Maratona Asics Golden Run SP.

A Asics Golden Run será a melhor maneira de conhecer a selva de pedra. E perceber que não só de pedra ela é.

Esse percurso me fez ter orgulho da cidade onde nasci, de convidar os amigos de fora não com o pretexto ou argumento de que o clima é ameno, que tem poucas subidas ou curvas… Não, vai ter tudo isso, mas principalmente vai mostrar o que tem de bom, de ruim, e toda a diversidade de uma cidade cosmopolita.

Passará por cartões postais no centro antigo como a praça da Sé, pátio do colégio, teatro municipal, viaduto do chá, praça da república etc… contrastando a riqueza e beleza de outrora com a pobreza e vadiagem de hoje. Vias arborizadas com casarões enormes, bairros ricos, a subida da Brigadeiro, os arredores do Ibirapuera, prédios suntuosos de escritório, o fétido rio Pinheiros, a USP, o museu do futebol ao lado da largada no estádio do Pacaembu… enfim, vários lugares que levaria um amigo de fora de SP para conhecer.

Durante a corrida tem a diversidade da paisagem. Depois da prova sugiro um passeio pela Av. Paulista e Rua Augusta, para ver a diversidade da gente, das tribos. Para o jantar escolha a cozinha típica de qualquer nacionalidade ou região do país, ou um boteco com cervejas artesanais e comemore com a medalha no peito.

Esqueça a altimetria, anos atrás a Revista Contra Relógio publicou uma matéria que comparava os resultados de corredores que fizeram várias maratonas aqui no Brasil com diferentes altimetrias e seus tempos eram quase sempre os mesmos.

Treine seu ritmo de prova no plano, faça os longos com subidas e descidas para adaptar seu corpo, musculação para suportar as descidas e ir mais longe, e talvez, quebrar só no finalzinho, dia 31/7/2016.

A selva de pedra não vai tolerar uma preparação meia boca, serão muitas curvas com quebras de ritmo que te tirarão do piloto automático. Prepare-se com treinos bem direcionados para sofrer menos e aproveitar mais. Os bem treinados terão o prazer de descobrir São Paulo correndo.

Só faltou almoçar no mercado municipal, fazer um happy hour na Vila Madalena, um curso de café, comer pizza… são bons motivos para voltar.

Enzo Amato

Manu Vilaseca nos 70km da Ultra Fiord

(Abajo en español) 1ª mulher disparado nos 70km da Ultra Fiord de 2015, só 3 homens chegaram antes dela sendo um deles nada menos que o bi campeão da UTMB.

Ou seja, se você não corre muito rápido, a única chance de vê-la na prova, é na linha de largada. Ou esbanjando sorriso e simpatia nos dias anteriores a prova.

Saída do ponto de apoio do km 29 com glaciar Balmaceda, encoberto ao fundo.

Nascida no Rio de janeiro, Manuela começou a praticar hipismo aos 11 anos de idade, e aos 25 migrou para os esportes de aventura. Praticante de canoagem, corrida e mountain bike. Já teve passagens pelo triathlon e corridas de aventura expedicionárias.

Atleta fez parte da equipe North Face Brasil de 2012 a 2015 e foi recém contratada pela equipe Buff Internacional.

Atualmente mora na Espanha e seu foco para 2016 segue nas Ultra Trails, com calendário internacional repleto de desafios em provas de 80 a 170km. Desde que começou na modalidade, em dezembro de 2011, Manuela obteve títulos importantes como Campeã do La Mision (160km, Patagônia 2011), Campeã do STY (85km, Japão 2013), Campeã do Endurance Challenge (Chile 80km 2013 – Argentina 80km 2014 – Chile 160km 2014), Campeã Ultra Fiord (70km, Patagônia 2015), Trail del Viento (50km, Argentina 2015) e Campeã Vulcano Ultra Trail (100km, Patagonia 2015). No circuito mundial Ultra Trail World Tour 2015, Manuela conquistou a oitava colocação em 2015 com os importantes resultados: 5º lugar Transgrancanaria (125km), 5º lugar Lavaredo Ultra Trail (120km) e 10º lugar Ultra Trail du Mont Blanc (170km).

Amante da natureza, busca dentro do esporte uma maior proximidade, respeito e contato com o meio ambiente. Seu maior prazer está no fato de viajar o mundo conhecendo pessoas, e culturas, fazendo o que mais gosta.

A segunda edição da Ultra Fiord acontece entre 14 e 16 de abril e Manu gentilmente respondeu a algumas perguntas, deixou dicas importantes sobre a corrida e suas percepções.

1. Que distância vai fazer na UF 2016 e qual seu objetivo?
Esse ano vou correr os 70km, como fiz no ano passado. Embora a distancia seja “curta”, a Ultra Fiord é uma prova lenta e deve ser encarada com muito respeito. Meu objetivo principal sempre é cruzar a linha de chegada, pois nesse tipo de prova nunca podemos considerar que isso seja garantido. Se o clima ajudar, vou tentar fazer um tempo melhor do que fiz no ano passado, mas isso depende muito do clima. A progressão pode ficar mais lenta ou mais rápida devido a ele.
2. O que mais gostou na UF de 2015?
O que mais gostei da Ultra fiord em 2015 foi a característica tão selvagem da prova. Tive inclusive muito medo de não acabar ou de ficar perdida pela montanha. Gostei muito do fato de estar sozinha naquela imensidão. O visual também não tem igual. Cada passo era necessário ter atenção porque o terreno era muito complicado. Considero que a Ultra Fiord é uma prova única e especial!
Também preciso ressaltar que uma das coisas que me marcou na Ultra Fiord foi o Hotel Remota, em Puerto Natales. É um hotel muito especial e inesquecível.
3. O que vai fazer de diferente com relação a 1ª edição de 2015 e o que vai procurar fazer igual?
Creio que vou fazer tudo muito parecido com o que fiz no ano passado. Mudaria algo de vestimenta, de acordo com o clima, mas creio que será tudo muito parecido.
4. Conte sobre um dos treinos que fez que te deixou mentalmente confiante para a prova.
Esse ano eu não comecei com muita sorte, pois a Transgrancanaria, que foi minha primeira prova grande, eu tive que abandonar. A Ultra Fiord será minha primeira “maior distância” de 2016 e o que mudou muito no meu treino esse ano é a minha geografia e o clima. Estou morando na Espanha e aqui o inverno acabou recentemente. Talvez eu esteja um pouco mais preparada para o frio do que no ano passado. Isso, sem dúvida, me deixa mentalmente mais confiante. O fato de ter feito a primeira edição também me faz sentir mais preparada, pois já sei o que vem pela frente.
5. Qual sua prova mais importante de 2016, em que mês?
Tenho provas muito importantes pela frente e não sei dizer qual é mais, mas entre elas estão a Transvulcânia, Lavaredo Ultra Trail, Buff Epic Trail e Ultra Trail du Mont Blanc.
6. Tem alguma mania / ritual pré corrida?
Não tenho nenhum ritual nem mania antes da corrida. Tento apenas dormir o máximo possível e me alimentar o melhor possível.
7. Faz atividades que considera complementares a corrida de montanha? Quais?
Eu uso o mountain bike como atividade complementar nos treinos de corrida de montanha e inclusive esse ano fiz uma prova de 3 dias de mountain bike aqui na Catalunha.
8. Considerando sua experiência em provas, em que aspecto a UF leva destaque?
A Ultra Fiord leva destaque pelo visual e por ser uma prova no estilo “aventura”. O corredor não pode ir para lá esperando um banquete nos pontos de controle, pois não vai encontrar. Além de correr é importante saber se cuidar e administrar o desconforto muito bem. O terreno é complicado e a progressão é lenta. Acho que foram os 70km mais lentos que já fiz, (11h45) e não pelo desnível, mas pelo tipo de terreno. Muitas vezes não tem uma trilha marcada e é necessário navegar. É uma prova incrível e por isso fiz questão de voltar.
9. Que dica poderia deixar para os corredores que vão pela primeira vez a Ultra Fiord?
Tomar a prova com muito respeito, independente da distância e do desnível. Esse ano pode ser muito mais rápido que no ano passado, se não chover, mas pode também ser muito pior que no ano passado. Minha dica é sempre buscar curtir, respeitando a prova e a si mesmo. Também creio que é melhor levar coisas demais que de menos, pois é difícil prever o tempo que se demora para acabar.
Desejo boa sorte a todos os corredores e que desfrutem muito dos dias na Patagônia, dentro e fora da prova. É um lugar único e o fato de estar lá já é um presente. Nos vemos na Ultra Fiord!
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Lejos la 1° mujer en los 70km de la Ultra Fiord 2015, solo 3 hombres llegaron antes que ella siendo uno de ellos nada menos que el bi campeón de la UTMB.

O sea, si no corres muy rápido, tu única oportunidad de verla en la corrida es en la línea de llegada. O mostrando su sonrisa y simpatia en los dias antes de la corrida.

Nacida en Rio de Janeiro, Manuela empezó a practicar hipismo a los 11 años de edad y a los 25 migró para los deportes de aventura. Practicante de canotaje, corrida y mountain bike. Ya pasó por el triathlon y corridas de aventura expedicionarias.

La atleta fue parte del equipo North Face Brasil de 2012 a 2015 y fue recientemente contratada por el equipo Buff Internacional.

Actualmente vive en España y su foco para 2016 continuan siendo las Ultra Trails, con calendario internacional repleto de desafios en pruebas de 80 a 170km. Desde que empezó en la modalidad, en diciembre de 2011, Manuela obtuvo títulos importantes como Campeona de La Misión (160km, Patagonia 2011), Campeona del STY (85km, Japón 2013), Campeona del Endurance Challenge (Chile 80km 2013 – Argentina 80km 2014 – Chile 160km 2014), Campeona de la Ultra Fiord (70km, Patagonia 2015), Trail del Viento (50km, Argentina 2015) y Campeona de Vulcano Ultra Trail (100km, Patagonia 2015). En el circuito mundial Ultra Trail World Tour 2015, Manuela conquistó la octava posición en 2015 com importantes resultados: 5° lugar Transgrancanaria (125km), 5° lugar Lavaredo Ultra Trail (120km) y 10° lugar Ultra Trail du Mont Blanc (170km). 

Amante de la naturaleza, busca en el deporte más proximidad, respeto y contacto con el medio ambiente. Su placer más grande está en viajar por el mundo conociendo personas y culturas, haciendo lo que más le gusta.

La segunda edición de la Ultra Trail es entre el 14 y 16 de abril y Manu gentilmente respondió algunas preguntas, dio consejos importantes sobre la corrida y sus impresiones.

1. En qué distancia vas a participar de la UF 2016 y cuál es tu objetivo?
Este año voy a correr los 70km, como el año pasado. Apesar de ser una distancia “corta”, la Ultra Fiord es una prueba lenta y debe ser encarada con mucho respeto. Mi objetivo principal siempre es cruzar la línea de llegada, ya que en este tipo de prueba nunca podemos considerar que estos es un hecho. Si el clima ayuda, voy a intentar hacer un tiempo mejor que el año pasado, pero eso depende mucho del clima. El avance puede hacerse más lento o más rápido dependiendo del clima.
2. Qué te gustó más de la UF 2015?
Lo que más me gustó de la UF 2015 fue la caracteristica tan salvaje de la prueba. Inclusive tuve mucho miedo de no terminar o de perderme por la montaña. Me gustó mucho el hecho de estar sola en esa inmensidad. El paisaje no tiene comparación. En cada paso era necesario estar atento porque el terreno era muy complicado. Considero que la Ultra Fiord es una prueba única y especial! También quiero resaltar que algo que me marcó en la Ultra Fiord fue el Hotel Remota, en Puerto Natales. Es un hotel muy especial e inolvidable.
3. Qué vas a hacer de diferente en comparación a la 1° edición de 2015 y qué vas a tratar de hacer igual?
Creo que voy a hacer todo parecido a lo del año pasado. Cambiaría algo de la vestimenta, de acuerdo con el clima, pero creo que será todo muy parecido.
4. Contanos sobre algun entrenamiento que has hecho que te dejó mentalmente confiante para la prueba.
Este año no lo empecé con mucha suerte, Transgrancanaria, que fue la primera prueba grande, tuve que abandonarla. La Ultra Fiord será mi primer “mayor distancia” de 2016 y lo que cambió mucho en mi entrenamiento este año es mi geografia y el clima. Estoy viviendo en España y aquí el invierno terminó recientemente. Talvez esté un poco más preparada para el frío que el año pasado. Eso, sin duda, me deja mentalmente más confiante. El hecho de haber participado de la primera edición también me hace sentir más preparada, pues ya sé lo que viene por delante.
5. Cuál es tu prueba más importante de 2016 y en qué mes?
Tengo pruebas muy importantes por delante y no sé decir cual lo es más, entre ellas la Transvulcania, Lavaredo Ultra Trail, Buff Epic Trail y Ultra Trail du Mont Blanc.
6. Tienes alguna manía/rital pre corrida?
No tengo ningún ritual ni manía antes de la corrida. Solo trato de dormir lo máximo posible y alimentarme lo mejor posible.
7. Haces actividades que consideras complementarias a la corrida de montaña? Cuáles?
Uso el montain bike como actividad complementaria en los entrenamiento de corrida de montaña e incluso este año hice una prueba de tres días de montain bike aqui en Cataluña.
8. Considerando tu experiencia en pruebas, en que aspecto la UF se destaca?
La Ultra Fiord se destaca por el paisaje y por ser una corrida del estilo “aventura”. El corredor no puede ir esperando un banquete en los puntos de control, ya que no lo va a encontrar. Además de correr es importante saber cuidarse y administrar muy bien la incomodidad. El terreno es complicado y el avance es lento. Creo que fueron los 70km más lentos que he hecho, (11h45) y no por el desnivel si no por el tipo de terreno. Muchas veces no hay un sendero marcado y es necesario navegar. Es una prueba inceíble y por eso vuelvo.
9. Qué consejo podrías darle a los corredores que van por primera vez a Ultra Fiord?
Tomar la prueba con mucho respeto, indpendiente de la distancia y del desnivel. Este año puede ser más rápido que el año pasado, si no llueve, pero tabién puede ser mucho peor que el año pasado. Mi consejo es tratar de disfrutar siempre, respetando a la prueba y a sí mismo. También creo que es mejor llevar cosas de más y no de menos, ya que es difícil prever el tiempo que se lleva para terminar.

Les deseo buena suerte a todos los corredores y que disfruten mucho los días en la Patagonia, dentro y fuera de la prueba. Es un lugar único y el hecho de estar allí ya es un regalo. Nos vemos en la Ultra Fiord!

Andes Infernal 2016 (en español)

No es una corrida convencional, pero si lo que buscas es aventura, bienvenido a Andes Infernal. (Em português clique aqui).

El valor de la inscripción fue irrisório, en el kit solo el número, no hubo medalla en la llegada, no hubo camiseta de la corrida, mucho menos de finisher, no hubo masaje al final ni mesa de frutas o isotonico, pero hubo mucha aventura en el recorrido.

Marcelo Rojas, de blanco, Rene Castel, Karl Egloff, Jaime Hume, Nicolas Miranda y yo.
Foto: Solo Running

El organizador, Marcelo Rojas, intentó hasta último momento que la corrida fuera gratuita, solo con la ayuda de voluntarios y pocos patrocinadores, pero pocos días antes del evento fue obligado a cobrar un valor mínimo de inscripción, que en mi opinión no fue una molestia, ya que el valor cobrado fue menos que en otras corridas, 34 US$ dólares para la mayor distancia, con la posibilidad de llegar a la cima de una montaña de 5400m, una ganga. Se notaba su intención de hacer que funcionara de forma gratuita, pero no fue esta vez y no será el año que viene, ya que en 2017 pretende entregar medallas, ofrecer comida en el recorrido etc…

Todos presentaron certificado médico en la retirada del kit. Conocí personalmente a Karl Egloff, el favorito de la corrida y nada más y nada menos que el tipo que subió y bajó el Aconcágua y el Kilimanjaro más rápido que cualquier otro hasta hoy (de azul en la foto).

El pronostico del tiempo era perfecto para llegar a la cima del Cerro El Plomo, a 5400m. En la edición anterior no había sido posible por mal tiempo. Lo que es completamente normal tratándose de alta montaña y eramos conscientes de esta posibilidad. Antes de la largada algunos atletas fueron revisados para ver si llevaban todos los equipamientos obligatorios.

La concentración fue en Valle Nevado, que queda más o menos a 1 hora 30 de Santiago, a 3000 metros sobre el nivel del mar. 6 de la mañana, atmosfera densa y una subida importante nos dejó a todos sin aliento con menos de 1km de corrida. Los corredores de los 28km suiguieron un camino y los de los 51km otro. Eramos apenas 43 en los 51km, o queriendo llegar a los 5400m.

Las subidas son durísimas y los bastones esenciales. Los tiempos de corte son crueles, tenía 4 horas para llegar al puesto de control en el km 14 a 4200m (foto). En esta carpa todos descansaban obligatoriamente por 5 minutos para que los médicos controlaran la saturación de oxigeno 2 veces (un aparato que agarra el dedo marca cuánto oxigeno hay en sangre). 81 en la entrada y 79 después de los 5 minutos. Un número arriba de 75 me liberaba para continuar, me sentía bien y fui.

14km a 4200m llegada a la carpa para control médico.
Foto: Patricio Valdés

Tenía solo 40 minutos y empecé a darle atención al reloj. Llegar a la cima no sería solo seguir adelante. Tenía que parar lo mínimo posible, incluso cuando el cuerpo pidiera un descanso, y a esa altura pedía. Ya había pasado por corredores sentados descansando, afectados por los efectos de la altura y el esfuerzo de la corrida.

Empezaba la parte más difícil de la corrida, el verdadero desafío que quería probar, llegar a los 5400m. Solo 5 minutos de subida hacían con que mirara el punto anterior mucho más bajo, seguía un zig zag interminable y ya sin marcaciones de la corrida, era subir y subir por el sendero marcado por otras personas que suben todos los días.

Otro puesto de apoyo con dos voluntarios a 4600m, descansé algunos minutos mientras uno de ellos controlaba la coordinación de uno de los corredores y le hacía algunas preguntas. Ahora mi turno, todo en orden, el voluntario me avisó que tenía solo 1h30 para llegar a los 5100 donde se cruza el glaciar. Quien no llegase hasta el medio día tendría que pegar la vuelta.

Seguí al ritmo que era posible, una caminata vigorosa pero lenta que a cada decena de pasos me obligaba a detenerme para respirar sin aliento. Parecía que terminaba un tiro de 1km cada 10 pasos. En un momento me confundí y seguí por un sendero que no llevaba a ningun lado, otro corredor me avisó mientras me pasaba tranquilamente, al ritmo que la altura permitía. Fueron minutos preciosos que perdí intentando volver al sendero, ya que el terreno era empinado, con piedras sueltas y difícil para avanzar.

Llegué al glaciar y escuché al voluntario decir – después de este nadie más sube, cerramos el paso -. Fui el último que tuvo permiso para pasar, solo dos minutos antes del medio dia. Festejé como si fuera una victoria. Ahora estaba seguro que llegaría a la cima. Me puse los crampons (una especie de corriente con clavos que afirman las zapatillas a la nieve), que nos prestó la organización y crucé los 100 o 200m del glaciar, una caida me haría bajar a mil por hora por más de mil metros montaña abajo, no sé si sobraría algo para contar la historia…más senderos y ahora la altura se hacía sentir fuerte, sentía un leve mareo y necesitaba hacer paradas más frecuentes para respirar. Por suerte el clima ayudó y no estaba tan frío como se esperaba a más de 5 mil metros, incluso así me puse un guante que encontré en el piso arriba de los míos que eran muy finos.

Algunos corredores descansaban y admiraban el paisaje de cielo azul y las montañas nevadas de los Andes. Filmar un poco arriba, saludar a otros y uno de los voluntario me dice – a esta altura tenemos la mitad de presión atmosférica que hay a nivel del mar. Me moría por comer el sandwich de salame y queso que llevaba en la mochila, pero el viento era constante y Leandro, un amigo de Brasil, que ya estaba en la cima hacía un rato quería bajar rápido y hacer una parada con más oxigeno.

Bajar fue mucho más fácil, no necesitaba hacer las paradas frecuentes, solo tener cuidado para no caerme, resbalones eran normales en las piedras sueltas.

Hice el retorno del glaciar sin crampons, ya que en ese momento no quedaban, fui con más cuidado, clavando los pies donde los otros ya habían pasado y apoyando firme los bastones.

Ya bajando, a 4600m, con el glaciar de fondo. La foto no muestra la perspectiva de la tremenda masa de hielo.

Al terminar nos sentamos por algunos minutos a 5100m para comer la mitad del sandwich y disfrutar la vista. Llegamos rapidamente a los 4600m e incluso a esa altura la sensación era de poder respirar mucho mejor. Terminamos lo que quedaba de sandwich y continuamos bajando, un trecho más peligroso. Era fácil tomar un sendero cualquiera que de a poco desaparece y te deja perdido. Sin querer tomamos un sendero diferente del que habíamos subido y la situación se puso tensa, varios corredores bajando un sendero casi recto de piedras sueltas montaña abajo, resbalando y levantando, después de un tiempo así llegamos de nuevo a la carpa médica a 4200m, donde nos controlaron nuevamente dos veces. Una leve eufória y sensación de alivio nos contagió, talvez por haber vuelto seguros o por pensar que era más bajada que subida lo que nos faltaba. Era el km 23 y habían pasado más de 9hs de prueba, impresionante, pero este es el tipo de corridas en que los kms no son parámetro, son apenas un número.

Estabamos engañados, al salir de la carpa todavía nos esperaban varias montañas, pero ahora con trechos de corrida. Pasamos por otros puntos turísticos como el Cerro Pintor, que lleva ese nombre porque tiene varios colores, hasta regresar al Valle Nevado completando 36km.

Pseudo llegada, queriamos 15km más. Leandro y yo. 
Foto: Solo Running

Para que la corrida sea considerada la ultra más alta del mundo necesitaba tener más de 42km, entonces nos faltaba una vuelta de 15km para concluir los 51km. Pero habían pasado 12 hs desde la largada, esos 15km nos costarían unas 3hs más, estabamos solos Leandro y yo, y todos los que trabajaban eran voluntarios. Finalmente, Marcelo nos convenció que ya habíamos hecho lo más difícil…y acatamos la decisión de terminar ahí mismo.

Foto: Solo Running

Estabamos felices de haber pasado todos los obstáculos del recorrido infernal, coincidiendo con la madre naturaleza que nos brindó un cielo azul y el permiso para subir El Plomo. 19 corredores llegaron a la cima y solo 7 terminaron los 51km. Karl venció con 7h58.

Así fue una corrida infernal en los Andes, llamada Andes Infernal.

Video de la corrida en breve.

Para 2017 (16/enero) las postulaciones ya están abiertas. La Andes Infernal va a tener la distancia de 36km como oficial y otras más grandes para seguir siendo la ultra más alta del mundo. La distancia de 15km, llega a los 3700m y puede ser experimentada por iniciantes que quieren saber cómo es correr en altura. Los 28km llegan a 4200m y es necesario tener cierta experiencia, ya que además de poder pasar facilmente de 6hs, el terreno empieza a complicarse. A partir de los 36km es necesario mucha experiencia. El riesgo de muerte es real por el terreno y el frío que puede hacer. En esta corrida tener los equipos apropiados significa mucho. Volvería a los 36km sin duda.

Lo que usé:

  • Zapatillas: Ascics Fuji Attack 4 (era el terreno perfecto para destruir cualquier zapatilla y esta permaneció intacta).
  • Reloj: Tomtom runner cardio (sabía que no duraría toda la corrida, pero lo estaba probando). Mi Polar V800 está en la asistencia técnica por defecto de fabricación, menos mal que arrepentimiento no mata.
  • Bastones de trekking: Doite. Preferiría tener uno con traba en vez de con rosca por la rapidez para desmontarlo, pero lo usé casi en tiempo integral.
  • Mochila: Raidlight 5L. Si el pronostico hubiera sido de frío una de 8 o 10L sería ideal.
  • Lentes de sol: Briko.
  • Cámara: GoPro Hero 3.
  • Segunda piel: Ansilta y Columbia.
  • Rompeviento: Montagne.
  • Pantalón: Adidas running.

Enzo Amato

Tênis do futuro. Adidas e Parley for the oceans.

Adidas e Parley for the Oceans apresentaram durante o Parley Talks na COP21 em Paris, um novo tênis conceito com entressola impressa em 3D e produzida com resíduos plásticos retirados do oceano.

Durante a COP21, adidas e Parley for the Oceans exibem nova estratégia de sustentabilidade para a indústria

O tênis conceito consiste em uma parte superior feita com plástico retirado do oceano e uma entressola impressa em 3D usando poliéster reciclado e redes retiradas do oceano.

“Nós queremos levar todos os membros da indústria para o debate, possibilitando criar soluções sustentáveis para os grandes problemas globais”. Diz Eric Liedtke, membro da adidas Group Executive Board responsável pela área de Global Brands.

Futurecraft – Adidas Primeknit
3D-Printed Ocean Plastic

O modelo ainda está em fase de desenvolvimento e não tem previsão de chegar ao Brasil.

Retornar aos treinos pós carnaval.

A principal recomendação é, volte devagar fazendo treinos que antes pareciam fáceis.

Se o estrago no carnaval foi grande ou você não é muito assíduo, talvez esse período de treinos fáceis dure uns dias a mais do que alguém que enfiou só meio pé na jaca.

Nos primeiros dias é assim mesmo. Tenha paciência!
Imagem: Shutterstock

Deixe sua cabeça e corpo entenderem que o treino faz parte da rotina semanal, para que isso aconteça não é preciso fazer um treino mega blaster, basta ir. Depois de alguns treinos você será capaz de voltar com a intensidade de antes, pois aquele perigo de abandonar por qualquer motivo, inclusive por estar descondicionado, já terá passado e a âncora ficará cada vez menor.

Não tente recuperar o estrago que 5 ou 10 dias de folia causaram num único treino. Isso vai te arrebentar a semana toda e aumentar ainda mais os dias sem treino. Seja regular e assíduo, isso fará a forma física voltar mais rapidamente.

  • Se é musculação, reduza um pouco a carga e a quantidade de exercícios (poucas repetições não te deixarão dolorido no dia seguinte).
  • Se é corrida, natação ou ciclismo, pouca intensidade e menos tempo do que antes, alguns tiros curtos com descanso também valem.

Aos poucos a disposição volta e os treinos fortes também.

Feliz ano novo finalmente, e bons treinos.

Enzo Amato

Andes Infernal 2016

Não é uma corrida convencional, mas se é aventura que você procura, bem vindo a Andes Infernal.

O valor da inscrição foi irrisório, no kit só o número, não teve medalha na chegada, não teve camiseta da prova, muito menos de finisher, não teve massagem no final, nem mesa de frutas, ou isotônico, mas teve toda a aventura do trajeto.

O organizador Marcelo Rojas de branco, René Castel, Karl Egloff, Jaime Hume, Nicolas Miranda e eu.
Foto: Solo Running

O organizador, Marcelo Rojas, tentou até o último momento fazer com que a prova fosse gratuita, só com a ajuda de voluntários e poucos patrocinadores, mas há poucos dias do evento foi obrigado a cobrar um valor mínimo de inscrição, o que na minha opinião não foi um incômodo, pois o valor cobrado foi bem menor que de outras provas, US$ 34 dólares na maior distância, com a possibilidade de chegar ao cume de uma montanha de 5400m, uma pechincha. E se notava a intenção dele de fazer dar certo, mas não foi dessa vez, e nem será ano que vem, pois em 2017 ele pretende entregar medalhas, oferecer mais comida no trajeto etc…

Todos apresentaram atestado médico na retirada de kit. Eu conheci pessoalmente Karl Egloff, favorito na prova e simplesmente o cara que subiu e desceu o Aconcágua e Kilimanjaro mais rápido que qualquer um até hoje (de azul na foto).

A previsão do tempo era perfeita para chegar ao cume do Cerro El Plomo, a 5400m. Na edição anterior não foi possível pelo mal tempo. O que é completamente normal em se tratando de alta montanha, e estávamos cientes dessa possibilidade. Antes da largada alguns atletas foram checados para ver se portavam todos os equipamentos obrigatórios.

A concentração foi em Valle Nevado, que fica mais ou menos a 1h30 de Santiago, a 3000 metros de altitude. 6 da manhã, ar rarefeito e uma forte subida deixou a todos ofegantes com menos de 1km de prova. Logo os corredores dos 28km seguem um caminho e os de 51km outro. Éramos apenas 43 nos 51km, ou querendo chegar aos 5400m.

As subidas são duríssimas e os bastões essenciais. Os tempos de corte cruéis, tinha 4h para chegar ao posto de controle no km 14 a 4200m (foto). Nessa barraca todos descansavam compulsoriamente por 5min. para que os médicos checassem a saturação de oxigênio 2x (um aparelho que abraça seu dedo marca quanto de oxigênio tem no sangue). 81 na entrada e 79 depois dos 5min. Um número acima de 75 me liberava para seguir, me sentia bem e fui.

14km a 4200m chegando na tenda para controle médico.
Foto: Patricio Valdés

Estava só com 40min de folga e comecei a prestar atenção no relógio. Chegar ao cume não seria apenas seguir adiante. Tinha que parar o mínimo possível, mesmo que o corpo pedisse descanso, e a essa altitude ele pede sem cerimônia. Já havia passado por corredores sentados descansando, já afetados pelos efeitos da altitude e esforço da corrida.

Começava a parte mais difícil da prova, o verdadeiro teste que queria experimentar, chegar aos 5400m. Qualquer 5min de subida fazia enxergar o ponto anterior muito mais abaixo, seguia um zigue zague interminável e já sem marcações da prova, era só subir e subir pela trilha marcada por outras pessoas que sobem todos os dias.

Mais um posto avançado de apoio com dois voluntários a 4600m, descansei alguns minutos enquanto um deles checava a coordenação de um dos corredores e lhe fazia algumas perguntas. Chegou minha vez, tudo em ordem, ele ainda me avisou que tinha apenas 1h30 para chegar a 5100 onde se cruza o glaciar. Quem não chegasse até o meio dia teria que dar meia volta.

Segui no ritmo que era possível, uma caminhada vigorosa, mas lenta que a cada dezena de passos me obrigava a parar para respirar ofegantemente. Parecia que eu terminava um tiro de 1km a cada 10 passos. Num momento me confundi e segui uma trilha que não levava a lugar algum, outro corredor me avisou enquanto me passava tranquilamente, no ritmo que a altitude permitia. Foram minutos preciosos que perdi tentando voltar a trilha, pois o terreno era íngreme, de pedras soltas e de difícil progressão.

Cheguei ao glaciar e escutei o voluntário dizer – depois desse ninguém sobe, fecharemos a passagem. – Fui o último a ter permissão para seguir, há apenas 2min antes do meio dia. Comemorei como se fosse uma vitória. Agora tinha a certeza que chegaria ao cume. Calcei os crampons, (espécie de corrente com cravos que firmam os tênis na neve) emprestado pela organização, e cruzei os 100 ou 200m do glaciar, uma queda me faria descer a mil por hora por mais de mil metros montanha abaixo, não sei se sobraria algo para contar história… mais trilhas e a altitude se fazia sentir forte agora, sentia uma leve tontura e precisava fazer paradas muito frequentes para respirar. Sorte que o clima ajudou e não estava tão frio quanto se espera a mais de 5mil metros, mesmo assim calcei a luva que achei no chão por cima das minhas que eram muito finas.

Alguns corredores descansavam e admiravam a paisagem de céu azul e montanhas nevadas dos Andes. Uma breve filmagem lá de cima, cumprimentos e um dos voluntários me diz – neste ponto temos metade da pressão atmosférica que há ao nível do mar – estava louco para comer o lanche de salame e queijo que carregava na mochila, mas o vento  era constante, e Leandro, um amigo do Brasil, que já estava no topo há mais tempo queria descer logo e fazer a parada com mais oxigênio.

Descer foi muito mais fácil, não precisava mais das paradas frequentes, só cuidar para não cair, mas escorregões eram normais nas pedras soltas.

Fiz o retorno do glaciar sem crampons, pois não haviam naquela hora, fui com mais cuidado ainda, cravando os pés onde os outros haviam passado e apoiando firme os bastões.

Já na dscida a 4600m com glaciar ao fundo. A foto não mostra a imensidão da massa de gelo.

Ao terminar nos sentamos por alguns minutos a 5100m para comer metade do lanche e apreciar o visual. Logo chegamos de volta aos 4600m e mesmo nessa altitude, a sensação era de poder respirar bem melhor. Terminamos o que havia sobrado do lanche e continuamos a descida, nesse trecho bem perigosa. Era fácil pegar uma trilha qualquer que some aos poucos e te deixa em maus lençóis. Sem querer pegamos uma trilha diferente da que havíamos subido e a situação ficou tensa, vários corredores descendo uma trilha quase reta de pedras soltas montanha abaixo, escorregando e levantando, mas depois de um bom tempo assim, chegamos de volta a tenda médica a 4200, quando nos checaram 2x novamente. Uma leve euforia e sensação de alívio nos contagiou, talvez por ter regressado em segurança ou por pensar que era mais descida que subida o que nos faltava. Era km 23 e já haviam passado mais de 9hs de prova, impressionante, mas essa é das corridas que quilômetros não são parâmetros, são apenas um número.

Estávamos errados, ao sair da tenda várias montanhas ainda nos esperavam, mas desta vez com bons trechos de corrida. Passamos por outros pontos de turismo, como o Cerro Pintor, que tem esse nome por suas várias cores. Até regressar a Valle Nevado completando 36km.

Pseudo chegada, querendo mais 15km. Leandro e eu.

Para a prova ser considerada a ultra mais alta do mundo, ela precisa ter mais de 42km, por isso nos faltava uma volta de 15km para concluir os 51km. Mas haviam passado 12hs desde a largada, esses 15km nos custaria mais umas 3h, éramos só Leandro e eu, e todos que trabalhavam eram voluntários. Por fim Marcelo nos convenceu de que tínhamos feito o mais difícil… e acatamos a decisão de encerrar por lá mesmo.

Os 15km finais massageariam o ego, mas tudo o que passamos bastou para só regressar com boas memórias.

Estávamos felizes por ter passado todos os obstáculos daquele percurso infernal, coincidindo com a mãe natureza nos brindando céu azul e permissão para subir El Plomo. 19 corredores chegaram ao cume e só 7 concluíram os 51km. Karl venceu com 7h58.

Assim foi uma corrida infernal nos Andes, chamada Andes Infernal.

Vídeo da prova em breve.

Para 2017 a Andes Infernal vai ter a distância de 36km como oficial e outras maiores para continuar sendo a ultra mais alta do mundo. A distância de 15km, chega a 3700m e pode ser experimentada por iniciantes que querem saber como é correr em altitude. Os 28km chega a 4200m e é necessário ter certa experiência, pois além de poder passar facilmente de 6h, o terreno começa a complicar. A partir dos 36km é necessário muita experiência. O risco de morte é real pelo terreno e o frio que pode fazer. Ter os equipamentos corretos significa muito nessa corrida. Voltaria nos 36km sem dúvida.

O que usei:

  • Tênis: Asics Fuji Attack 4 (era o terreno perfeito para destruir qualquer tênis, mas ele permaneceu intacto).
  • Relógio: Tomtom runner cardio (sabia que não duraria a prova toda, mas estava testando) Meu Polar V800 está na assistência técnica por defeito de fabricação, mas ainda bem que arrependimento não mata.
  • Bastões de trekking: Doite. Preferia ter um com trava ao invés de rosca, pela rapidez no desmonte, mas usei quase em tempo integral.
  • Mochila: Raidlight 5L. Se a previsão fosse de frio, uma de 8 ou 10L seria ideal.
  • Óculos de sol: Briko.
  • Câmera: GoPro Hero 3
  • Segunda pele: Ansilta e Columbia.
  • Corta vento: Montagne.
  • Calça: Adidas running.

Enzo Amato

5 dicas para começar a correr

Esqueça a busca pelo exercício que gasta mais calorias e preocupe-se em inserir um compromisso na rotina.

  1. Estabeleça dias e horários compatíveis com sua agenda. 2 a 3x na semana é uma ótima forma de começar.
  2. Não deixe virar tortura, no início é para ser fácil. Seu desafio atual é cumprir a dica 1.
  3. Ter companhia ajuda muito a cumprir a dica 1.
  4. Se acha que ouvir música ou assistir TV enquanto faz exercício vai te motivar a cumprir a dica 1, ótimo, vá em frente!
  5. É preciso força de vontade para cumprir a dica 1 depois do primeiro mês.

Depois de 10min de caminhada, comece a correr bem devagar e repare por quanto tempo consegue fazer sem sofrer, há pessoas que não chegam a 1min enquanto outras passam de 30min… alternar corrida com caminhada é muito eficaz nessa fase inicial, e um bom “termômetro” é perceber que não está exagerando. Não importa por quanto tempo você vai treinar, se 20 ou 30min. O importante agora é ter esse compromisso na rotina. Mais adiante você vai perceber que seu corpo e sua agenda aguentam mais tempo.

Este texto serve para aquele seu conhecido que, como resolução de ano novo, disse que ia começar a correr. Para essa pessoa o mais difícil será encontrar tempo na agenda e permanecer motivado depois da primeira semana. Por isso que no início a preocupação não deve ser em quanto mais suar melhor, mas fazer a pessoa colocar roupa de treino e sair para treinar. Se fizer isso por um mês a chance de permanecer treinando aumenta bastante.

Claro que um treinador vai fazer o processo ficar mais fácil, mas a dica 5 nunca pode faltar.

Compartilhe se acha que pode ajudar alguém.

Enzo Amato

Ultra Trail Torres del Paine 50km – 2015 – Vídeo

A corrida mais bonita que já fiz.

Passa por quase todo o famoso circuito W. Trilha do Parque Nacional Torres del Paine que normalmente se faz em 4 dias de caminhada. Em 2015 nos tocou um lindo dia sem vento, temperatura amena e céu aberto. Assista às lindas imagens.

Clique para ler a crônica completa de como foi minha prova. (En espanhol)

Você corre, a Freeway Sports pensa no resto.

Enzo Amato

Palestra Ultra Fiord, em SP.

A organização da Ultra Fiord pediu para que convidados de 15 países contassem como foi a experiência de ter participado da edição inaugural de 2015.

Fui convidado para fazer isso em São Paulo, e será um prazer contar o que senti nas 28hs que levei para concluir os 114km da corrida mais selvagem, inóspita e insana que já fiz.

Como treinei, o que comi, os equipamentos que usei, os erros, acertos e os obstáculos que uma prova tão extrema colocou na minha frente e na minha mente.

Em 2016 a prova contará com 5 distâncias, 30, 50, 70, 100 e 160km.

Traga suas perguntas e curiosidades. Te espero dia 5/11 as 19h na loja Mundo Terra, Al. dos Nhambiquaras, 809.

Entrada gratuita, favor confirmar presença através do email: enzoamato76@gmail.com

Enzo Amato

Ultra Trail Torres del Paine 50km (en español)

La corrida más bonita que he hecho!

La Ultra Trail Torres del Paine pasa por casi todo el circuito W y hay tres puntos de belleza inigualable. Entre un punto y otro, paisajes que te dejan sin aire, lagos de varios colores, bosques y montañas nevadas. La naturaleza en su estado más salvaje.

Comencé con 7kms predominantemente de subida, pero antes de llegar a la cima vi a los primeros 4 colocados volando en la bajada con una diferencia de no más de 10 minutos, una disputa cabeza a cabeza. 

Naturaleza y deporte combinan.

Seguí subiendo para llegar al primer punto de regreso, con vista privilegiada de las Torres, o cuernos, como algunos las llaman. Momento especial para fotos, videos o dar un vistazo para guardar en la memoria. Volví bajando entusiasmado, incluso con algunos puntos técnicos, raices, curvas cerradas y senderos estrechos. Encontrar conocidos o solo decirle hola a desconocidos me daba una energía extra. Fueron unas buenas bajadas hasta el puesto de abastecimiento del km 15. Trivial, agua, isotónico, frutas, pan con mermelada, parecía un oasis en el desierto, recargué agua, abandoné lo trivial, saqué pan y rápidamente volví a mi buen ritmo. En ese momento bordeaba un lago color esmeralda, con las montañas gigantes siempre a la derecha y el paisaje infinito a la izquierda. 

Lindos paisajes en todo el recorrido.
Foto: Recasur rent a car

Algunos km de sendero estrecho con ese paisaje hasta que llegué al inicio de la segunda subida del circuito W, km 27, los tres primeros colocados ya habían subido y bajado, pero tuve la oportunidad de ver a Fernando Nazário en acción, era el 4º colocado en aquel momento en una bajada muy técnica, lo incentivé, me retribuyó y seguimos en direcciones opuestas. Para él ya era el km 31. Yo todavía tenía los 2 km de subida por delante, muchas piedras que formaban enormes escalones y un recorrido difícil de encontrar. Era necesario ponerle atención a la señalización roja del parque en los árboles y piedras que mostraban el camino. A la izquierda un paredón nevado de casi 3 mil metros hacía ruido de trueno con cada avalancha. Fue este el momento en el que más me sorprendí con el recorrido y con el poder de la naturaleza. 

La subida más dura de la corrida.

 

Moises Jimenes, 1º colocado.

No habían pasado 2/3 de la corrida y ya la consideraba la más linda de todas las que he hecho. Cuando llegué a la cima, tenía toda la montaña para observar, me olvidé que estaba en una corrida. Filmé, hablé, respiré profundo y observé todo con calma. Hasta empezar la bajada, a veces lenta y difícil, a veces desenfrenada como la corrida de un niño. Les avisaba a los corredores que iban subiendo que prerpararan sus camaras. Al final de la bajada me detuve en el puesto de abastecimiento del km 31, antes de cruzar el puente colgante, me senté para sacarme una piedra de la zapatilla mientras comía una galleta rellena y tomaba un café. El próximo puente estaba a 7km y abastecí la botellita con agua suficiente para llegar.

El recorrido continuaba lindo, rodeaba las montañas, pero enfrenté mi peor momento entre los kms 35 y 38, gases y malestar estomacal que me hicieron reducir bastante el ritmo, talvez deshidratación o barritas de cereal que nunca había comido antes, o todo junto mezclado con café… en fin, un obstáculo más a superar.  

Llegué al punto de apoyo del km 38 sintiéndome un poco mareado, comí la mitad de una banana, tomé isotónico y me acosté con las piernas en alto por 5 minutos hasta que me sintiera mejor. Partí para los últimos 11km, siendo 5,5km de ida hasta el mirador del glaciar Grey, subí un pequeño valle siguiendo un sendero silencioso a la derecha del lago Grey, donde el glaciar desprende sus enormes piedras de hielo. 

Matt Maynard de GreenBeanTrails.com 2º colocado, y el Glaciar Grey.
Foto: Graciela Zanitti / iloverunn

El punto de retorno era el último punto espectacular de la corrida, la tercera pierna del circuito W. Una masa de hielo con varios kms de extensión, las nubes altas nos daban permiso para ver el glaciar a lo lejos, hasta donde la vista alcanzara.Tuve otro momento de bajón y decidí sentarme de frente para el glaciar, comer una barrita de cereal, grabar unas imágenes, respirar profundo y descansar. “Perdí” otros 5 minutos. Estaba contento con mi corrida, mis piernas estaban bien, el clima perfecto para la latitud 51º, sin viento, buena visibilidad, solo me faltaban 5km para festejar, sabía que el malestar pasaría rápidamente. Tenía la seguridad de que estaba en la corrida más linda de los más de 20 años que corro. 

Foto: Graciela Zanitti / iloverunn

Me levanté, di media vuelta e hice mis últimos 5,5km. Correr rápido hacía que el estomago se me revolviera y sentía el malestar de nuevo, entonces fui despacio y así completé los 50 km en más de 8 horas.

Antes que pudiera saludar a todos los amigos y comer el plato de pasta que me esperaba en el Refúgio Paine Grande, me avisaron que un corredor había fallecido en el recorrido. La corrida que consideraba la más bonita fue también la más triste. Jonatan Canto tenía solo 23 años, se descompuso en la segunda subida, se sentó y tuvo una parada cardíaca. Esto provocó que muchos corredores que vieron lo que pasó abandonaran la corrida en ese momento. No lo conocía, pero durante mis grabaciones, en el desayuno, 1 hora antes de la largada, lo filmé por un segundo. Tiempo suficiente para que él sonriera para la camara de un desconocido, ese es el espíritu de un corredor de montaña y él lo tenía. Se murió como a muchos de nosotros nos gustaría morir, corriendo, pero sin duda se fue demasiado antes.

Todos volvimos en barco hasta el punto donde los colectivos llevarían a los corredores a sus hoteles, o a Puerto Natales, la ciudad más cercana. La alegría de haber hecho una corrida tan linda no me dejaba superar el desánimo de saber que un corredor, como yo, como todos los que estábamos allí, no volvería a su casa. Fue un momento raro que nunca había vivido antes.

De una u otra forma esta corrida quedará marcada en mi corazón. Por ser la más linda y por hacerme darle más valor a cada segundo de esta vida fugaz. 

- En breve el video de la corrida con lindas imágenes.

- Participé de la corrida invitado por la organización y seguramente volvería. Además, pretendo volver como turista y hacer el circuito W con mi familia.

Enzo Amato