Ultra Maratón de Los Andes, como foi. (parte 1)

Finalmente!!!
Depois de muito esperar e treinar, chegou a hora. Partimos para Santiago dia 14 pela manhã e na hora do almoço já estávamos instalados num hostel (tipo albergue da juventude) num bairro muito charmoso, chamado Providencia. A opção de ficarmos num hostel partiu da Paula, minha namorada. Apesar de ser muito mais simples que um hotel, tínhamos uma cozinha a disposição, que às vésperas de uma corrida que exige alimentação especial, veio bem a calhar.
Santiago é uma cidade muito bonita e certamente quero voltar para aproveitar mais, comer peixes do pacífico e fazer passeios de turista, já que desta vez tivemos que abrir mão.
Essa prova é muito particular em diversos sentidos, como a largada era as 2 da manhã, sabia que tinha que dormir no meio da tarde para acordar renovado no início da noite, jantar e ir para a corrida, mas lógico que não foi bem assim que aconteceu. Acordamos na sexta de manhã e saímos para passear um pouco, pois não queria ficar no quarto o dia todo. Para mim já era o dia da prova e estava todo meticuloso com os horários de comer e principalmente reparando onde ia comer, são coisas que não damos valor quando estamos perto de casa, mas em outro país e no dia de uma corrida extrema se torna um ponto chave, mas enfim fizemos um lanchinho no meio da manhã e almoçamos com a amiga da Paula, meu cardápio dos últimos dois dias era macarrão. Depois disso caminhamos meia hora de volta ao hostel, para minha “noite” de descanso. Consegui dormir das 16 às 18 horas e a partir daí já comecei a arrumar a mochila e alimentação para a prova. Preparei o jantar no hostel, meio pacote de macarrão com molho pronto, uma delícia. Enquanto cozinhava preparei os sanduiches que levaria na corrida, uns de queijo branco, outros de geléia, tinha também umas castanhas do Pará e só, o resto ia pegar nos postos de hidratação. Nesse momento percebi que estava ansioso porque vi que me faltavam as batatas cozidas que queria levar na mochila, esqueci de comprar no mercado e só lembrei quando fazia os lanches, nesse ponto parti para o plano B, a Paula foi ao mercado comprar mais pão porque a essa hora já não daria tempo de cozinhar as batatas e lá estava eu com quase 1kg de pão porque cada um pesava quase 100gr. No final das contas tinha comida suficiente e não me preocupei por isso.
As 22 horas a amiga da Paula foi nos buscar no hostel e 40 minutos depois estávamos no local de largada, perto da montanha num bairro afastado e muito exclusivo de Santiago, fazia muito frio naquela noite e o vento ajudava a baixar a sensação térmica. Faltava muito tempo para a largada e eu não queria sair do carro para me arrumar, mas logo me despedi da Paula e da Laura e a partir desse momento o tempo passou muito rápido, praticamente não matei tempo, fiquei me arrumando, depois arrumei a sacola que me entregariam no km 33 da prova, nessa sacola deixei a maioria dos lanches, protetor solar, óculos de sol e papel higiênico, pois nunca se sabe. Essa sacola seria mais usada para eu deixar coisas, pois nesse ponto o dia já estaria claro e não precisaria mais de lanterna e do corta vento.
Pouco antes da largada o Leonardo de BH se apresentou, pois viu minha bandeira do Brasil na mochila, com pouco tempo de conversa percebi que ele faria uma ótima prova e assim o fez.
Ouvimos os últimos detalhes do organizador, lanternas de cabeça ligadas, nada mais a fazer ou esquecer, e pontualmente as 2 horas, nós, os 72 homens e 6 mulheres, largamos.
O que rolou na corrida conto no texto 2.

Leia também o texto 3.

Veja algumas fotos da prova