis. Para correr numa esteira o risco de torção é menor, mas correr em superfície irregular é um dado a se considerar. Desempenho também está relacionado a pé próximo ao solo, pois toda força aplicada no solo tem que ser revertida em impulso e quanto mais borracha no meio do caminho, mais a força será dissipada (não acredite quando as marcas dizem que seus tênis ajudam no amortecimento e na impulsão) nem o marketing dribla as leis da física.

Conforto: Geralmente tem solado grosso, é macio, o drop é alto, o que o afasta da linha desempenho e trás para a linha de generalista servindo para fazer tudo, mas não sendo “o melhor” em nenhuma delas, já que para musculação deve ser duro e para corrida leve, mas é característica importante quando o foco é o público em geral.

Beleza: É subjetivo, é legal ter um tênis que você goste de usar e que combine com seu estilo. Pode até fazer você treinar com mais frequência por causa disso.

Uso: Novamente os generalistas, são mais caros, mais confortáveis e tem maior vida útil com relação aos de desempenho, acabam servindo para várias atividades, desde passeios a corridas mais longas. Se você usa tênis para passear, escolha aquele que também vai combinar com seu estilo de vestir.

Tamanho: Ao calçar na loja o seu número fica bom, mas se for para correr pegue um maior. Meus sapatos são 39, mas algumas marcas de tênis uso 40 e outras 41. Nunca compre o número exato se a intenção é correr.

Imagem: Shutterstock

Pessoalmente: a primeira característica que busco é o drop baixo, pois com a técnica de aterrizar com o ante pé, ter o drop muito alto faz as panturrilhas ficarem contraídas (como se estivesse de salto alto) essa sutil diferença faz cansar mais rápido. Incomoda como qualquer mudança. Quem aterriza com o calcanhar vale ter como característica principal a leveza aliada ao conforto.

A grosso modo você vai encontrar 2 tipos de tênis com características bem marcadas, basta escolher o que te agrada dentro das duas. (É bem provável que escute os termos, 1. tênis de prova / 2. Tênis de treino, mas o nome pouco importa)

  1. Tênis de desempenho, é levíssimo (- de 220gr.) seu pé fica bem próximo ao solo, ou seja a sola não é tão macia, o drop é baixo, eu acho 4mm ideal, mas de zero a 8mm tá valendo, o valor é mais acessível, vai encontrar em lojas mais especializadas e deve ser usado só para correr porque a vida útil é um pouco menor.
  2. Tênis confortável, os citei acima como generalistas, são os que aparecem nas propagandas, os mais caros de cada marca, aqueles que vão de R$450 a R$1000. Trazem muita tecnologia e pelo tamanhão deles até que são bem leves, mas quase impossível ter menos de 240gr ficando em torno de 260gr. ou mais, seu pé fica um pouco mais alto com relação ao solo porque a sola é mais grossa, o drop é mais alto, de 8mm a 14mm, é encontrado em grandes lojas de esporte, (o vendedor não vai saber o que é drop) tem vida útil mais longa, podendo ser usado para mais atividades, ou permanecer no pé o dia inteiro com bastante conforto.
Em breve a continuação.

Enzo Amato

Teste do tênis Under Armour Speedform Gemini

No lançamento do Speedform Gemini fiquei contente ao conhecer o NAR (núcleo de alto rendimento) onde cerca de 1500 atletas de várias modalidades treinam e passam por pesquisas e estudos científicos com uma equipe de profissionais liderada por Irineu Loturco.

No dia seguinte calcei o Gemini para um treino de 2hs, escolhi um número maior do que costumo usar, pois meu número ficaria apertado. Por precaução usei duas meias, não queria ficar pelo caminho caso aparecesse uma bolha de calçado novo, deu certo, não apareceu.

O que achei de interessante nesse modelo:

  • A palmilha e o cabedal são uma coisa só, tem suporte no calcanhar, mas parte dele é ultrafino, maleável e sem costuras, que o deixa super leve e fácil de calçar;
  • Peso leve, pois pela aparência e conforto parece mais pesado;
  • Amarração fácil, com poucos furos, a língua é assimétrica e não cai para o lado.

Speedform Gemini (março 2015)

Sendo técnico:

Considero desempenho só os modelos muuuito leves, abaixo das 200gr o que resulta em pouco conforto e que tenha drop de zero a 4mm. O Speedform Gemini tem 242gr. e 10mm de drop, mas se contarmos que os concorrentes tem mais de 300gr e 12mm posso considerá-lo mais perto do desempenho que os outros, mas ainda com uma carta na manga. Normalmente muito conforto significa muito peso, e é aqui que o Gemini ganha de lavada da concorrência, é muito confortável para o pouco peso que tem. Essa é a característica que o torna mais abrangente conseguindo atender aos vários tipos de corredores, a excelente relação peso x conforto, faz com que os quilômetros passem mais facilmente em treinos ou provas mais demoradas onde a força das pernas vai acabando e o calçado mais leve começa realmente a fazer diferença. Drop de 10mm ainda atende melhor quem aterriza com o calcanhar do que os que usam o ante pé.

  • Usaria na academia e treinos de corrida na rua ou na esteira em qualquer distância e intensidade, também poderia passar o dia com ele no pé pelo conforto, servindo para várias atividades diárias.

Prova importante? Encontre o meio termo que se adéqua a você dentre as características que citei, se tirar peso vai tirar conforto. Seus pés aguentam, a prova vai durar pouco ou horas…? Como disse, achei o Gemini bem “multiuso” vai resistir bem a treinos e provas.

Assista ao vídeo com toda tecnologia que o modelo trás.

Preço sugerido R$499

Enzo Amato

O mundo fitness dando ré.

Que triste e incômodo escrever sobre isso.

Recentemente um cara que tem muitos seguidores em redes sociais e um corpo bonito foi autuado pelo CREF dando aulas de ginástica, seja qual fosse o nome que ele dava, eram aulas de ginástica e para fazer isso é preciso estudar bastante e ter o registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF).

Atualmente agências de publicidade que cuidam de marcas esportivas famosas aqui no Brasil estão direcionando suas estratégias para a moda e opiniões subjetivas de pseudo famosos e “personalidades fitness”, em detrimento de se preocupar em explicar qualidade através dos meios de comunicação especializados.

Quando eu era criança e calçava um kichute novo, tinha certeza que ele me fazia correr mais rápido que o velho. É nisso que vamos acreditar hoje, opiniões subjetivas?

No DNA a diferença é mínima.
Imagem: Shutterstock

A moda vende e dita tendências, faz você comer ou vestir coisas sem pensar, mas seja criterioso como consumidor e pense duas vezes quando isso tem a ver com sua saúde. De charlatão e tolinho o mundo tá cheio.

Quem pode te dar treinos são professores de Educação Física com registro no CREF, quem pode te dizer como um produto difere do concorrente é a mídia especializada que você confia!

Enzo Amato