Ultra Fiord 2017, lama e céu azul.

3ª edição, minha 3ª participação e 3ª vez com paisagens diferentes.

A Ultra Fiord nunca é igual, talvez pela localização geográfica e seus microclimas, talvez por colocar à prova seu corpo e mente, talvez pelo percurso lindo, mas que cobra seu preço e não permite descuido… enfim uma Ultra Fiord nunca é igual a outra a não ser pelo fato de ser sempre inóspita e selvagem.

Esse ano esteve muito mais segura, os staffs em todo trecho de montanha eram especialistas e estavam sob as orientações de Jordi Tosas (dá um google para saber mais sobre ele) o próprio organizador, Stjepan Pavicic, estava na região de montanha para certificar-se de que tudo estava bem, além disso eles tinham comunicação eficiente entre os pontos de controle e um helicóptero para resgate. Mas atenção, a Ultra Fiord sempre foi e sempre será uma prova arriscada e todo o processo de inscrição te deixa ciente disso.

Escolhi os 70km por considerar o melhor percurso para fazer imagens esse ano, já que ano passado filmei o trecho dos 50km. Ambas são desafiadoras e se algum parente quisesse assistir minha prova teria que ser a largada ou a chegada, não há acesso a nenhum outro ponto.

A largada, com o dia amanhecendo, foi desde o Hotel Rio Serrano com vista para a oitava maravilha do mundo, as Torres del Paine. Enquanto aquecia o corpo correndo por um campo aberto, névoa e geada ficavam para trás e adiante o sol nascia com céu azul. A vista alcançava todas as montanhas nevadas ao redor. As árvores, a terra e a água entregavam o cenário perfeito para lindas imagens. A ansiedade do pré prova passa totalmente e o silêncio dos primeiros quilômetros é tranquilizador. Meu único mantra a partir desse ponto era “chegar são e salvo”.

Subida depois de Balmaceda para chegar ao Glaciar mais adiante. Ruídos parecidos a trovões eram avalanches descendo do glaciar ao fundo.

Segui minha jornada, seco até o km 18, a partir daí muita lama e pés gelados. No km 30 parei no ponto de apoio onde tinha minha sacola com meias limpas, mais roupas e os bastões, para subir, subir e subir, a vegetação vai mudando, as pedras passam a tomar conta do percurso e depois dividem espaço com a neve para finalmente sentar-me numa pedra para colocar os crampons e passar pelo glaciar. Cerca de 2km de puro gelo que escondiam gretas vivas e perigosas. A pouca neve do inverno anterior fez com que mais gretas ficassem visíveis e uma fina camada escondesse outras que eram o real perigo para os corredores. Nesses pontos, ter pessoas gabaritadas como staff nos orientando, fez toda diferença.

A vista lá do alto era indescritível, parecia que estava numa foto publicitária dentro de uma revista de turismo.

As montanhas nevadas saiam da água, o sol descia atrás das montanhas mais altas e o céu com poucas nuvens mostravam as cores do fim de tarde da patagônia chilena. Sim, eu estava numa foto, que ficará para sempre na minha memória.

Desci o glaciar e a noite foi chegando aos poucos, só podia agradecer pelo dia que havia passado, mas continuar com meu mantra de chegar inteiro. 25km a noite por um bosque lamacento era o preço alto que ainda tinha que pagar para poder ter passado pelo glaciar. Correr a noite não me motiva, não posso filmar nem apreciar a paisagem, é um desafio diferente que passa a exigir mais da mente já que além de tudo, o corpo já está cansado.

Passei por 3 pontos de controle, enquanto eu tomava uma sopa e comia uns biscoitos, eles assinavam e marcavam a hora no meu passaporte de corredor para depois avisar por rádio uma central lá em Puerto Natales. A madrugada estava fria e o silêncio já não era tranquilizador. A jaqueta mais pesada, que a princípio parecia um exagero levá-la como item obrigatório, vestia o corpo da maioria dos corredores.

Além do percurso travado, minha prova foi lenta porque me sentia confortável em caminhar a noite, não tinha pressa e meu mantra me acompanhou até o fim. Cheguei as 3:30 da manhã exatamente 19h depois de largar. Tenho muito respeito e cuidado com essa prova, por isso considero qualquer pessoa que a conclua, um vencedor.

Em poucas palavras a edição de 2015 foi marcada por muita lama e chuva, 2016 pelo clima frio e vento, 2017 pelo céu azul sem vento. Que novidade trará 2018?

O que usei:

  • Tênis: Asics Fuji Attack 4
  • Mochila: Camelbak Ultra Pro
  • Câmera: Sony AS200
  • Calça legging: Asics
  • Camiseta térmica Nike
  • Manguito: Btwin
  • Primeira pele: Columbia
  • Corta vento: Montagne
  • Meias: Salomon até km30 e Quechua até os 70, ambas de poliamida.
  • Relógio: Polar V800 (bateria em modo normal não durou a prova toda)

Vídeo dessa cobertura a partir de 1º de maio no canal do Programa Fôlego no YouTube.

Enzo Amato.

Ultra Trail Torres del Paine 50km.

Foi a corrida mais bonita que já fiz!

(En breve en español)

A Ultra Trail Torres del Paine (UTTP) passa por quase todo o circuito W, e tem 3 pontos de inigualável beleza. Entre um e outro, paisagens de tirar o fôlego, lagos de várias cores, bosques e montanhas nevadas. A natureza no seu estado mais selvagem.

Comecei logo com 7km predominantes de subida, mas antes de chegar ao topo vi os 4 primeiros colocados voando na descida com uma diferença de não mais de 10” uma disputa bem acirrada.

Natureza e esporte combinam.

Segui subindo para chegar ao 1º ponto de retorno, com vista privilegiada das Torres, ou cuernos, como alguns dizem. Momento especial para fotos, vídeos ou olhadas para guardar na memória. Voltei descendo empolgado, mesmo com alguns pontos técnicos, raízes, curvas fechadas e trilha estreita. Encontrar os conhecidos ou mesmo falar holapara desconhecidos me dava uma energia extra. Foram boas descidas até o ponto de abastecimento no km 15. Trivial, água, isotônico, frutas, PÃO COM GELÉIA, isso pareceu um oásis no deserto, recarreguei a água, abandonei o trivial, peguei o pão e logo voltei ao meu bom ritmo. Nesse momento bordeava um lago cor esmeralda, com as montanhas gigantes sempre a direita e paisagem infinita a esquerda.

Lindas paisagens por todo percurso.
Foto: Recasur rent a car

Alguns km de trilha estreita com esse visual até que cheguei no início da segunda subida do W, km 27, os 3 primeiros já haviam subido e descido, mas tive a chance de ver Fernando Nazário em ação, 4º colocado naquele momento numa descida bem técnica, o incentivei, ele retribuiu e seguimos em direções opostas. Para ele já era km 31. Eu ainda tinha os 2km de subida pela frente, muitas pedras que formavam degraus enormes e percurso difícil de encontrar. Era preciso atenção com as marcações vermelhas do parque em árvores e pedras que mostravam o caminho. A esquerda um paredão nevado de quase 3mil metros que fazia ruído de trovão a cada avalanche.Foi nessa hora que fiquei mais maravilhado com o percurso e com o poder da natureza.

Subida mais casca da prova.

Moises Jimenes 1º colocado.

Nem 2/3 de prova e a considerava a mais bonita de todas que já havia feito. Quando cheguei no topo da subida tinha toda a montanha para observar e fiz questão de esquecer que era uma corrida. Filmei, falei, respirei fundo e olhei com calma tudo aquilo. Até começar a descida, ora lenta e difícil, ora desenfreada como corrida de criança. Dizia aos corredores que subiam para prepararem as câmeras. No fim da descida parei no abastecimento do km 31, antes de cruzar a ponte pênsil, sentei para tirar uma pedra do tênis enquanto comia biscoito recheado e tomava um café. O próximo ponto estava a 7km e reabasteci a garrafinha com água suficiente para chegar.

O percurso continuava lindo, rodeava as montanhas, mas enfrentei meu pior momento entre os km 35 e 38, gases e desconforto estomacal me fizeram reduzir bastante o ritmo, talvez desidratação ou barrinhas de cereal que nunca havia comido, ou tudo isso misturado com café… enfim, mais um obstáculo a ser superado.

Cheguei ao ponto de apoio no km 38 com um pouco de tontura, comi meia banana, tomei isotônico e deitei com as pernas para o alto por uns 5min até que me sentisse melhor. Parti para os últimos 11km, sendo 5,5km de ida até o mirador do glaciar Grey, subi um pequeno vale seguindo uma trilha silenciosa a direita do lago Grey, onde o glaciar desprende suas pedras de gelo enormes.

Matt Maynard do GreenBeanTrails.com, 2º colocado com Glaciar Grey ao fundo.
Foto: Graciela Zanitti / iloverunn

O ponto de retorno era o último ponto espetacular da prova, a 3ª perna do W. Uma massa de gelo com vários km de extensão, as nuvens altas nos davam permissão para ver o glaciar longe, até onde a vista alcançava.Bem ou mal, tive outro momento de baixa na prova e resolvi sentar de frente para o glaciar, comer uma barrinha de cereal, gravar imagens, respirar fundo e descansar. “Perdi” outros 5 minutos ali. Estava contente com minha corrida, tinha pernas, o clima estava ótimo para latitude 51°, sem vento, visibilidade ótima, só me faltavam 5km de comemoração, sabia que o mal estar passaria logo. A constatação de que estava na corrida mais bonita dos mais de 20 anos que corro, já trazia de 15km atrás.

foto: Graciela Zanitti / iloverunn.com

Levantei, dei meia volta e fiz meus últimos 5,5km. Correr rápido fazia o estômago chacoalhar e o mal estar voltar, por isso fui devagar e assim completei os 50km em mais de 8h.

Antes que pudesse cumprimentar a todos os amigos e comer o prato de macarrão que me esperava no Refúgio Paine Grande, fui avisado que um corredor havia falecido no percurso. A corrida que considerava a mais bonita foi também a mais triste. Jonatan Canto tinha apenas 23 anos, passou mal na segunda subida, se sentou e teve uma parada cardíaca. Isso fez com que muitos corredores que viram o ocorrido desistissem da prova naquele momento. Não o conhecia, mas durante minhas gravações, no café da manhã, 1h antes da largada, o filmei por um segundo. Tempo suficiente para que ele sorrisse para a câmera de um desconhecido, esse é o espírito de um corredor de montanha, e ele o tinha. Morreu como muitos de nós gostaríamos de morrer, correndo, mas sem dúvida foi cedo demais.

Todos voltamos de barco até o ponto onde os ônibus levariam os corredores para seus hotéis no parque, ou Puerto Natales, a cidade mais próxima. A alegria de ter feito uma corrida tão linda não conseguia superar o desânimo de saber que um corredor, como eu, como todos ali, não voltaria mais para sua casa. Foi um momento raro que nunca havia vivido antes.

De uma forma ou de outra essa corrida ficará marcada em meu coração. Por ser a mais bonita e por me fazer dar mais valor a cada segundo dessa vida fugaz.

- Em breve o vídeo da prova com lindas imagens.

- Participei da corrida a convite da organização e seguramente voltaria. Além disso pretendo voltar como turista e fazer o circuito W com a família.

Enzo Amato.

Patagonian International Marathon 2015.

60km, más de 7 horas, mil metros de desnivel positivo y 4 mil calorías.

*Clique para ler em português.

Terreno pedregoso, largas subidas, bajadas cortas, desnivel total de 1900 m. Guanacos, pájaros, silencio y naturaleza pura en 100% del recorrido.

Sin montañas para escalar ni rios para cruzar la PIM está recomendada a quienes les gusta correr sin paradas, las quebradas de ritmo son caudadas por las subidas y nada más. Para los menos competitivos es practicamente un paseo de contemplación del paisaje del Parque Nacional Torres del Paine, al sur de Chile. Siempre y cuando no elijas la distancia equivocada, ya que las subidas se intensifican con el transcurso de la corrida y te ponen en jaque en el momento en que estás más cansado.

El clima es la variable más determinante de esta corrida, el viento puede hacer que la sensación térmica caiga y te obligue a usar ropas totalmente diferentes de las que usarías en un día sin viento. Es importantísimo tener las capas de ropa correctas.

Los 8 puestos de hidratación para los 60k estaban bien abastecidos, esto mejoró en relación al año pasado. Había isotonico, agua y frutas en todos ellos. En los km 35 y 38 había comida caliente, galletas y hasta salame, que le cae muy bien a quien no está corriendo fuerte, que era mi caso a esta altura de la corrida. No estaba en un buen día y empecé a caminar bastante después de los 30km, algo que esperaba que pasara recién después de los 50k.

Naturaleza viva y espiritu contento.

La preocupación con el medio ambiente es notable, además de no entregar vasos de plástico, algo ya bastante fomentado en corridas de montaña, produciendo menos basura y evitando que los vasos se desparramen por el parque con el viento, tampoco había música en la llegada para no molestar a la fauna. Incluso pedían que tiráramos las cascaras de banana en los cestos de basura. A quien le gusta la naturaleza es un placer correr y darse cuenta que la corrida causa un impacto mínimo.  LINK…

30 países estaban representados en las 4 distancias, más de 650 corredores de los cuales más de 100 eran brasileros.

Lo que usé:

  • Zapatillas: Asics Gel Fuji Attack 4.
  • Pantalón: Asics running
  • Camiseta: Térmica Nike y camiseta del evento.
  • Manguito: OG
  • Rompeviento: Montagne
  • Mochila de hidratación: Raid Light – Olmo 5l.

Hacé click para ver el video con todos los consejos para prepararte para el año que viene.

En breve el video de 2015 (arriba el de 2013).

Participé del evento invitado por la organización.

Enzo Amato

Patagonian International Marathon, a prova!

Depois de 58km, já correndo bem devagar, prestes a cruzar uma ponte sobre um rio de degelo das montanhas à minha frente, uma corredora chilena passa por mim e diz, – olha que paisagem linda! Só me restou concordar e responder com outro adjetivo – todo o parque é espetacular!

Foi assim a prova inteira, o cansaço da viagem havia valido a pena logo no primeiro km de corrida da 2ª edição da Patagonian International Marathon. O Sacha acompanharia a corrida do carro da imprensa parando para fotografar e filmar enquanto eu correria os 63km, também filmando, dentro do parque nacional Torres del Paine, na patagônia chilena.

Acordamos às 6 e logo fui me arrumar, esparadrapo nos pés, vaselina e 2 pares de meia para proteger e tentar não perder as unhas, escolhi um tênis baixo e leve, mesmo com o percurso sendo totalmente em estrada de terra e pedras, decisão certa, calça, camiseta térmica por baixo da manga longa e outra manga curta, bandana no pescoço e corta vento na mochila de hidratação. Teria pouco tempo entre o café da manhã e a largada às 8, por isso optei por comer pouco, com tudo pronto vários corredores foram para o estacionamento do hotel esperar a van que nos deixaria a 2km da largada, ou seja precisávamos caminhar pelo menos 20min, a temperatura beirava zero grau e um pequeno atraso da van nos obrigou a correr esses 2km para chegarmos a tempo e logo precisei calçar as luvas, pois já não conseguia mexer os dedos. Estávamos ao lado de um glaciar (geleira) e alguns blocos de gelo flutuavam no lago, coincidentemente éramos 63 corredores na distância de 63km, sendo 9 mulheres.

Contagem regressiva e um lindo dia de céu azul e pouco vento começava. Eram 4 distâncias diferentes, 63, 42, 21 e 10km que largavam em horários e locais diferentes para que todas terminassem no mesmo local, aproximadamente na mesma hora. A prova é relativamente plana, quase ao nível do mar, com montanhas de mais de 2mil metros por perto, difícil descrever a sensação de estar lá e fazendo o que gosto, no início nos deparamos com longas retas, um grupo logo se distanciou e me vi sozinho ouvindo meus passos, os pássaros e contemplando um dos lugares mais bonitos do planeta, o primeiro posto de água apareceu depois de 11km, e ao menos pra mim não senti falta dele antes disso, eram dois voluntários com um galão de água apoiado numa mesa, abasteci 300ml na mochila que foram suficientes para me levar até o próximo posto com 21km de prova em 1h45, ainda corria com luvas, era nesse lugar que os corredores dos 42km largavam, usava meus batimentos como parâmetro, aquele frio me fazia correr bem e o plano deixavam os batimentos bem estáveis, quando passei a marca de 42km as subidas e descidas apareceram, e na minha cabeça, só faltava 1/3, o que naquele momento me parecia pouco, mas a partir do km 45 comecei a sentir falta das minhas batatas com sal, nos postos só havia água, banana e as vezes maça, comigo eu tinha 4 sachês de gel, mas depois do 2º eles não desciam mais, o jeito foi seguir comendo banana e tinha que ser só metade por vez para não pesar no estômago.

No km 48 parei para tirar as camisetas e fiquei só com a de poliamida, a máxima daquele dia era de 15º e o sol ajudava, sabia que ainda tinha mais uns 5km de subida até chegar ao ponto mais alto da prova 350m, claro que não é muito, mas naquelas condições era o Everest pra mim, os últimos 10km eram praticamente em descida e apesar de saber que as descidas castigam mais quando os músculos estão esgotados, nesse dia eu voava nas descidas e engatinhava nas subidas, sinal de que faltava comida mesmo.

A paisagem que me conquistou já no primeiro km continuou surpreendendo até o final, 6h50 depois, e sem ter encontrado lixo no chão, a chegada era num dos hotéis dentro do parque com uma linda montanha de mais de 2mil metros ao fundo. De tanque vazio, esgotado e feliz por ter superado 63km, mas principalmente por ter corrido num dos lugares mais bonitos que já vi e com muita vontade de voltar.

Ao final tínhamos a opção de comer um churrasco típico e no dia seguinte, cheio de dores musculares fiz um trekking de 14km por uma das trilhas de montanha do parque e a paisagem, nem preciso repetir! Tudo valeu a pena.

Outros textos interessantes sobre a prova e o lugar estão aqui no blog, basta pesquisar pelo nome da prova.

Enzo Amato

Patagonian International Marathon 63km

Falta pouco tempo para a Patagonian International Marathon no Parque Nacional Torres del Paine, no Chile. 2013 será a 2ª edição da prova e dentre as várias distâncias, desde 10km, vou fazer a de 63km, o terreno não tem grandes desníveis e passa sempre por estrada de terra ou pedras, com muito vento frio e paisagens lindas, ou seja a grande dificuldade, no meu caso é a distância.

Gosto de deixar o último treino longo para fazer 3 semanas antes da prova, mas nesse caso não me senti tão confiante e resolvi fazer mais um faltando duas semanas porque a bagagem permite. No fim das contas meus últimos finais de semana foram da seguinte forma:

Treino de 4h. Há 15 dias de encarar os 63km.

Há 6 semanas da prova: K42 em 5h13

Há 5 semanas: Descanso

Há 4 semanas: 2h30 em trilha, ritmo L1 (ritmo de prova longa)

Há 3 semanas: 4h em trilha ritmo lento e batimentos baixos

Há 2 semanas: 4h idem ao anterior + 1h30 no dia seguinte, percepção de esforço igual, porém ritmo mais lento.

Há 1 semana: 1h ritmo um pouco mais forte.

28/09, dia da corrida

É bem provável que eu precise caminhar, já que minha previsão é de mais de 6h e nos 2 treinos de 4h estava bem cansado no final, porém a partir de agora alguns fatores influenciarão para melhor minha corrida, os treinos ficam mais reduzidos para que eu chegue no dia bem descansado e com vontade de correr, a temperatura mais fria, a alimentação com pouca gordura, o ambiente de estar numa corrida… estou confiante e mesmo que tudo dê certo a prova será difícil e a mente deve estar preparada. Treinar para uma ultra maratona não é fácil pela carga de treinos, saber a hora certa de descansar e encaixar outro treino longo dentro de um período razoável entre eles para que não perca condicionamento, mas também para que eles não fiquem muito próximos um do outro como tive que fazer, correndo o risco de me lesionar pelo excesso. Enfim, a jornada é longa e cheia de obstáculos, mas só vou se for assim.

Embarco dia 26 muito contente por poder conhecer outro lugar que a mãe natureza fez com carinho.

Leia como foi. Assista ao vídeo.

Enzo Amato